Na manhã desta quarta‑feira (23), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva comparou seu discurso na Assembleia Geral da ONU com o pronunciamento de Donald Trump na mesma cerimônia, ressaltando que o líder dos Estados Unidos fala como se estivesse “ameaçando todo mundo”. A declaração foi feita durante um ato de campanha no Rio de Janeiro, onde Lula também abordou temas internos e internacionais.
Comparação entre os discursos
Lula apontou que seu discurso teve foco na defesa da soberania dos países em desenvolvimento, enquanto Trump iniciou o seu com afirmações sobre poder militar. “Ele começa dizendo que tem o maior exército, a maior marinha e a maior bomba do mundo”, destacou o presidente brasileiro, enfatizando a diferença de tom entre as duas falas.
O presidente brasileiro ressaltou que a mensagem da ONU deve girar em torno de multilateralismo e cooperação, e não de ameaças ou demonstrações de força. Para ele, a retórica de Trump representa um retorno ao unilateralismo que pode colocar em risco a paz global.
Principais temas abordados por Lula
No seu discurso, Lula abordou tanto questões domésticas quanto desafios internacionais. Ele citou a necessidade de acabar com a “escala 6×1” no combate ao crime, reforçar políticas sociais e melhorar a segurança pública no Brasil.
Em relação ao cenário global, o presidente brasileiro destacou quatro pontos cruciais:
- Reforma do Conselho de Segurança da ONU para torná‑lo mais representativo.
- Crises humanitárias em Haiti, Nicarágua e Venezuela.
- Necessidade de respeitar a soberania nacional e evitar ingerência externa em processos eleitorais.
- Chamado ao multilateralismo como caminho para enfrentar desafios climáticos e econômicos.
Ele ainda afirmou que o Brasil não cabe no “quintal” de nenhuma potência, reforçando a ideia de independência nas decisões externas.
Reações e implicações internacionais
A comparação feita por Lula gerou reações diversas entre diplomatas e analistas. Enquanto alguns elogiaram a postura firme do presidente brasileiro, outros alertaram para possíveis tensões nas relações Brasil‑Estados Unidos.
Especialistas em política externa destacam que o discurso de Lula pode influenciar a agenda da ONU nos próximos meses, especialmente nas discussões sobre a reforma do Conselho de Segurança e a luta contra o extremismo.
Nos Estados Unidos, a resposta oficial ainda não foi divulgada, mas fontes próximas ao governo indicam que a administração está avaliando o impacto das críticas de Lula nas negociações comerciais e de segurança.
O ato de campanha no Rio de Janeiro, que contou com a presença de artistas e lideranças locais, serviu também como plataforma para reforçar a mensagem de que o Brasil busca um papel de liderança dentro do multilateralismo, sem subordinação a poderes externos.
Em síntese, o discurso de Lula na ONU buscou unir a defesa da democracia, a crítica ao unilateralismo e a proposta de reformas institucionais, enquanto a comparação com Trump reforçou a narrativa de resistência a ameaças externas.








