Uma pesquisa recente do Real Time Big Data revelou como está a disputa pelas duas vagas ao Senado de Minas Gerais, o segundo maior colégio eleitoral do Brasil, na segunda-feira, 28 de setembro de 2026. O levantamento entrevistou 2.000 eleitores entre os dias 23 e 26 de setembro, oferecendo um panorama atualizado das intenções de voto.
Cenário atual da corrida senatorial
O cenário político em Minas Gerais apresenta uma competição acirrada, refletindo a diversidade de perfis e a fragmentação do eleitorado. Cinco nomes surgem como os principais concorrentes, cada um trazendo uma bagagem distinta que influencia a preferência dos eleitores. A ex‑prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), destaca‑se com a maior fatia de intenções de voto, ocupando a liderança numérica.
Logo atrás dela, de forma técnica, empatam o senador incumbente Carlos Viana (PSD) e o deputado federal Domingos Sávio (PL), ambos com 16% das preferências. Essa igualdade demonstra que o eleitorado ainda está indeciso entre a continuidade representada por Viana e a renovação proposta por Sávio. O empate técnico também indica que pequenas variações nas próximas semanas podem alterar o posicionamento dos candidatos.
O deputado Aécio Neves (PSDB) aparece com 12% das intenções, mantendo-se próximo ao segundo lugar e reforçando sua presença histórica no cenário político estadual. Por fim, o deputado Marcelo Aro (PP) completa a lista com 11% das preferências, sendo o último nome ainda competitivo dentro do grupo. Apesar de estar na base do ranking, Aro pode ganhar impulso se conseguir mobilizar sua base regional.
Detalhes da pesquisa e metodologia
A pesquisa foi conduzida por telefone e internet, garantindo a representatividade dos diferentes perfis socioeconômicos do estado. Foram selecionados 2.000 eleitores, o que confere à amostra um nível de confiança de 95% e margem de erro de dois pontos percentuais. Esses parâmetros são padrão para pesquisas eleitorais de grande porte no Brasil.
O questionário incluiu duas perguntas principais: a escolha do primeiro voto e a escolha do segundo voto, já que o eleitor deverá selecionar dois candidatos ao Senado em 2026. Essa abordagem permite analisar não apenas a preferência principal, mas também as combinações possíveis entre os candidatos.
Os resultados foram registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código MG-03351/2026, garantindo transparência e possibilidade de auditoria pública. A divulgação ocorreu em comunicado oficial da editora Abril, que utilizou ferramentas de inteligência artificial para gerar o resumo inicial da pesquisa.
Análise dos candidatos e suas posições
Os números revelam um quadro de competição equilibrada, onde pequenas variações podem mudar drasticamente o ranking. A ex‑prefeita Marília Campos, com 19% das intenções, tem vantagem, mas ainda depende de consolidar sua base em áreas fora de Contagem, como o Vale do Aço e a Zona da Mata.
O senador Carlos Viana, que busca a reeleição, mantém 16% das intenções, refletindo a força de seu histórico legislativo e o apoio de lideranças do PSD. Seu desafio será ampliar a presença em municípios onde ainda não tem forte atuação, especialmente no Triângulo Mineiro.
Domingos Sávio, também com 16%, tem se destacado por sua atuação em comissões de infraestrutura e desenvolvimento econômico. Seu discurso focado em projetos de energia e transporte tem atraído eleitores jovens e empreendedores.
- Marília Campos (PT) – 19%
- Carlos Viana (PSD) – 16%
- Domingos Sávio (PL) – 16%
- Aécio Neves (PSDB) – 12%
- Marcelo Aro (PP) – 11%
Aécio Neves, com 12%, ainda conta com a tradição da família Neves na política mineira, mas precisa superar a percepção de que seu discurso está desconectado das demandas locais. Sua campanha tem investido em visitas a cidades do interior para reforçar a presença.
Marcelo Aro, embora último da lista, tem 11% das intenções, o que demonstra que ainda possui espaço para crescer, principalmente se conseguir alianças estratégicas com lideranças regionais. Seu posicionamento conservador pode atrair eleitores que buscam alternativas ao centro‑esquerda.
Perspectivas para a eleição de 2026
Com a eleição ainda a alguns anos de distância, a dinâmica pode mudar significativamente. A divulgação de debates, a atuação nas redes sociais e a capacidade de mobilizar voluntários serão fatores decisivos para ampliar ou reduzir as margens de vantagem.
Além disso, o cenário nacional pode influenciar o comportamento dos eleitores mineiros. Eventos como crises econômicas, escândalos de corrupção ou avanços em políticas públicas federais tendem a repercutir nas escolhas locais.
Os analistas apontam que a disputa será decidida nos últimos meses de campanha, quando as alianças entre partidos se consolidarem e os candidatos apresentarem propostas concretas para questões como saúde, educação e infraestrutura. A capacidade de articular coalizões pode ser o diferencial entre a vitória e a derrota.
Por fim, a pesquisa indica que a maioria dos eleitores ainda está aberta a mudar de opinião, já que a diferença entre os candidatos está dentro da margem de erro. Isso reforça a importância de campanhas bem estruturadas, com mensagens claras e presença constante nos meios de comunicação.








