A Apple está desenvolvendo uma pulseira fitness sem tela que deve chegar ao mercado a partir de 2028, segundo informações divulgadas pela Bloomberg. O protótipo, ainda em fase de pesquisa, será testado internamente antes de qualquer decisão comercial. O objetivo é ampliar o portfólio de dispositivos de saúde da empresa, oferecendo uma alternativa mais simples ao Apple Watch.
Detalhes do protótipo e cronograma
O conceito inicial apresenta uma faixa estreita de tecido conectada a um módulo compacto contendo sensores avançados. O módulo seria responsável por registrar batimentos cardíacos, variabilidade da frequência cardíaca, temperatura corporal e movimentos do usuário ao longo do dia. Sem display, a pulseira enviaria os dados para o iPhone ou para a nuvem, permitindo que o usuário visualize as métricas em aplicativos dedicados.
Os engenheiros da Apple ainda avaliam diferentes materiais para a faixa, priorizando conforto e resistência ao suor. A bateria, que deve durar mais de duas semanas, será recarregada via carregamento magnético semelhante ao do Apple Watch. A produção em massa ainda não tem data definida, mas a empresa indica que a primeira unidade comercial poderá aparecer não antes de 2028.
Tim Cook e Eddy Cue, chefe de serviços, estão diretamente envolvidos na iniciativa. Cue, que lidera a divisão de saúde da Apple desde 2023, tem defendido a estratégia de focar em sensores especializados, em vez de ampliar ainda mais as funcionalidades de um smartwatch tradicional.
Comparação com concorrentes como Whoop
O design da nova pulseira lembra o da Whoop, empresa americana que já oferece um dispositivo sem tela focado em monitoramento de desempenho e recuperação. A Whoop destaca-se por uma autonomia de bateria superior a 14 dias e recursos como eletrocardiograma (ECG) e análise de sono detalhada. A Apple pretende competir diretamente nesses pontos, trazendo sua expertise em sensores e integração de software.
- Autonomia: Whoop promete até 14 dias; Apple mira em 15 dias ou mais.
- Funções de saúde: ECG, monitoramento de oxigênio no sangue (SpO2) e análise de variabilidade da frequência cardíaca.
- Integração: Dados sincronizados automaticamente com o app Saúde do iOS.
Além da Whoop, outras marcas como Oura e Fitbit já lançaram dispositivos semelhantes, porém a Apple pode se diferenciar ao oferecer um ecossistema mais robusto e privacidade reforçada. A empresa tem histórico de integrar recursos de saúde ao seu hardware, como o sensor de oxigênio no sangue do Apple Watch Series 12, que serve como base tecnológica para a nova pulseira.
Impacto no ecossistema Apple e expectativas do mercado
Ao introduzir um acessório dedicado ao acompanhamento de saúde, a Apple amplia sua estratégia de diversificação de wearables. Enquanto o Apple Watch combina notificações, apps e monitoramento de saúde, a pulseira sem tela será um dispositivo focado exclusivamente em métricas biométricas, reduzindo custos de produção e preço final para o consumidor.
Especialistas acreditam que a nova pulseira pode atrair usuários que não precisam das funcionalidades de um smartwatch completo, mas desejam monitoramento contínuo e preciso. Isso inclui atletas de resistência, entusiastas de fitness e pacientes que precisam de acompanhamento de condições cardíacas.
Do ponto de vista de negócios, a Apple pode criar novas fontes de receita recorrente por meio de assinaturas de serviços de análise avançada, similar ao que já oferece com o Apple Fitness+. A empresa ainda não confirmou planos de monetização, mas a tendência do mercado indica que serviços de saúde digital serão cada vez mais lucrativos.
Analistas de mercado projetam que a pulseira possa alcançar vendas de dezenas de milhões de unidades nos primeiros três anos, considerando a base de usuários iOS e a reputação da marca. A concorrência, entretanto, está se intensificando, com a Whoop lançando versões aprimoradas e a Oura expandindo sua presença global.
Em resumo, a iniciativa da Apple representa um movimento estratégico para consolidar sua liderança em tecnologia de saúde vestível, oferecendo um produto que combina design discreto, longa autonomia e integração profunda com o ecossistema iOS. O lançamento, previsto para 2028, será acompanhado de perto por consumidores, investidores e concorrentes, que observarão como a gigante da tecnologia equilibra inovação e praticidade.








