O instituto Datafolha divulgou nesta quinta‑feira (24) uma nova rodada de pesquisas eleitorais que traz o panorama da corrida presidencial para o primeiro turno. A entrevista foi feita no início da noite, em São Paulo, e contou com a parceria da Globo e do jornal Folha de S.Paulo.
Contexto da pesquisa e metodologia
A pesquisa foi realizada entre os dias 17 e 22 de setembro, abrangendo 2.200 eleitores em todo o país, com margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento utilizou entrevistas presenciais e por telefone, garantindo representatividade nas regiões Norte, Nordeste, Centro‑Oeste, Sudeste e Sul.
Os entrevistados foram selecionados por amostragem aleatória estratificada, de forma a refletir a composição demográfica do eleitorado brasileiro. O questionário incluiu perguntas sobre intenção de voto no primeiro turno, avaliação dos candidatos e probabilidade de voto em um eventual segundo turno.
Principais números e cenários
Os resultados apontam Lula (PT) como líder, com 39% das intenções de voto no primeiro turno, seguido de Flávio Bolsonaro (PL) com 36%. O terceiro colocado foi Augusto Cury (Avante), que obteve 6% do apoio dos eleitores. Os demais candidatos permaneceram abaixo de 5%.
- Lula (PT) – 39%
- Flávio Bolsonaro (PL) – 36%
- Augusto Cury (Avante) – 6%
Quando a simulação do segundo turno foi apresentada, o cenário mostrou um empate técnico entre os dois principais candidatos. Lula alcançou 46% das preferências, enquanto Flávio Bolsonaro chegou a 44%, indicando uma disputa acirrada caso o pleito siga para a segunda votação.
- Segundo turno – Lula: 46%
- Segundo turno – Flávio Bolsonaro: 44%
Outros nomes que apareceram na pesquisa, embora com menor expressividade, incluíram Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e outros candidatos de pequeno porte, que ficaram abaixo de 3% cada.
Análise dos resultados e implicações
Especialistas apontam que a proximidade entre Lula e Flávio Bolsonaro pode refletir a polarização crescente no eleitorado, sobretudo nas regiões centro‑sul, onde o senador tem forte apoio. A margem de erro de 2 pontos sugere que pequenas variações nas respostas podem mudar o ranking final, tornando a disputa ainda mais incerta.
Analistas de campanha destacam que o desempenho de Flávio Bolsonaro pode ser impulsionado por estratégias de comunicação digital e pela presença de seu nome em debates recentes. Por outro lado, Lula mantém vantagem em áreas urbanas e entre eleitores mais velhos, que ainda lembram das políticas de seu governo anterior.
O cenário de empate no segundo turno levanta questões sobre possíveis alianças e negociações entre partidos. Caso a primeira votação não gere maioria absoluta, a formação de coalizões poderá ser decisiva para definir o vencedor.
Além disso, a pesquisa ressalta a importância da margem de erro, que pode fazer com que os percentuais reais fiquem ligeiramente acima ou abaixo dos números divulgados. Os analistas recomendam cautela ao interpretar os dados, sobretudo nas últimas semanas que antecedem o pleito.
Em síntese, a nova sondagem do Datafolha indica que a corrida presidencial está longe de estar definida. O eleitorado permanece dividido, e os próximos dias deverão trazer novos debates, campanhas e possíveis ajustes nas estratégias dos candidatos, que buscarão consolidar suas bases e conquistar eleitores indecisos.








