As pesquisas mais recentes apontam um empate técnico entre a atual governadora Raquel Lyra (PSD) e o ex-prefeito João Campos (PSB) na corrida pelo governo de Pernambuco. Os levantamentos foram divulgados entre 11 e 17 de setembro de 2026, cobrindo tanto o primeiro quanto o eventual segundo turno. Os dados foram coletados por três institutos reconhecidos, que aplicaram metodologias distintas, mas convergiram para a mesma conclusão de disputa acirrada.
Contexto e metodologia das pesquisas
Três institutos de pesquisa – AtlasIntel, Real Time Big Data e Datafolha – conduziram entrevistas presenciais e por telefone com eleitores pernambucanos. Cada um utilizou amostras diferentes, mas todos mantiveram margem de erro de dois a três pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
- AtlasIntel: 1.793 entrevistas entre 11 e 16 de setembro; margem de erro de 2 pontos.
- Real Time Big Data: 1.600 entrevistas entre 10 e 14 de setembro; margem de erro de 2 pontos.
- Datafolha: 1.204 entrevistas presenciais entre 8 e 10 de setembro; margem de erro de 3 pontos.
Os registros das pesquisas foram homologados na Justiça Eleitoral, garantindo transparência e rastreabilidade dos números divulgados.
Resultados detalhados por instituto
A AtlasIntel divulgou, no dia 17 de setembro, que Raquel Lyra lidera com 48,7% das intenções de voto, enquanto João Campos registra 45,6%, gerando diferença de 3,1 pontos percentuais. No cenário de segundo turno, a governadora subiria para 51,1% contra 47,3% do candidato do PSB, ainda dentro da margem de erro.
Já o Real Time Big Data, publicado em 15 de setembro, mostrou João Campos à frente com 44% de preferência, contra 43% de Raquel Lyra, diferença de apenas um ponto percentual, dentro da margem de erro de dois pontos. A simulação de segundo turno desse instituto apontou empate numérico, com 44% para cada candidato, e 6% de brancos, nulos ou indecisos.
O Datafolha, por sua vez, registrou em 11 de setembro 47% de apoio a Raquel Lyra e 42% a João Campos, diferença de cinco pontos, ainda considerada dentro da margem de erro de três pontos para cada lado. No segundo turno, a pesquisa apontou 51% para a governadora e 44% para o ex-prefeito.
Análise dos números e implicações para a campanha
Embora as porcentagens variem entre os institutos, todas as pesquisas convergem para a classificação de empate técnico. Essa situação indica que a disputa está extremamente equilibrada, e pequenos movimentos de campanha podem ser decisivos nas próximas semanas.
Os números também revelam a presença de candidatos menores, como Renan Hallais (Missão) com 4% e Ivan Moraes (PSOL) com 1% nas entrevistas do Real Time Big Data, sugerindo que a maior parte do eleitorado ainda está concentrada nos dois principais nomes.
Os eleitores indecisos ou que não souberam responder somam cerca de 6% nas simulações de segundo turno, representando um bloco potencialmente volátil que pode ser conquistado por estratégias de mobilização e debate de propostas.
Além disso, a constância dos percentuais de Raquel Lyra entre as diferentes pesquisas – 47% no Datafolha e 48,7% na AtlasIntel – demonstra estabilidade de apoio, enquanto João Campos apresenta ligeira variação, mas ainda dentro dos limites de erro.
Os analistas políticos apontam que a proximidade dos números pode intensificar a disputa nas redes sociais, nos debates televisivos e nas visitas a municípios estratégicos. O foco deverá ser em apresentar propostas concretas para setores como saúde, segurança e desenvolvimento econômico, que são temas sensíveis para o eleitorado pernambucano.
Em termos de logística eleitoral, a Justiça Eleitoral já registrou os números de cada pesquisa, o que facilita a auditoria e a comparação futura, caso haja necessidade de validar resultados após a votação.
Por fim, a situação de empate técnico reforça a importância do voto consciente e da participação cidadã. Cada ponto percentual pode fazer a diferença em um cenário onde a margem de erro pode decidir o vencedor.








