A nova pesquisa Quaest divulgada nesta segunda‑feira, 28 de setembro, mostrou que o presidente Luiz Inácio Lula lidera as intenções de voto no primeiro turno, enquanto o senador Flávio Bolsonaro segue próximo na disputa. O levantamento indica 39 % de apoio a Lula contra 34 % a Flávio, e projeta um empate de 42 % para cada candidato no segundo turno.
Resultados das pesquisas de primeira e segunda rodada
A pesquisa BTG/Nexus, também publicada na mesma data, confirmou a tendência observada pela Quaest. No primeiro turno, Lula registra 42 % das intenções de voto, superando Flávio por cinco pontos percentuais. No cenário de segunda volta, os números se estreitam, com 46 % a favor do petista e 44 % ao senador, dentro da margem de erro de dois pontos.
Esses indicadores revelam um panorama competitivo, em que a diferença entre os candidatos pode ser revertida até o dia da votação. A margem de erro, embora estreita, indica que pequenas variações de opinião podem alterar o resultado final, sobretudo nos últimos dias de campanha.
Estratégias de campanha e foco nos indecisos
De acordo com Eden Valadares, secretário de comunicação do PT, o ponto central da estratégia agora são os eleitores que ainda não definiram espontaneamente a sua escolha. “Até o início da última semana de campanha, um em cada quatro eleitores ainda não havia escolhido espontaneamente um candidato”, afirmou em post nas redes sociais.
Valadares destaca que a reta final será decisiva para comparar trajetórias, biografias, trabalhos, propostas e programas. Ele usa a metáfora “é nessa reta final que a onça bebe água”, indicando que o momento de decisão está próximo e pode ser decisivo para o resultado.
Eventos recentes que influenciaram a percepção dos eleitores
Os aliados de Lula apontam uma sequência de acontecimentos que, segundo eles, beneficiaram o presidente e prejudicaram Flávio Bolsonaro. Entre os fatos citados, estão ajustes em políticas sociais, controvérsias envolvendo figuras religiosas e questões de integridade de candidatos.
- Reajuste do Bolsa Família: aumento do benefício que gerou repercussão positiva entre eleitores de baixa renda.
- Canetas emagrecedoras: polêmica sobre supostos produtos ligados a membros da campanha de Flávio, que gerou críticas nas redes.
- Fim das bets: decisão de restringir apostas esportivas que foi usada como argumento de responsabilidade social.
- Crise da imagem de Nossa Senhora Aparecida: boato de que o senador pretendia remover o título de padroeira da santa, gerando reação de grupos católicos.
- Repercussões do avião de Daniel Vorcaro: investigações sobre o uso de aeronaves em campanhas que levantaram dúvidas sobre a legalidade dos recursos.
Esses episódios foram destacados como fatores que, na visão dos petistas, ampliaram a vantagem de Lula nos últimos dias de campanha.
Análises dos aliados de Flávio e perspectivas para a reta final
Os integrantes da campanha de Flávio Bolsonaro, por sua vez, interpretam os mesmos dados de forma diferente. Eles ressaltam que, apesar das medidas governamentais e dos episódios citados pelos petistas, as pesquisas ainda mostram um empate numérico no segundo turno.
Além disso, levantamentos internos apontam que o senador aparece à frente de Lula tanto no primeiro quanto no segundo turno, quando considerados ajustes metodológicos específicos. Essa avaliação reforça a ideia de que a campanha está “muito forte na reta final”.
Os analistas internos ainda lembram que nas eleições anteriores as pesquisas tendiam a subdimensionar o voto da direita, ao mesmo tempo em que acertavam o da esquerda. Essa observação alimenta a expectativa de que Flávio possa superar as projeções oficiais nas urnas.
Em síntese, o cenário eleitoral permanece aberto, com duas pesquisas que apresentam margens estreitas e com campanhas que concentram esforços nos eleitores indecisos. A combinação de ajustes de políticas públicas, controvérsias midiáticas e avaliações internas cria um ambiente de alta volatilidade até a data da votação.
Os próximos dias serão marcados por debates intensos, visitas a comunidades estratégicas e a ampliação de mensagens nas redes sociais, buscando converter o eleitorado ainda em dúvida. O resultado final dependerá, em grande medida, da capacidade de cada candidato mobilizar sua base e convencer o quarto eleitor, que ainda oscila entre as opções apresentadas.








