A cantora Alaíde Costa está gravando um novo álbum de duetos com o pianista André Mehmari, previsto para ser lançado em 2027. As sessões acontecem no Estúdio Monteverdi, em São Paulo, e já estão em fase de finalização. O projeto reúne interpretações de compositores icônicos da música popular brasileira dos anos 1970 e 1980.
Com 90 anos, Alaíde demonstra uma energia rara para a sua idade, frequentando estúdios com uma intensidade que nunca havia sido vista em sua carreira que começou na década de 1950. Essa fase de renovação coincide com a conclusão de um terceiro disco da trilogia iniciada por Emicida e Marcus Preto, cujo lançamento está marcado para novembro.
O sexto álbum da artista na década de 2020 chega num momento em que ela tem mantido a média de um lançamento por ano, exceto em 2023. Essa constância reforça a ideia de que a música continua sendo a principal fonte de expressão e vitalidade da cantora.
O Estúdio Monteverdi, mantido por André Mehmari, oferece um ambiente acústico refinado, com equipamentos analógicos que capturam a riqueza tonal do piano e da voz. A escolha do local não foi aleatória; o espaço já recebeu gravações de artistas consagrados e garante a fidelidade sonora desejada para o projeto.
Projeto e cronograma
O álbum, concebido como um duo íntimo, tem como objetivo revisitar canções que marcaram a história da MPB, mas que nunca foram registradas por Alaíde em estúdio. A parceria com Mehmari permite que o piano sirva tanto de base harmônica quanto de contraponto melódico, criando arranjos sofisticados e sensíveis.
As gravações iniciaram no início de 2024 e seguem em ritmo constante, com previsão de conclusão ainda em 2026. A data de lançamento para 2027 foi escolhida estrategicamente para coincidir com o aniversário de 90 anos da artista, reforçando a celebração de sua trajetória.
Além do áudio, o filho de Alaíde, Marcelo Lima, está documentando todo o processo em vídeo, gerando conteúdo exclusivo para redes sociais, plataformas de streaming e um possível documentário. Essa abordagem multimídia visa ampliar o alcance do projeto e conectar diferentes gerações de fãs.
O planejamento de divulgação inclui teasers semanais, entrevistas em podcasts de música e playlists temáticas no Spotify e Apple Music. A estratégia de SEO foi pensada para posicionar o álbum nos resultados de busca relacionados a “MPB clássica”, “duetos de piano e voz” e “álbum de 2027”.
Repertório e escolhas artísticas
O repertório concentra-se em obras que representam o auge da MPB nas décadas de 1970 e 1980, período que influenciou profundamente a formação artística de Alaíde. Cada música foi selecionada por sua relevância histórica e por sua afinidade com a timbre da cantora.
A curadoria das faixas levou em conta tanto a popularidade quanto a complexidade harmônica, permitindo que o piano de Mehmari dialogasse de forma criativa com a interpretação vocal. A lista inclui clássicos de compositores que ainda hoje são referência para músicos e ouvintes.
- “Amor Proibido” – Cartola (1968)
- “Folhas Secas” – Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito (1973)
- “Retrato Falado” – Eduardo Gudin e Paulo César Pinheiro (1976)
- “Contrato de Separação” – Dominguinhos e Anastácia (1979)
- “Velas Içadas” – Ivan Lins e Vitor Martins (1979)
- “Nobreza” – Djavan (1982)
Faltam apenas duas gravações para concluir o álbum: “Meu Silêncio”, de Claudio Nucci e Luiz Fernando Gonçalves (1980), e “Como dos Extraños”, tango de José Maria Contursi e Pedro Laurenz (1940), popularizado no Brasil por Mercedes Sosa. Essas faixas adicionam diversidade rítmica e temática ao conjunto.
“Amor Proibido” traz a melancolia característica de Cartola, enquanto “Folhas Secas” oferece uma narrativa poética sobre a passagem do tempo. “Retrato Falado” destaca a sutileza das harmonias de Gudin, e “Contrato de Separação” revela a sensibilidade do forró de Dominguinhos.
“Velas Içadas” representa a elegância do romance musical de Ivan Lins, e “Nobreza” celebra a inventividade lírica de Djavan. A inclusão do tango “Como dos Extraños” demonstra a abertura da cantora a influências internacionais, reforçando a universalidade da música.
Impacto e expectativas
Especialistas de música preveem que o álbum terá forte repercussão tanto entre o público nostálgico quanto entre jovens que descobrem a MPB através de plataformas digitais. A combinação de voz madura e piano refinado cria uma experiência auditiva que pode se tornar referência para futuros duetos.
A presença de Alaíde em projetos contemporâneos, como a trilogia de Emicida, já demonstrou sua capacidade de transitar entre gerações. Esse novo disco reforça essa ponte, apresentando clássicos a uma nova audiência que busca autenticidade.
Do ponto de vista comercial, a estratégia de lançamentos escalonados, com singles mensais antes do álbum completo, deve gerar engajamento contínuo nas redes sociais. As métricas de streaming projetam mais de 5 milhões de reproduções nos primeiros três meses, considerando o histórico de audições das obras anteriores da artista.
O envolvimento de Marcelo Lima na produção de conteúdo audiovisual acrescenta valor ao projeto, permitindo que fãs acompanhem bastidores, entrevistas e performances ao vivo. Essa transparência cria uma conexão emocional que costuma se traduzir em maior lealdade de público.
Em última análise, o álbum não é apenas um registro musical, mas um testemunho da longevidade criativa de uma das maiores vozes da MPB. A expectativa é que ele inspire outras gerações a revisitar o rico legado da música brasileira, mantendo viva a tradição de reinterpretar clássicos com novas perspectivas.








