Em Pernambuco, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresenta, segundo pesquisa divulgada nesta segunda‑feira, 28 de setembro, mais do que o dobro das intenções de voto do senador Flávio Bolsonaro (PL‑RJ). O levantamento, realizado entre 23 e 26 de setembro, entrevistou 1.600 eleitores e tem margem de erro de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
Contexto da pesquisa
A pesquisa foi conduzida pela empresa Real Time Big Data e registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o código BR‑02938/2026. O objetivo era mapear a preferência dos eleitores pernambucanos para o primeiro e o eventual segundo turno da eleição presidencial.
Os entrevistados foram selecionados de forma aleatória, buscando representar as principais regiões do estado, desde o agreste até o litoral. A amostra incluiu eleitores de diferentes faixas etárias, níveis de renda e grau de instrução, garantindo uma visão abrangente do cenário eleitoral.
Além de Lula e Flávio Bolsonaro, a pesquisa contemplou outros candidatos que ainda não alcançaram relevância significativa nas urnas. Esses nomes foram agrupados na categoria “outros”, que soma apenas 1% das intenções.
O método adotado seguiu padrões internacionais de pesquisa eleitoral, com perguntas claras e sem viés, permitindo que os respondentes expressassem livremente sua preferência.
Detalhes dos resultados
No primeiro turno, Lula registrou 60% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro ficou com 26%. Nenhum outro candidato chegou a 5% das respostas, reforçando a concentração de apoio nos dois principais nomes.
Quando se analisam os números de candidatos menores, o conjunto de Rui Costa Pimenta (PCO), Samara (UP), Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias (PSTU), Clariana Barão (DC), Veterinário Wilson Grassi (Democrata) e Leonardo Avalanche (PRTB) totaliza apenas 1%, sendo classificados como “outros”.
- Rui Costa Pimenta (PCO)
- Samara (UP)
- Edmilson Costa (PCB)
- Hertz Dias (PSTU)
- Clariana Barão (DC)
- Veterinário Wilson Grassi (Democrata)
- Leonardo Avalanche (PRTB)
No cenário hipotético de segundo turno, Flávio Bolsonaro ganharia algum terreno, atingindo 35% das intenções. Mesmo assim, a vantagem de Lula permaneceria expressiva, com 65% de apoio.
Esses números indicam que, ainda que o adversário consiga reduzir a diferença, a liderança de Lula no estado seria mantida, consolidando Pernambuco como um dos bastiões do candidato do PT.
Os dados ainda apontam que a maioria dos eleitores ainda não definiu um candidato alternativo ao PT, o que pode influenciar estratégias de campanha nas próximas semanas.
Implicações políticas
A disparada de Lula em Pernambuco reflete a força da base tradicional do partido, bem como a eficácia das políticas públicas implementadas nos últimos anos. Programas de assistência social, investimentos em infraestrutura e a retomada de atividades econômicas são citados como fatores de aprovação.
Para Flávio Bolsonaro, o desafio será ampliar sua presença no estado, talvez buscando alianças regionais ou reforçando sua agenda de combate à corrupção e à criminalidade, temas que ressoam entre eleitores mais conservadores.
Analistas políticos apontam que a diferença de mais que 30 pontos pode ser decisiva, mas alertam que campanhas intensas, debates e possíveis escândalos podem mudar a dinâmica até a votação.
Além disso, a pesquisa demonstra que candidatos de menor expressão ainda têm pouca penetração no eleitorado, o que pode levar partidos menores a buscar coligações ou a concentrar esforços em outras regiões do país.
Em resumo, Pernambuco se destaca como um estado onde a disputa presidencial está bastante inclinada a favor de Lula, mas a competição ainda pode ganhar novos contornos à medida que a campanha avança.








