Uma pesquisa realizada pelo Datafolha revelou que quase metade dos brasileiros avalia negativamente o trabalho do Supremo Tribunal Federal (STF). O levantamento, divulgado no sábado, 26 de setembro de 2026, entrevistou 2.002 eleitores em todo o país. O estudo aponta o maior índice de desaprovação desde o início da série histórica, em 2019.
Resultados gerais da pesquisa
Dos entrevistados, 47% classificaram a atuação dos ministros como ruim ou péssimo, enquanto apenas 18% a consideraram boa ou ótima. Essa diferença evidencia um abismo de percepção entre a população e a Corte.
A margem de erro da pesquisa foi de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%, o que confere robustez aos números divulgados.
Os dados também mostraram que 33% dos eleitores acreditam que a atuação do STF prejudica mais a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência, ao passo que 23% apontam prejuízo maior ao candidato Lula.
Diferenças de avaliação entre grupos eleitorais
Entre os apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 32% avaliaram o trabalho dos ministros como bom ou ótimo, enquanto 24% o consideraram ruim ou péssimo.
Já os eleitores que se identificam com o senador Flávio Bolsonaro (PL‑RJ) apresentaram uma avaliação muito mais negativa: apenas 6% deram nota positiva, e 69% classificaram a atuação do STF como ruim ou péssimo.
Essas disparidades refletem o intenso clima de polarização política que envolve a Corte nos últimos meses.
- 47% – avaliação negativa (ruim ou péssimo)
- 18% – avaliação positiva (bom ou ótimo)
- 33% – acredita que o STF prejudica a candidatura de Flávio Bolsonaro
- 23% – acredita que o STF prejudica a candidatura de Lula
Os números sugerem que a percepção sobre a Corte varia drasticamente conforme a filiação partidária do eleitor, indicando que o STF se tornou um ponto focal de disputas eleitorais.
Opiniões sobre um Código de Ética para os ministros
A pesquisa também abordou a criação de um Código de Ética e Conduta para os magistrados do STF. Nesse quesito, 45% dos entrevistados manifestaram apoio à proposta, enquanto 33% se posicionaram contra.
Os eleitores que defendem a implementação do código argumentam que ele poderia aumentar a transparência e a confiança da população nas decisões da Corte.
Por outro lado, os críticos temem que normas muito rígidas possam limitar a independência dos ministros e interferir no exercício de suas funções constitucionais.
O debate ocorre em meio a uma crise institucional que ganhou destaque após o envolvimento de alguns ministros com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, e com embates políticos internos.
O registro da pesquisa foi efetuado no sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR‑00304/2026, garantindo a rastreabilidade e a validade dos resultados.
Analistas apontam que a alta taxa de desaprovação pode influenciar o cenário político nas próximas eleições, especialmente se a Corte permanecer no centro de controvérsias judiciais.
Especialistas em comunicação política recomendam que os ministros adotem estratégias de comunicação mais próximas do público, reforçando a importância de decisões baseadas em princípios constitucionais e não em interesses partidários.
Enquanto isso, a sociedade civil continua atenta ao desenrolar dos processos que envolvem o STF, aguardando respostas que possam restaurar a credibilidade da mais alta instância judicial do país.








