Uma pesquisa recente do Datafolha mostrou que o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) lidera as intenções de voto para o governo de Minas Gerais. O levantamento foi divulgado na quinta‑feira, 24 de setembro, e abrangeu eleitores de todo o estado. Os números indicam que o candidato tem 40% de apoio, bem à frente dos concorrentes.
Cenário atual da disputa
Os dados revelam um cenário bastante fragmentado, com vários nomes disputando a preferência dos eleitores. O petista Patrus Ananias ocupa a segunda colocação, acumulando 15% das intenções de voto. Em seguida, o ex‑prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT), registra 9% de apoio.
Outros nomes ainda aparecem com percentuais menores, mas que podem ser decisivos em uma eventual disputa de segundo turno. O atual governador Mateus Simões (PSD) e o empresário Flávio Roscoe (PL) têm 5% cada, enquanto Gabriel Azevedo (MDB) registra 3%.
Os candidatos de siglas menores, como Túlio Lopes (PCB) com 2% e Ben Mendes (Missão), Rafael Duda (PSTU), Henrique Áreas (PCO) e Indira Xavier (UP) com 1% cada, completam o quadro. Ainda, 9% dos entrevistados optaram por voto em branco ou nulo, e 10% declararam não saber em quem votar.
Detalhes da pesquisa e metodologia
A pesquisa foi realizada entre os dias 22 e 24 de setembro, entrevistando 1.204 eleitores em pontos de fluxo populacional de Minas Gerais. As entrevistas foram presenciais, garantindo maior controle sobre a amostragem e reduzindo a margem de erro.
A margem de erro declarada é de três pontos percentuais, tanto para mais quanto para menos, com nível de confiança de 95%. Esses parâmetros são padrão em levantamentos de opinião pública e dão credibilidade aos resultados divulgados.
O estudo foi encomendado por duas grandes instituições de mídia: a Folha de S.Paulo e a Globo. O registro oficial da pesquisa está disponível no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código MG-07400/2026, permitindo que qualquer interessado verifique a metodologia completa.
Para facilitar a visualização dos números, segue a lista dos candidatos e seus respectivos percentuais de intenção de voto:
- Cleitinho Azevedo (Republicanos): 40%
- Patrus Ananias (PT): 15%
- Alexandre Kalil (PDT): 9%
- Mateus Simões (PSD): 5%
- Flávio Roscoe (PL): 5%
- Gabriel Azevedo (MDB): 3%
- Túlio Lopes (PCB): 2%
- Ben Mendes (Missão): 1%
- Rafael Duda (PSTU): 1%
- Henrique Áreas (PCO): 1%
- Indira Xavier (UP): 1%
Projeções para o segundo turno
Os cenários simulados para um eventual segundo turno mantêm Cleitinho Azevedo como favorito. Quando confrontado com Patrus Ananias, o senador alcançaria 60% dos votos, enquanto o petista ficaria com 23%.
Em uma disputa hipotética contra Alexandre Kalil, a vantagem de Cleitinho seria de 57% a 26%, respectivamente. Esses números sugerem que, mesmo em confrontos diretos, o senador tem uma margem confortável para vencer.
Vale notar que as simulações consideram apenas os eleitores que já declararam preferência, excluindo os indecisos e os que optaram por branco ou nulo. Portanto, a mobilização desses grupos pode alterar os resultados finais.
Análise dos candidatos e implicações políticas
O desempenho de Cleitinho Azevedo reflete a força do centro‑direita em Minas Gerais, sobretudo nas regiões metropolitanas. Seu histórico como senador e a proximidade com lideranças empresariais parecem ter consolidado uma base de apoio sólida.
Patrus Ananias, por outro lado, ainda depende de uma articulação mais profunda nos municípios do interior, onde o PT costuma ter maior presença. A diferença de 25 pontos entre ele e Cleitinho indica que ainda há muito trabalho a ser feito para reverter esse quadro.
Alexandre Kalil, apesar de ser uma figura conhecida em Belo Horizonte, ainda não conseguiu expandir sua popularidade para o restante do estado. Seu percentual de 9% demonstra que, embora tenha uma base fiel, ainda carece de uma estratégia de alcance mais ampla.
Os demais candidatos, embora com números modestos, podem exercer papel de “candidatos de apoio” em possíveis alianças de segundo turno. Em cenários de coalizão, a soma dos votos de partidos menores pode ser decisiva para definir o vencedor.
Além disso, a alta taxa de brancos, nulos e indecisos (19% ao todo) indica um eleitorado ainda em busca de alternativas. Campanhas de mobilização e debates públicos podem mudar drasticamente esse cenário nas próximas semanas.
Em síntese, a pesquisa Datafolha oferece um panorama claro da liderança atual, mas também revela a volatilidade do eleitorado mineiro. O desenrolar da campanha, as alianças estratégicas e a capacidade de cada candidato de atrair os indecisos serão determinantes para o resultado final das eleições.








