Presley Gerber, filho da icônica supermodelo Cindy Crawford e do empresário Rande Gerber, morreu aos 27 anos enquanto estava internado em uma clínica de reabilitação em Los Angeles, no último domingo, 20 de setembro de 2026. O jovem havia compartilhado publicamente um desabafo sobre sua batalha contra a dependência química poucos meses antes de seu falecimento.
O contexto da luta contra a dependência
Desde a adolescência, Presley enfrentava problemas relacionados ao uso de substâncias psicoativas, o que o levou a buscar ajuda profissional em diversas ocasiões. Em março de 2026, ele divulgou nas redes sociais que estava iniciando um tratamento com ibogaína, um composto extraído de uma planta africana que tem sido estudado como alternativa para a desintoxicação de dependentes químicos.
A ibogaína ainda não é reconhecida oficialmente como medicamento nos Estados Unidos, mas tem despertado interesse entre especialistas que buscam terapias inovadoras para casos resistentes a tratamentos convencionais. Presley descreveu o medo que sentia antes do procedimento, mas também manifestou esperança de que aquela seria a última vez que precisaria recorrer a um tratamento tão intenso.
- Mantras de apoio: “ame a si mesmo” e “esta tem que ser a última vez por este motivo”.
- Objetivo: Reconectar-se consigo mesmo e abandonar o ciclo de fuga.
- Esperança: Que o futuro fosse guiado por escolhas conscientes.
Esses pontos revelam a tentativa de Presley de transformar a dor em aprendizado, buscando um caminho de volta à sua própria identidade, longe das sombras da dependência.
O desabafo nas redes sociais
Na postagem de março, o jovem escreveu que seus mantras o ajudavam a enfrentar o medo do desconhecido. “Abrir mão do controle não foi fácil, mas eu confiava que havia algo maior do que eu me guiando”, afirmou. Ele também reconheceu que havia escapado de questões pessoais importantes, mas que estava disposto a encará‑las de frente.
Em outro trecho, Presley compartilhou que estava “encontrando o caminho de volta” para si mesmo, indicando um processo de autoconhecimento que, segundo ele, poderia ser decisivo para sua recuperação. “Veremos… rezando para que seja a última vez que eu precise voltar [ao tratamento]. Da próxima vez, gostaria que fosse por escolha minha”, escreveu, demonstrando um desejo profundo de retomar o controle de sua vida.
Essas mensagens foram recebidas com apoio imediato pelos seguidores e pelos próprios familiares, que elogiaram a coragem do jovem em expor suas vulnerabilidades em público.
Reações da família e o legado deixado
Cindy Crawford respondeu ao desabafo de seu filho com palavras de encorajamento, chamando‑o de “guerreiro” e reconhecendo o esforço dele ao “passar pelo fogo para se encontrar”. Kaia Gerber, irmã de Presley e também modelo, reforçou o orgulho que sentia, dizendo: “Esse é o meu irmão, estou muito orgulhosa”.
Após a confirmação da morte, a família emitiu um comunicado conjunto solicitando privacidade durante o momento de luto, ressaltando a dor profunda que a perda representava. A mensagem também destacou a importância de respeitar o processo de luto e de oferecer apoio àqueles que ainda enfrentam a batalha contra a dependência química.
O caso de Presley Gerber reacende o debate sobre a necessidade de políticas públicas mais eficazes para o tratamento de dependentes, bem como a importância de desestigmatizar o uso de terapias alternativas como a ibogaína. Especialistas apontam que, embora promissora, a ibogaína ainda carece de estudos clínicos robustos que comprovem sua segurança e eficácia em larga escala.
Enquanto a causa da morte não foi oficialmente divulgada, a comunidade de saúde mental e de dependência química observa atentamente o desenrolar dos fatos, na esperança de que a tragédia sirva de alerta para a urgência de investimentos em programas de prevenção, apoio familiar e tratamento especializado.
Presley deixa um legado de vulnerabilidade e coragem ao expor suas lutas internas, inspirando outras pessoas que enfrentam desafios semelhantes a buscar ajuda e a não temer o julgamento alheio. Seu desabafo permanece como um convite à reflexão sobre como a sociedade pode melhor apoiar jovens que lutam contra a dependência, oferecendo caminhos de cura que vão além dos métodos tradicionais.








