Lula lidera nas pesquisas de primeiro turno divulgadas na última semana, com vantagem que varia entre dois e quatro pontos percentuais em relação a Flávio Bolsonaro. Os levantamentos foram realizados entre 17 e 23 de setembro, abrangendo todo o território nacional. O cenário aponta ainda para um possível empate técnico no segundo turno, caso o embate se concretize.
Cenário geral das pesquisas
Os institutos de pesquisa mostraram que o presidente mantém a dianteira, embora a margem de liderança oscile conforme a metodologia adotada. Na AtlasIntel, a diferença foi de 2,4 pontos; na Quaest, quatro pontos; na Real Time Big Data e no Datafolha, a vantagem também ficou em quatro pontos.
Quando analisamos as simulações de segundo turno, cinco levantamentos apontam empate técnico, indicando que a disputa pode ser bastante acirrada caso Lula e Flávio avancem para a última fase.
É importante notar que, apesar da liderança no primeiro turno, nenhum dos cenários mostrou uma diferença superior a dois pontos percentuais entre os candidatos, reforçando a competitividade da eleição.
Detalhes por empresa de pesquisa
A BTG/Nexus registrou 40% de apoio a Lula contra 37% a Flávio, enquanto a Quaest apontou 37% a 33%. A AtlasIntel, por sua vez, mostrou 45,8% para o presidente e 43,4% para o adversário.
Na Real Time Big Data, Lula alcançou 41% de intenção de voto, quatro pontos à frente de Flávio. O Datafolha apresentou 40% a 36%, reforçando a consistência dos resultados entre diferentes institutos.
Nos cenários de segundo turno, a BTG/Nexus indicou 47% a 45% a favor de Lula, enquanto a AtlasIntel registrou 47,7% contra 47,4% para Flávio, a disputa mais apertada da semana.
- BTG/Nexus – 2.006 entrevistas (18‑20 de setembro)
- Quaest – 2.004 entrevistas (17‑20 de setembro)
- AtlasIntel – 5.015 entrevistas (17‑22 de setembro)
- Real Time Big Data – 2.000 entrevistas (19‑23 de setembro)
- Datafolha – 2.002 entrevistas (22‑23 de setembro)
A margem de erro foi de dois pontos percentuais na maioria das pesquisas, exceto na AtlasIntel, que informou um ponto percentual.
Aprovação, rejeição e desaprovação do governo
A rejeição a Lula ficou entre 49% e 55% nas diferentes sondagens, valores próximos aos de Flávio Bolsonaro. Na BTG/Nexus, 49% rejeitam o presidente; na Quaest, 55%; na AtlasIntel, 51,6%; e na Real Time Big Data, 50%.
Os índices de desaprovação superaram os de aprovação em todas as pesquisas analisadas. Na BTG/Nexus, 50% desaprovam a gestão contra 46% que aprovam. A AtlasIntel registrou 53% de desaprovação e 45,4% de aprovação. Já a Real Time Big Data mostrou 52% de desaprovação e 45% de aprovação.
Esses números sugerem que, embora Lula esteja na frente nas intenções de voto, a percepção sobre seu governo ainda enfrenta resistência considerável entre os eleitores.
Comportamento dos eleitores e tendências
Um dado relevante é a fidelidade dos eleitores de Lula: 90% afirmam que não mudarão de voto no primeiro turno, e esse percentual sobe para 94% em um eventual segundo turno contra Flávio Bolsonaro.
Nas simulações de segundo turno, a variação de apoio foi mínima. Por exemplo, na BTG/Nexus, Lula passou de 47% para 46%, mantendo apenas um ponto de vantagem. Na Quaest, a diferença diminuiu de dois para um ponto, enquanto no Datafolha a variação foi de um ponto percentual.
Em termos de variação entre as rodadas, a Real Time Big Data mostrou que Lula subiu de 38% para 41% no primeiro turno, quando comparado ao cenário sem Pablo Marçal da rodada anterior, mas manteve 44% no segundo turno, enquanto Flávio avançou de 44% para 45%.
Essas flutuações indicam que a campanha ainda tem espaço para influenciar o eleitorado, especialmente nos estados decisivos onde a margem de erro pode ser decisiva.
Em síntese, as pesquisas da última semana reforçam a liderança de Lula, mas também destacam a estreiteza da disputa, sobretudo no segundo turno. A proximidade dos números e o alto índice de rejeição ao presidente apontam para uma corrida eleitoral que ainda pode apresentar surpresas nas próximas semanas.








