Uma pesquisa realizada pela Quaest e divulgada nesta quinta‑feira, 24 de setembro, mostrou que a corrida pelo segundo turno da eleição no Paraná está extremamente equilibrada, com o senador Sergio Moro (PL) liderando a disputa. O levantamento, que entrevistou 804 eleitores entre os dias 20 e 23, indica que Moro detém 36% das intenções de voto, enquanto a disputa pelo segundo lugar se define entre Sandro Alex (PSD) e Requião Filho (PDT), ambos com 20%.
Cenário atual da corrida eleitoral
O senador Sergio Moro, que recebeu apoio direto do governador Ratinho Jr., mantém uma vantagem confortável sobre os demais candidatos, mas ainda não alcançou a maioria absoluta necessária para evitar o segundo turno. Seu percentual de 36% está acima da margem de erro de três pontos percentuais, o que reforça a confiabilidade da liderança, embora o cenário ainda seja volátil. Por outro lado, a batalha pelo segundo lugar tornou‑se o ponto focal da disputa, com dois candidatos empatados nos números oficiais.
Os dois concorrentes que dividem o segundo lugar são Sandro Alex, escolhido pelo governador para suceder Ratinho Jr., e o ex‑deputado estadual Requião Filho. Ambos registraram 20% das intenções de voto, exatamente no limite da margem de erro, o que significa que pequenas variações podem mudar drasticamente a posição de cada um. Essa igualdade numérica tem gerado intensas negociações internas nos partidos e campanhas de mobilização nas redes sociais.
Variações recentes nas intenções de voto
Comparada à rodada anterior, realizada um mês antes, a pesquisa revelou um aumento de cinco pontos percentuais para Sandro Alex, que subiu de 15% para 20% nas intenções de voto. Esse salto ocorreu apesar de uma liminar judicial que, por algumas horas, impediu a divulgação dos resultados, levantando dúvidas sobre a metodologia empregada pela Quaest. Quando a decisão foi revertida, o número já havia sido amplamente comentado pelos veículos de imprensa.
O ex‑deputado Requião Filho, por sua vez, manteve seu percentual estável, o que indica que sua base de apoio permanece fiel, mas ainda não conseguiu atrair eleitores indecisos. Os demais candidatos, incluindo nomes de menor expressão, ficaram abaixo de 2% de preferência, o que os coloca fora da disputa direta pelo segundo turno. Essa concentração de votos nos três principais candidatos reforça a ideia de que a eleição será decidida entre eles.
- Sergio Moro (PL): 36% das intenções de voto.
- Sandro Alex (PSD): 20% das intenções de voto.
- Requião Filho (PDT): 20% das intenções de voto.
- Outros candidatos: menos de 2% cada.
Controvérsias e decisões judiciais
Na quarta‑feira, 23 de setembro, a pesquisa Quaest foi embargada por uma liminar concedida a pedido da campanha de Sandro Alex. A ação questionava a forma de coleta de dados, alegando possíveis vieses que poderiam favorecer determinados candidatos. A medida, porém, foi revertida poucas horas depois, permitindo que os resultados fossem publicados novamente e amplamente debatidos.
Especialistas em ciência política apontam que a contestação judicial pode ser uma estratégia para atrasar a consolidação de tendências eleitorais desfavoráveis. Eles ressaltam que a margem de erro de três pontos percentuais, combinada com um nível de confiança de 95%, ainda garante a robustez dos números divulgados. Ainda assim, a disputa judicial evidencia a alta tensão que permeia a campanha no estado.
O que os números indicam para o futuro
Com base nos dados atuais, os analistas preveem que o segundo turno, se houver, será decidido entre Sandro Alex e Requião Filho, caso Sergio Moro não alcance a maioria absoluta. A proximidade dos percentuais sugere que alianças estratégicas, negociações de bastidores e a capacidade de mobilizar eleitores indecisos serão cruciais nos próximos dias. Campanhas de rua, debates televisivos e anúncios nas redes sociais ganharão ainda mais peso.
Além disso, a presença de uma margem de erro de três pontos abre espaço para que pequenas variações regionais ou mudanças de opinião em grupos específicos alterem o cenário. O eleitorado jovem, ainda pouco representado nas pesquisas, pode se tornar um fator decisivo se for mobilizado de forma eficaz. Por fim, a dinâmica judicial envolvendo a pesquisa pode influenciar a confiança do público nos resultados, impactando a participação nas urnas.
Em resumo, a corrida pelo segundo turno no Paraná está marcada por um líder consolidado, mas por uma disputa intensamente equilibrada para a segunda posição. O desfecho dependerá de estratégias de campanha, decisões judiciais e da capacidade dos candidatos de ampliar suas bases de apoio nos últimos dias antes da votação.








