Uma nova pesquisa do Real Time Big Data, registrada no Tribunal Superior Eleitoral nesta terça‑feira, 22 de setembro, analisou a disputa pelas duas vagas do Senado de Minas Gerais nas eleições de 2026. O levantamento interrogou eleitores de todo o estado, separando as preferências para o primeiro e o segundo voto, e traz números preliminares que já apontam tendências importantes.
Metodologia e amostragem
O estudo contou com a entrevista de 2.000 eleitores mineiros entre os dias 23 e 26 de setembro. A coleta combinou abordagens telefônicas e digitais, garantindo que diferentes perfis sociodemográficos fossem representados.
A amostra foi desenhada para refletir a composição do eleitorado de Minas Gerais, levando em conta idade, gênero, nível de escolaridade e região de residência. A margem de erro estimada é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
O questionário estruturado ofereceu aos entrevistados a possibilidade de escolher até dois candidatos, indicando claramente quem seria a primeira e a segunda opção. Também foram incluídas as alternativas de voto nulo, voto em branco e a opção “não sabe” ou “não responde”.
Candidatos avaliados
Foram testados dezesseis nomes, abrangendo diferentes siglas e espectros políticos. A lista completa está apresentada a seguir:
- Aécio Neves (PSDB)
- Carlos Viana (PSD)
- Domingos Sávio (PL)
- Marcelo Aro (PP)
- Marília Campos (PT)
- Áurea Carolina (PSOL)
- Ana Luiza do MLB (UP)
- Arcanjo Pimenta (MDB)
- Carlin Moura (Avante)
- Fidélis Alcântara (UP)
- Jordano Metalúrgico (PSTU)
- Juíz Ramon Moreira (DC)
- Manoel Carvalho (MDB)
- Marco Antônio Superman (Novo)
- Tião Pessoa (PCO)
- Victoria Mello Vic (PSTU)
Ao incluir candidatos de partidos tradicionais, como PSDB e PT, e também de siglas menores, como PSTU e PCO, a pesquisa busca capturar a pluralidade de opções que os eleitores têm diante da escolha de dois senadores.
Resultados preliminares
Os números divulgados até o momento mostram que Marília Campos (PT) lidera o indicador que soma os dois votos, com 18% das intenções de voto. Logo atrás, Domingos Sávio (PL) e Carlos Viana (PSD) aparecem empatados em 16% cada.
Aécio Neves (PSDB) registra 13%, enquanto Marcelo Aro (PP) chega a 12%. Áurea Carolina (PSOL) aparece com 7% e Marco Antônio Superman (Novo) com 4%.
Arcanjo Pimenta (MDB) e Carlin Moura (Avante) somam 1% cada, e os demais candidatos acumulam 1% adicional. Votos em branco ou nulos totalizam 5% e 7% dos entrevistados declararam que não sabem ou não responderam.
Esses dados revelam uma corrida apertada, em que a diferença entre o terceiro e o quarto colocado é de apenas dois pontos percentuais, dentro da margem de erro da pesquisa.
Implicações para a campanha
Com a divulgação prevista para 28 de setembro, os resultados já começam a influenciar as estratégias dos candidatos. O fato de Marília Campos estar à frente pode motivar seu partido a intensificar a presença nas redes sociais e a ampliar a agenda de visitas ao interior do estado.
Por outro lado, nomes como Aécio Neves e Carlos Viana, que tradicionalmente contam com bases eleitorais consolidadas, podem buscar alianças ou ajustes de discurso para recuperar votos perdidos nas pesquisas anteriores.
Os candidatos com percentuais menores, como Áurea Carolina e Marco Antônio Superman, ainda têm espaço para crescer, especialmente se conseguirem captar eleitores indecisos que atualmente optam por voto nulo ou branco.
Analistas apontam que a presença de duas vagas pode gerar comportamentos estratégicos, como o voto de “balanço”, em que eleitores escolhem um candidato de um partido e complementam com outro de sigla diferente, buscando equilibrar forças no Senado.
O Real Time Big Data continuará monitorando a evolução das intenções de voto até a data da eleição, oferecendo atualizações periódicas que permitirão acompanhar eventuais mudanças de cenário.








