A Quaest divulgou nesta segunda-feira (28) a mais recente pesquisa eleitoral que acompanha a corrida presidencial no Brasil. O estudo foi realizado entre os dias 24 e 27 de setembro, com campo em todo o território nacional. A pesquisa foi encomendada pela Globo e pelo jornal O Globo, antecipando o debate que será transmitido na quinta-feira (1º).
Contexto da pesquisa e seus contratantes
O levantamento surge em um momento de alta tensão política, logo após a proibição das apostas esportivas anunciada pelo presidente Lula na sexta-feira (25). Essa medida tem gerado debates sobre seu impacto nas estratégias de campanha e na percepção dos eleitores. A Globo, responsável pela transmissão do debate presidencial, buscou dados atualizados para enriquecer a cobertura jornalística.
Além da Globo, o jornal O Globo também solicitou a pesquisa para complementar sua análise diária sobre a disputa. Ambos os veículos pretendem usar os números para orientar suas pautas e oferecer ao público uma visão mais clara do cenário eleitoral. A parceria entre a Quaest e esses grandes meios reforça a credibilidade do instituto.
Metodologia, margem de erro e perfil da amostra
Para garantir representatividade, a Quaest entrevistou 2.004 pessoas com idade a partir de 16 anos, distribuídas proporcionalmente entre as regiões do país. A amostra foi selecionada por telefone e internet, seguindo critérios de estratificação por sexo, idade, escolaridade e renda. O nível de confiança adotado foi de 95%, com margem de erro de ±2 pontos percentuais.
O levantamento foi registrado sob o número BR-06520/2026, conforme exigência da legislação eleitoral. Cada respondente recebeu um questionário com perguntas sobre intenção de voto, avaliação de desempenho e opinião sobre temas como a proibição das apostas. Os dados foram ponderados para refletir a composição demográfica do eleitorado brasileiro.
Resultados principais: primeiro turno e simulação do segundo
No primeiro turno, Lula (PT) manteve a liderança com 37% das intenções de voto, seguido de perto por Flávio Bolsonaro (PL) com 33%. O candidato do Avante, Augusto Cury, registrou 6%, enquanto os demais candidatos ficaram abaixo de 5% cada. Esses números confirmam a tendência observada nas pesquisas anteriores da Quaest.
A simulação do segundo turno trouxe um cenário ainda mais acirrado. Flávio Bolsonaro alcançou 42% das preferências, enquanto Lula ficou com 41%, indicando um empate técnico dentro da margem de erro. Essa proximidade sugere que o debate da Globo poderá ser decisivo para mudar a percepção dos eleitores indecisos.
- Lula (PT): 37% no primeiro turno
- Flávio Bolsonaro (PL): 33% no primeiro turno
- Augusto Cury (Avante): 6% no primeiro turno
- Simulação 2º turno – Flávio Bolsonaro: 42%
- Simulação 2º turno – Lula: 41%
Impactos da proibição das apostas e do debate da Globo
A proibição das apostas esportivas, anunciada por Lula, foi incluída como um dos fatores analisados na pesquisa. Embora ainda seja cedo para medir efeitos concretos, alguns eleitores relataram preocupação com a perda de uma fonte de renda informal. Outros, porém, consideraram a medida como um sinal de combate à corrupção e à exploração econômica.
O debate da Globo, marcado para a quinta-feira (1º), tem potencial para influenciar significativamente a corrida. Flávio Bolsonaro confirmou presença e afirmou que enfrentará Lula com argumentos firmes. Analistas apontam que a performance dos candidatos no debate pode gerar variações de até 3 pontos percentuais nas intenções de voto.
Especialistas em comunicação política recomendam que os candidatos foquem em temas como economia, saúde e segurança pública, áreas que ainda dividem a opinião pública. O debate também será uma oportunidade para esclarecer posições sobre a proibição das apostas, tema que tem mobilizado tanto eleitores quanto setores econômicos.
Em síntese, a nova pesquisa da Quaest reforça a ideia de uma disputa presidencial extremamente equilibrada, com margem de erro que permite diferentes interpretações. O próximo debate e os desdobramentos da proibição das apostas podem ser os fatores decisivos que definirão o rumo da campanha nas próximas semanas.








