Em outubro de 2026, a Lua passará por todas as suas principais fases, com destaque para a lua cheia no dia 26 e um encontro visual com Júpiter na madrugada do dia 6. As mudanças ocorrem no horário de Brasília e são observáveis em todo o território nacional, bastando apenas prestar atenção ao fuso horário local.
Fases da Lua ao longo do mês
O ciclo lunar de outubro inicia-se com o quarto minguante no dia 3, quando apenas metade do disco está iluminada. Em seguida, a lua nova aparece no dia 10, quase invisível, pois sua face iluminada está voltada para o lado oposto da Terra.
Dois dias depois, no dia 12, a lua começa a ganhar brilho, entrando no quarto crescente. Essa fase se mantém até o dia 18, quando aproximadamente 50% do disco já reflete a luz solar.
A fase mais esperada é a lua cheia, que ocorre em 26 de outubro às 01h12 (horário de Brasília). Por causa da madrugada, a melhor oportunidade para observar o brilho máximo é entre a noite de domingo, 25, e a manhã de segunda‑feira, 26.
Após a plenitude, o satélite entra novamente no quarto minguante, reduzindo a iluminação até a nova fase que se fechará em 9 de novembro, encerrando a lunação de outubro.
- 3 de outubro – Quarto minguante
- 10 de outubro – Lua nova
- 18 de outubro – Quarto crescente
- 26 de outubro, 01h12 – Lua cheia
- 9 de novembro – Final da lunação
Eventos celestes destacados
No dia 6 de outubro, pouco antes do nascer do sol, a lua minguante aparecerá lado a lado com Júpiter, que se mostrará como um ponto extremamente brilhante. Esse alinhamento é visível no céu leste de todo o Brasil e oferece uma foto de contraste impressionante.
Embora o alinhamento seja apenas aparente, ele desperta curiosidade porque os dois corpos celestes estão a milhões de quilômetros de distância um do outro. Na América do Norte, Caribe e África, ocorre ainda a ocultação de Júpiter pela lua, mas no território brasileiro os astros permanecem visíveis simultaneamente.
Vale lembrar que outubro não trará eclipse lunar. O próximo eclipse penumbral só será perceptível em fevereiro de 2027, e o próximo eclipse parcial visível em todo o Brasil só acontecerá em janeiro de 2028. Um eclipse total, por sua vez, está previsto para junho de 2029.
Como observar e curiosidades
Para quem deseja ver a lua cheia, os horários de nascer variam de acordo com a cidade. Em São Paulo, o satélite nasce às 17h56; no Rio de Janeiro, às 17h40; em Recife, às 16h48; em Brasília, às 17h51; e em Porto Alegre, às 18h24.
A lua cheia de 26 de outubro não será uma superlua, pois o perigeu – ponto mais próximo da Terra – ocorrerá apenas dois dias depois, em 28 de outubro, quando a distância será de cerca de 363 mil quilômetros. Na noite da plenitude, a distância será de aproximadamente 369 mil quilômetros, ainda fora do critério de superlua.
Uma curiosidade importante: a lua nunca produz luz própria. Seu brilho visível resulta da reflexão da luz solar sobre sua superfície. Em qualquer momento, metade da esfera lunar está iluminada; o que varia é a porção que conseguimos ver da Terra.
Para observar o alinhamento com Júpiter, basta apontar o olhar para o leste antes do amanhecer, quando a lua está em fase minguante com cerca de 20% do disco iluminado. Júpiter aparecerá como um ponto amarelo‑brilhante imediatamente ao lado da lua, facilitando a identificação mesmo a olho nu.
Se preferir registrar o fenômeno, use uma câmera com lente telefoto ou um smartphone com modo noturno. Um tripé ajuda a evitar tremores e garante imagens nítidas da combinação rara entre dois dos maiores objetos do céu noturno.
Por fim, lembre‑se de ajustar o relógio ao fuso horário da sua região. Em algumas localidades brasileiras, a mudança de fase pode ocorrer próximo da meia‑noite, alterando a data oficial do evento. Verifique sempre a hora local para não perder nenhum detalhe.








