As últimas pesquisas divulgadas nesta quarta‑feira, 23 de setembro, apontam diferenças marcantes nas intenções de voto entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) nos três maiores colégios eleitorais do Brasil. Os dados foram coletados entre 19 e 22 de setembro por institutos contratados pela Globo, e revelam cenários distintos para um possível segundo turno.
São Paulo: vantagem de Flávio Bolsonaro
Em São Paulo, capital e estado mais populoso do país, Flávio Bolsonaro lidera com 42% das intenções de voto, enquanto Lula registra 36%. A diferença de seis pontos percentuais representa uma redução em relação ao levantamento anterior, que mostrava uma margem de oito pontos.
O recuo da vantagem de Flávio pode estar relacionado ao aumento de eleitores indecisos e à parcela de votos em branco ou nulos, que chegou a 15% no cenário atual. Esse percentual inclui eleitores que afirmam que não irão ao colégio eleitoral ou que optarão por anular a cédula.
- Flávio Bolsonaro: 42%
- Lula: 36%
- Branco, nulo ou abstenção: 15%
- Indecisos: 7%
A pesquisa entrevistou 1.800 eleitores com idade a partir de 16 anos, aplicando uma margem de erro de dois pontos percentuais e um nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no TSE sob o número BR-08886/2026.
Minas Gerais: empate técnico entre os candidatos
No estado de Minas Gerais, a disputa está extremamente equilibrada, com ambos os candidatos apresentando 40% das intenções de voto. Esse empate numérico indica que o eleitorado está dividido quase que ao meio, tornando o cenário de segundo turno altamente imprevisível.
Comparado à pesquisa de 8 de setembro, Lula avançou três pontos, passando de 37% para 40%, enquanto Flávio manteve seu percentual. Esse ganho de Lula reduz a diferença que antes existia, transformando o estado em um verdadeiro campo de batalha político.
- Flávio Bolsonaro: 40%
- Lula: 40%
- Branco, nulo ou abstenção: 13%
- Indecisos: 7%
A amostra em Minas foi composta por 1.506 eleitores, com margem de erro de três pontos percentuais e o mesmo nível de confiança de 95%. O registro oficial está sob o número BR-07664/2026 na Justiça Eleitoral.
Rio de Janeiro: liderança de Flávio Bolsonaro
No Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro volta a aparecer à frente, conquistando 44% das intenções de voto contra 36% de Lula. A diferença de oito pontos percentuais supera a margem de seis pontos observada na pesquisa anterior, indicando um fortalecimento da candidatura de Flávio no estado.
O aumento da vantagem pode estar ligado à maior mobilização de eleitores do PL nas áreas metropolitanas, bem como à percepção de que o candidato tem maior afinidade com as demandas locais. Entretanto, 16% dos entrevistados ainda pretendem votar em branco, anular a cédula ou não comparecer às urnas.
- Flávio Bolsonaro: 44%
- Lula: 36%
- Branco, nulo ou abstenção: 16%
- Indecisos: 4%
O levantamento no Rio de Janeiro contou com 1.302 entrevistados, margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O protocolo de registro no Tribunal Superior Eleitoral é RJ-04982/2026.
Contexto metodológico e implicações políticas
Todas as três pesquisas foram encomendadas pela Globo e realizadas pela consultoria Quaest, garantindo uniformidade nos métodos de coleta e análise. Cada levantamento utilizou amostras representativas de eleitores com idade mínima de 16 anos, respeitando a distribuição demográfica de cada estado.
A margem de erro, que varia entre dois e três pontos percentuais, indica que pequenas variações nos percentuais podem ocorrer, mas os padrões observados – vantagem de Flávio em São Paulo e Rio, empate em Minas – são suficientemente robustos para inferir tendências eleitorais.
Do ponto de vista estratégico, os candidatos podem ajustar suas campanhas com base nesses números. Lula, por exemplo, pode intensificar a presença nas capitais de São Paulo e Rio, enquanto Flávio pode buscar consolidar o apoio em Minas Gerais, onde o empate demonstra vulnerabilidade.
Especialistas apontam que o comportamento dos eleitores indecisos e daqueles que optam por voto em branco ou nulo será decisivo nas próximas semanas, sobretudo se houver novos debates, escândalos ou mudanças de agenda que influenciem a percepção pública.
Além disso, a proximidade dos resultados nas três regiões destaca a importância de alianças políticas e negociações de bastidores, que podem redefinir o panorama do segundo turno caso nenhum dos candidatos alcance a maioria absoluta no primeiro turno.
Em resumo, as pesquisas revelam um cenário de competição acirrada, com variações regionais que podem ser decisivas para o futuro do pleito presidencial. Acompanhar a evolução desses números será essencial para partidos, analistas e eleitores até a data da votação.








