A pesquisa realizada pela Quaest, divulgada nesta quinta‑feira (24), revelou que 79 % dos entrevistados aprovam a gestão do governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior, enquanto 12 % manifestam desaprovação. O levantamento, encomendado pela RPC – afiliada da TV Globo no estado – foi aplicado entre 20 e 23 de setembro, com 804 eleitores a partir de 16 anos.
Contexto e metodologia da pesquisa
A Quaest conduziu o trabalho de campo em todas as regiões do Paraná, garantindo representatividade tanto nas áreas urbanas quanto nas rurais. A amostra foi selecionada por meio de técnica probabilística, com margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95 %.
Os entrevistadores seguiram um roteiro estruturado, abordando questões sobre a avaliação do governo, principais demandas da população e percepção sobre políticas públicas recentes. O questionário também incluiu perguntas abertas para que os eleitores pudessem indicar livremente os problemas que consideram mais urgentes.
Os dados foram registrados na Justiça Eleitoral sob o número PR‑02802/26, o que garante a transparência e a rastreabilidade do processo. Após a coleta, as respostas foram tabuladas e analisadas por equipe especializada em ciência política e estatística.
Índices de aprovação e desaprovação
De acordo com os números divulgados, a taxa de aprovação chegou a 79 %, sinalizando um aumento em relação a pesquisas anteriores, que apontavam cerca de 70 % de apoio ao governador. Por outro lado, a desaprovação ficou em 12 %, indicando que uma parcela ainda considerável da população mantém reservas quanto à condução da administração.
Os 9 % restantes dos entrevistados se declararam indecisos ou não souberam responder, um grupo que costuma oscilar em períodos de maior instabilidade política. Entre os apoiadores, a maioria destacou a continuidade de projetos de infraestrutura e a atuação na área de segurança pública como pontos positivos.
Já entre os desaprovadores, as críticas se concentraram em questões como a percepção de atrasos na saúde pública e a falta de políticas efetivas para o combate ao desemprego. A pesquisa também apontou que a aprovação varia significativamente entre as macroregiões, sendo mais alta no Norte e no Oeste do estado.
Principais problemas apontados pelos eleitores
Quando questionados sobre o principal problema do Paraná, os eleitores apresentaram uma lista diversificada de demandas. Os temas mais citados foram:
- Segurança pública: 38 % dos entrevistados apontaram a violência urbana como a maior preocupação.
- Saúde: 27 % destacaram a necessidade de melhorar o acesso a serviços de saúde, especialmente em áreas rurais.
- Educação: 18 % consideraram a qualidade e a infraestrutura das escolas como prioridade.
- Desemprego e renda: 12 % citaram a falta de oportunidades de trabalho como um obstáculo ao desenvolvimento.
- Infraestrutura e transportes: 5 % mencionaram a necessidade de obras de mobilidade e manutenção de estradas.
Essas demandas refletem um cenário onde a população busca respostas concretas e rápidas, sobretudo em áreas que impactam diretamente o cotidiano das famílias. A percepção de que alguns desses problemas ainda não foram plenamente resolvidos pode influenciar a estabilidade política nas próximas eleições.
Repercussões políticas e expectativas futuras
Os resultados da Quaest chegam em um momento crucial, pouco antes da campanha eleitoral de 2026, quando o atual governador poderá buscar a reeleição ou apoiar um sucessor. O alto índice de aprovação fornece um capital político importante, mas a presença de críticas estruturais indica que a administração ainda precisa ajustar estratégias.
Analistas apontam que a manutenção de políticas de segurança e a aceleração de projetos de saúde podem consolidar ainda mais o apoio popular. Ao mesmo tempo, a necessidade de enfrentar o desemprego e melhorar a qualidade da educação são vistas como áreas que, se bem trabalhadas, podem ampliar a base de eleitores.
Em síntese, a pesquisa demonstra que, embora a maioria da população esteja satisfeita com a gestão atual, há um conjunto de desafios que exigem respostas rápidas e efetivas. O desempenho nos próximos meses será decisivo para transformar a aprovação em um apoio duradouro nas urnas.








