Um livro que analisa a obra de Renato Russo sob a ótica da astrologia será lançado em outubro, poucos dias antes do 30º aniversário de sua morte. A publicação, intitulada Renato Manfredini ‘Júpiter’ – As revoluções solares do líder legionário, chega à editora Garota FM e promete trazer uma visão inédita sobre o cantor e compositor da Legião Urbana. O evento acontece nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo, marcando um momento de celebração e reflexão para fãs e estudiosos.
A astrologia na vida e na música de Renato Russo
Renato Manfredini Junior, mais conhecido como Renato Russo, nasceu em 27 de março de 1960 e tinha o Sol em Áries, com ascendente em Peixes. Essa combinação, regida por Júpiter, segundo a autora Mariana Candeias, influencia tanto a personalidade quanto a criatividade do artista. Em entrevistas, Russo já demonstrava interesse por signos, citando, por exemplo, que Mônica, personagem de “Eduardo e Mônica”, era de Leão.
A presença de Júpiter, planeta da expansão e da busca por significado, aparece como fio condutor na trajetória da Legião Urbana. A banda consolidou seu ciclo artístico entre 1985 e 1996, período que corresponde a um ciclo jupiteriano completo de doze anos, segundo a interpretação astrológica apresentada no livro.
O livro e sua proposta editorial
Estruturado em nove capítulos, o volume traz uma introdução escrita por Mariana Candeias e um prefácio do jornalista e astrólogo Bruno Yutaka Saito. Cada capítulo explora um aspecto da carreira de Russo, relacionando eventos marcantes à movimentação dos planetas no momento de seu nascimento.
Além da análise textual, a obra inclui uma “faixa‑bônus”: o mapa astral de João de Santo Cristo, personagem central da música “Faroeste Caboclo”. Essa inclusão serve para conectar a ficção musical ao universo astrológico que permeia a criação de Russo.
- Capítulo 1 – O Sol em Áries e a rebeldia criativa
- Capítulo 2 – Peixes ascendente: sensibilidade e empatia
- Capítulo 3 – Mercúrio e a linguagem poética
- Capítulo 4 – Vênus e as relações amorosas nas letras
- Capítulo 5 – Marte e a energia de protesto
- Capítulo 6 – Júpiter e a expansão da mensagem
- Capítulo 7 – Saturno e os limites da mortalidade
- Capítulo 8 – Urano e a inovação sonora
- Capítulo 9 – Netuno e o misticismo nas últimas canções
Para facilitar a compreensão de leitores que não são familiarizados com astrologia, o livro traz ainda um glossário detalhado, explicando termos como “casa astrológica”, “aspecto” e “trânsitos”.
Detalhes da publicação e eventos de lançamento
As sessões de autógrafos estão marcadas para os dias 6 e 8 de outubro, respectivamente, no Rio de Janeiro (RJ) e em São Paulo (SP). Cada evento contará com a presença da própria autora, que responderá a perguntas do público e explicará como chegou às interpretações apresentadas.
O lançamento ocorre exatamente 30 anos após a morte de Renato Russo, em 11 de outubro de 1996, data que marca o fim precoce de uma das vozes mais influentes do rock brasileiro. A escolha do mês de outubro reforça a homenagem e cria um vínculo simbólico entre a memória do artista e a nova perspectiva oferecida pelo livro.
A editora Garota FM destaca que a obra foi pensada para diferentes públicos: fãs da Legião Urbana, estudantes de música, curiosos por astrologia e profissionais de comunicação que buscam compreender a relação entre arte e cosmos.
O legado astrológico na música brasileira
Ao analisar as letras de Renato Russo sob a lente dos signos, a autora demonstra como a astrologia pode ser uma ferramenta de interpretação cultural. Por exemplo, a referência ao “peixe de ascendente em escorpião” na música “Faroeste Caboclo” ganha novo sentido quando se considera a intensidade emocional de Escorpião combinada à fluidez de Peixes.
Essa abordagem abre espaço para debates sobre a influência dos elementos astrológicos na criação artística, estimulando novos estudos que cruzem disciplinas como música, literatura e astronomia simbólica.
Em suma, Renato Manfredini ‘Júpiter’ – As revoluções solares do líder legionário propõe uma leitura renovada da obra de um ícone da música nacional, mostrando que, mesmo após três décadas, Renato Russo continua a inspirar interpretações inovadoras.








