Em 25 de setembro de 2026, o instituto Datafolha divulgou que 63% dos eleitores do Distrito Federal não sabem o número de urna dos candidatos a governador que pretendem apoiar nas eleições deste ano. A pesquisa foi realizada entre 22 e 24 de setembro, abrangendo 801 entrevistados que já haviam indicado alguma preferência.
Contexto e metodologia da pesquisa
A coleta de dados foi feita por telefone, com amostra representativa dos eleitores do DF. O questionário incluía a pergunta direta sobre o número de urna, além de apresentar a cartela completa de candidatos para medir a intenção de voto estimulada.
O Datafolha aplicou margem de erro de quatro pontos percentuais especificamente para a pergunta do número de urna, enquanto a margem geral da pesquisa foi de três pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
Os números de registro da pesquisa são DF-01888/2026 e BR-06769/2026, e o estudo foi contratado pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo.
Resultados principais
Além do desconhecimento sobre a urna, a pesquisa mostrou a liderança de Celina Leão (PP) com 42% de intenção de voto no cenário sem Arruda. Leandro Grass (PT) ficou em segundo lugar, enquanto o ex‑candidato Arruda (PSD) ainda aparece nos resultados, apesar de ter deixado a corrida.
Os percentuais, já ajustados pela margem de erro, foram apresentados da seguinte forma:
- Leandro Grass (PT): margem de erro de 7 pontos
- Celina Leão (PP): margem de erro de 6 pontos
- Arruda (PSD): margem de erro de 8 pontos – não é mais candidato
Quando a pesquisa foi exibida no cenário com Arruda, os números mudaram levemente, mas a tendência de Celina Leão permanecer no topo foi mantida.
Análise das margens de erro e da confiança
A margem de erro de quatro pontos percentuais para a pergunta sobre número de urna indica que o real percentual de eleitores que desconhecem a informação pode variar entre 59% e 67%.
Já a margem geral de três pontos percentuais significa que a diferença entre Celina Leão e Leandro Grass pode ser menor ou maior em até três pontos, o que mantém a disputa em aberto até a campanha avançar.
O nível de confiança de 95% reforça a robustez da amostra, embora críticos apontem que o desconhecimento de número de urna pode refletir falta de engajamento ou informação insuficiente nas campanhas.
Impactos para a campanha dos candidatos
O fato de quase dois terços dos eleitores não saberem o número de urna pode ser usado pelos candidatos como argumento para intensificar a comunicação direta nas redes sociais, nos comícios e nos materiais de campanha.
Celina Leão, que lidera a pesquisa, tem investido em anúncios digitais que destacam seu número de urna, tentando converter o desconhecimento em vantagem competitiva.
Leandro Grass, por sua vez, tem focado em visitas a bairros e em debates televisivos, buscando que o eleitor associe seu nome ao número de urna por meio da repetição.
Especialistas em comunicação política sugerem que a estratégia de “repetição de número” pode ser decisiva nos últimos dias antes do pleito, sobretudo em um cenário onde o eleitor ainda não tem clareza sobre como votar.
Além disso, a presença ainda registrada de Arruda nos resultados, mesmo fora da disputa, demonstra que parte do eleitorado ainda mantém lembrança do número de urna associado ao ex‑candidato, o que pode gerar confusão ou, ao contrário, servir como base de apoio para algum candidato que absorva seu eleitorado.
Outras pesquisas encomendadas à Quaest e ao Datafolha, previstas para serem divulgadas até 3 de outubro, devem complementar o panorama, trazendo dados sobre o Senado, a Presidência e os governos estaduais.
Essas análises contínuas ajudam partidos e candidatos a ajustar suas estratégias de comunicação, especialmente em relação à clareza das informações de votação.
Em resumo, a pesquisa do Datafolha não apenas revela um alto índice de desconhecimento sobre número de urna, mas também destaca a importância de campanhas bem estruturadas que priorizem a educação do eleitor quanto ao processo de votação.








