A pesquisa Quaest, divulgada nesta terça‑feira (29) de setembro, mostrou que o ex‑presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera a disputa presidencial entre os eleitores de Pernambuco. O levantamento, realizado entre os dias 25 e 28 de setembro, indica que 58% dos entrevistados pretendem votar em Lula no primeiro turno. A pesquisa foi encomendada pela Globo e registrada no TSE sob os números PE‑00324/2026 e BR‑08289/2026.
Contexto da pesquisa
A Quaest entrevistou 1.302 pessoas com idade a partir de 16 anos, distribuídas em todo o território nacional, mas com foco nos eleitores de Pernambuco. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%, parâmetros que conferem robustez ao levantamento. O objetivo foi mapear a intenção de voto para o pleito de 2026, que ainda está em fase inicial, mas já demonstra polarização entre candidatos de diferentes espectros políticos.
Além de Lula, a pesquisa incluiu outros nomes que têm ganhado destaque nas discussões sobre a sucessão presidencial. Entre eles estão Flávio Dino, ex‑governador do Maranhão, que aparece como o principal concorrente de Lula em Pernambuco, e o senador Renan Filho, que também tem presença relevante no estado. Outros candidatos, como Carlos Eduardo (Caiado), Cury, Zema e Samara, foram citados, mas com percentuais muito menores.
Detalhes dos resultados
Os números apontam uma clara vantagem para Lula, que obteve 58% das intenções de voto entre os entrevistados. Flávio Dino ficou em segundo lugar, com 20%, enquanto Cury recebeu 3% das respostas. Renan Filho registrou 2% e o senador Caiado, 1%. Os demais candidatos, como Zema, Samara, Edmilson Costa, Clariana, Hertz Dias, Marçal, Rui Costa Pimenta e Wilson Grassi, ficaram abaixo de 1% cada.
- Lula – 58%
- Flávio Dino – 20%
- Cury – 3%
- Renan Filho – 2%
- Caiado – 1%
- Outros candidatos – menos de 1% cada
É importante notar que a soma dos percentuais dos candidatos listados não chega a 100%, pois há uma parcela de eleitores indecisos ou que ainda não definiram sua escolha. Esse grupo representa aproximadamente 15% do universo pesquisado, indicando que ainda há espaço para alterações no cenário eleitoral conforme a campanha avança.
Análise dos candidatos
Lula mantém forte apoio em Pernambuco, estado tradicionalmente aliado ao PT, o que reflete a confiança dos eleitores na experiência do ex‑presidente. Seu percentual acima de 50% sugere que, se a tendência se mantiver, ele pode vencer já no primeiro turno, evitando a necessidade de um segundo turno.
Flávio Dino, apesar de ser governador de um estado do Nordeste, ainda enfrenta o desafio de ampliar sua base em Pernambuco. O percentual de 20% demonstra que ele tem potencial para ser o principal adversário de Lula, mas ainda está distante de alcançar a maioria absoluta.
Cury, Renan Filho e Caiado aparecem como candidatos de nicho, com percentuais que não permitem avançar nas primeiras fases da eleição, a menos que consigam captar eleitores indecisos ou mudar significativamente a percepção do eleitorado.
Implicações para a corrida presidencial
Com Lula à frente, a estratégia dos demais partidos pode se concentrar em formar coalizões ou buscar alianças que ampliem a competitividade. O fato de que mais de um sexto dos entrevistados ainda está indeciso abre margem para campanhas agressivas nos próximos meses.
Além disso, a pesquisa reforça a importância de Pernambuco como um estado decisivo nas eleições de 2026. Historicamente, o Nordeste tem sido um reduto de apoio ao PT, mas a presença de candidatos como Flávio Dino indica que há espaço para disputas mais acirradas dentro da região.
Os resultados também apontam para a necessidade de atenção dos candidatos menores, que podem buscar nichos específicos, como políticas regionais, ambientais ou de desenvolvimento econômico, para ganhar relevância.
Em síntese, a pesquisa Quaest oferece um panorama inicial da corrida presidencial, destacando a liderança de Lula, a força de Flávio Dino como segundo colocado e a presença de um eleitorado ainda em formação, que poderá mudar o cenário à medida que a campanha se intensifique.








