Um levantamento recente realizado pela AtlasIntel, divulgado nesta quarta‑feira, 23 de setembro, trouxe novos números sobre a corrida para o governo do Rio Grande do Sul. O estudo indica que o deputado Luciano Zucco (PL) mantém a liderança, alcançando 41,6% das intenções de voto. A pesquisa também aponta que a diferença entre os principais concorrentes está diminuindo, sinalizando uma disputa cada vez mais acirrada.
Perfil dos candidatos e suas posições nas pesquisas
Luciano Zucco, membro do Partido Liberal, consolidou-se como o favorito entre os eleitores, graças a uma campanha focada em segurança pública e desenvolvimento econômico. Seu discurso tem atraído tanto eleitores tradicionais do centro‑direita quanto aqueles que buscam mudanças estruturais no estado.
Juliana Brizola, do Partido Democrático Trabalhista, ocupa a segunda colocação com 36,1% das intenções de voto. Ela tem apostado em políticas sociais, valorização da educação e fortalecimento da saúde pública, o que lhe garante apoio em regiões metropolitanas e áreas rurais com forte tradição trabalhista.
Gabriel Souza, ainda em fase de consolidação, aparece empatado dentro da margem de erro com Juliana Brizola, refletindo uma base de eleitores indecisos que ainda podem ser decisivos nos próximos dias. Seu programa enfatiza a inovação tecnológica e a diversificação da matriz produtiva gaúcha.
Análise dos cenários de segundo turno
A AtlasIntel projetou três possíveis confrontos para o segundo turno, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais. Cada cenário apresenta nuances que podem mudar o rumo da disputa.
- Zucco x Brizola: Neste caso, o candidato do PL teria vantagem de aproximadamente 5,5 pontos percentuais, mas ainda precisaria consolidar o apoio de eleitores de centro‑esquerda para garantir a vitória.
- Zucco x Souza: A diferença entre os dois candidatos seria mínima, situando‑se dentro da margem de erro, o que indicaria um segundo turno extremamente competitivo.
- Brizola x Souza: Um embate entre os dois candidatos da esquerda e centro‑esquerda poderia gerar um resultado muito próximo, exigindo alianças estratégicas para definir o vencedor.
Esses cenários mostram que, embora Zucco esteja à frente, a margem de erro permite que os demais candidatos ainda alcancem a vitória, dependendo de estratégias de campanha e mobilização nas semanas finais.
Metodologia da pesquisa e margem de erro
A AtlasIntel coletou 1.819 entrevistas por meio de questionários online, aplicados entre 15 e 20 de setembro, abrangendo eleitores de todas as regiões do estado. A amostra foi ponderada para refletir a distribuição demográfica e geográfica do eleitorado gaúcho.
A margem de erro de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%, indica que os resultados podem variar levemente, mas ainda fornecem uma visão clara das tendências atuais. O instituto também registrou o levantamento na Justiça Eleitoral sob o protocolo RS-00981/2026, garantindo transparência e conformidade legal.
É importante notar que a pesquisa foi conduzida exclusivamente pela internet, o que pode influenciar a representatividade de determinados grupos, especialmente aqueles com menor acesso digital. Contudo, a empresa utilizou técnicas de balanceamento para minimizar esse efeito.
Implicações políticas e próximas etapas
Os números divulgados reforçam a necessidade de intensificar a campanha nos próximos dias, sobretudo nas áreas onde a diferença entre os candidatos é menor. Estratégias de mobilização de bases, debates televisivos e alianças partidárias serão cruciais para definir o vencedor.
Para o candidato do PL, a prioridade será ampliar a base de apoio entre eleitores indecisos e consolidar a imagem de gestor competente. Já para a candidata do PDT, a ênfase recairá em fortalecer a rede de apoio nas cidades médias e no interior, onde as políticas sociais têm maior ressonância.
Gabriel Souza, por sua vez, precisará converter a indecisão em votos efetivos, investindo em comunicação digital e apresentando propostas concretas que atraiam tanto jovens quanto eleitores de classe média.
Com a data da primeira votação se aproximando, os partidos já começam a planejar possíveis coligações para o segundo turno, caso nenhum candidato alcance a maioria absoluta. A formação de alianças pode mudar drasticamente o cenário, trazendo novos acordos e negociações entre lideranças regionais.
Em resumo, a pesquisa da AtlasIntel aponta para uma corrida apertada, onde a diferença entre vitória e derrota pode ser decidida por poucos pontos percentuais. O comportamento do eleitorado nas próximas semanas será determinante para o futuro político do Rio Grande do Sul.








