Uma pesquisa realizada pela Quaest nesta quarta‑feira (23) trouxe os números mais recentes da corrida para o Senado do Ceará, mostrando quem lidera as intenções de voto e como os eleitores se posicionam antes da eleição marcada para 4 de outubro de 2026.
O levantamento, encomendado pela TV Verdes Mares, indica que a disputa está acirrada entre quatro nomes que despontam nas duas vagas em disputa.
Panorama geral da disputa
Os resultados apontam Cid Gomes como o candidato mais citado, com 25% das menções, seguido de Capitão Wagner, que acumula 21% das intenções de voto. Luizianne, do PT, aparece com 19%, enquanto Alcides Fernandes, do PL, registra 8%.
Além desses nomes, a pesquisa inclui outros candidatos que ainda não alcançaram percentuais expressivos, mas que podem influenciar o resultado final ao captar votos indecisos.
É importante lembrar que, em 2026, cada eleitor cearense deverá escolher dois nomes diferentes, já que duas vagas serão preenchidas simultaneamente no Senado.
Metodologia da pesquisa
A Quaest conduziu entrevistas presenciais com 900 eleitores com idade a partir de 16 anos, entre os dias 19 e 22 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
Do total de entrevistados, 65% se declararam indecisos na pesquisa espontânea, pois não conseguiram citar nenhum candidato sem auxílio.
Na fase estimulada, a lista de candidatos foi apresentada, e cada participante indicou duas opções, uma para a primeira vaga e outra para a segunda.
Os números apresentados combinam as respostas para ambas as vagas, mantendo a proporção entre candidatos, brancos/nulos e indecisos, de modo a totalizar 100% das intenções de voto.
Análise dos candidatos
Os candidatos mais citados apresentam perfis políticos distintos, o que reflete a diversidade de demandas dos eleitores cearenses.
- Cid Gomes (PSB): 25% das menções, lidera a pesquisa, mas também registra um índice relevante de eleitores que o conhecem e não votariam.
- Capitão Wagner (União): 21% das menções, destaca‑se como forte concorrente, porém possui a maior taxa de “conhece e não votaria” entre os candidatos.
- Luizianne (PT): 19% das menções, representa a bancada de esquerda e tem ganhado visibilidade nas redes sociais.
- Alcides Fernandes (PL): 8% das menções, ainda em fase de consolidação, mas com apoio em regiões específicas do interior.
Além desses nomes, a pesquisa apontou Guilherme Theophilo (Novo) e Alcides Fernandes (PL) como candidatos com menor reconhecimento, mas que podem atrair eleitores indecisos.
Os eleitores foram questionados sobre o grau de familiaridade com cada candidato e a disposição de votar neles, permitindo identificar aqueles mais rejeitados.
Capitão Wagner e Cid Gomes aparecem como os mais rejeitados, indicando que, apesar da popularidade, há resistência significativa entre parte do eleitorado.
Desafios e expectativas para as eleições
Segundo a pesquisa, 68% dos eleitores afirmam que sua escolha está definida, enquanto 31% ainda consideram mudar de opinião até o dia da votação.
Esses eleitores em aberto representam um campo de disputa crucial, já que a margem de erro pode alterar a posição dos candidatos nas listas finais.
Os analistas apontam que a campanha nas próximas semanas deverá focar em debates, visitas a municípios e estratégias digitais para conquistar os indecisos.
Além disso, a presença de candidaturas de partidos menores pode fragmentar o voto, exigindo alianças estratégicas entre os principais nomes.
Os resultados também mostram que a maioria dos eleitores ainda não tem uma opinião formada sobre o segundo voto, o que pode levar a combinações inesperadas na cédula.
Com a data da eleição se aproximando, a expectativa é que novos dados de pesquisas surjam, ajustando o panorama e influenciando as estratégias de campanha.
Em resumo, a pesquisa Quaest indica uma corrida competitiva, com Cid Gomes na liderança, mas com margem para mudanças significativas conforme a campanha avança.








