Uma pesquisa realizada pela Quaest e divulgada nesta quarta‑feira, 23 de setembro, revelou as atuais intenções de voto para o governo do Distrito Federal. O levantamento traz números que colocam a atual governadora Celina Leão (PP) como favorita tanto no primeiro quanto no segundo turno. A pesquisa foi feita entre os dias 19 e 22 de setembro, envolvendo eleitores de todo o território do DF.
Resultados do primeiro turno
Na simulação do primeiro turno, Celina Leão aparece na liderança com 34% das intenções de voto. Logo atrás, o candidato do PT, Leandro Grass, registra 23%, mantendo a posição de principal adversário da governadora. O terceiro lugar ficou com Arruda (PSD), que recebeu 18% antes de ter sua candidatura indeferida.
Quando os candidatos rejeitados são excluídos da simulação, o ranking muda um pouco. Paula Belmonte (PSDB) sobe para o terceiro lugar com 7%, seguida por Kiko Caputo (Novo) com 3% e Capelli (PSB) com 2%. A professora Samara Mineiro (UP) aparece em sexto lugar, acumulando 1% das intenções.
- Celina Leão (PP) – 34%
- Leandro Grass (PT) – 23%
- Arruda (PSD) – 18% (candidatura indeferida)
- Paula Belmonte (PSDB) – 7%
- Kiko Caputo (Novo) – 3%
- Capelli (PSB) – 2%
- Samara Mineiro (UP) – 1%
Os eleitores que não souberam ou não quiseram responder somam 15%, enquanto os votos em branco ou nulos também correspondem a 15% do total. Esses percentuais indicam que ainda há espaço para movimentação nas urnas, especialmente entre os indecisos.
Impacto das candidaturas rejeitadas
A Justiça Eleitoral do DF rejeitou as candidaturas de Arruda (PSD), Elisson (Agir) e Rico Pinheiro (PRTB). Essa decisão pode alterar significativamente o cenário eleitoral, pois elimina opções que antes concentravam parte do eleitorado. Os candidatos barrados ainda podem recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o que manteria a incerteza até a data da eleição.
Se os recursos forem negados e as candidaturas permanecerem indeferidas, o voto que seria destinado a esses nomes poderá ser redistribuído entre os demais concorrentes. Historicamente, a redistribuição tende a favorecer os candidatos com maior visibilidade e estrutura de campanha, como Celina Leão e Leandro Grass.
Cenários para o segundo turno
Na simulação de segundo turno entre os dois primeiros colocados – Celina Leão e Leandro Grass – a governadora lidera com 48% das intenções, enquanto Grass tem 30%. Essa diferença de 18 pontos indica uma vantagem clara, embora ainda haja margem para reviravoltas, sobretudo se os eleitores indecisos mudarem de opinião nos próximos dias.
Um cenário alternativo coloca Celina Leão contra Arruda (caso a candidatura seja restabelecida). Nesse confronto, Celina ficaria com 43% e Arruda com 32%. A diferença diminui, mas a governadora ainda mantém a liderança.
- Segundo turno Celina x Grass – Celina 48%, Grass 30%
- Segundo turno Celina x Arruda – Celina 43%, Arruda 32%
Esses números são importantes para as estratégias de campanha, pois mostram onde cada candidato deve concentrar esforços – seja na consolidação de base ou na conquista de eleitores indecisos.
Metodologia e confiabilidade da pesquisa
O levantamento ouviu 1.104 eleitores do Distrito Federal, selecionados entre os dias 19 e 22 de setembro. A margem de erro declarada é de três pontos percentuais, podendo oscilar para mais ou para menos. O nível de confiança da pesquisa é de 95%, o que a coloca entre as mais robustas realizadas no período eleitoral.
A pesquisa foi encomendada pela TV Globo, garantindo maior visibilidade dos resultados nos principais meios de comunicação. A Quaest, empresa responsável pela coleta de dados, utiliza técnicas de amostragem aleatória estratificada, o que assegura representatividade geográfica e demográfica dentro do DF.
É importante lembrar que pesquisas são indicadores de tendências, mas não garantem resultados definitivos. Mudanças de cenário, debates, eventos inesperados e a própria mobilização dos eleitores podem alterar significativamente as intenções até o dia da votação.
Em resumo, os números atuais apontam Celina Leão como a principal candidata ao governo do Distrito Federal, mas o caminho ainda está aberto para ajustes de campanha, recursos judiciais e a influência dos eleitores indecisos.








