Uma nova pesquisa realizada pelo Datafolha entre 22 e 24 de setembro de 2026 traz detalhes sobre a corrida presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro no maior colégio eleitoral do país, o estado de São Paulo. O levantamento, com 1.610 entrevistas, foi divulgado em 24 de setembro e apresenta margem de erro de até 2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O estudo também aborda a atuação do Supremo Tribunal Federal e a percepção dos eleitores sobre candidatos ao governo estadual e ao Senado.
Metodologia e abrangência da pesquisa
O questionário foi contratado pela Folha de S.Paulo e pela Globo, sendo registrado sob o número BR-09355/2026. Foram aplicadas entrevistas presenciais e por telefone, garantindo representatividade nas principais regiões metropolitanas e no interior paulista. A amostra inclui eleitores com idade a partir de 16 anos, habilitados a votar nas próximas eleições de 2026.
Além da intenção de voto espontânea, a pesquisa mede a intenção estimulada, o grau de definição da escolha e a possibilidade de mudança de voto. Também são avaliados os níveis de rejeição a cada candidato, permitindo analisar a força da aversão entre os concorrentes. O levantamento inclui perguntas específicas sobre a confiança nas instituições, especialmente o Supremo Tribunal Federal.
Principais resultados para a corrida presidencial
No primeiro turno, a pesquisa testou treze candidatos, entre eles Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Lula aparece na frente com 38% de intenção de voto espontânea, enquanto Flávio registra 22%, segundo os números divulgados. Outros nomes, como Ronaldo Caiado (PSD) e Zema (Novo), ficam atrás, com percentuais entre 7% e 9%.
Quando os entrevistados são estimulados a escolher, a diferença entre Lula e Flávio diminui ligeiramente, indicando que a campanha pode influenciar eleitores indecisos. O grau de definição é alto para Lula (78% dos respondentes se consideram decididos) e mais baixo para Flávio (56%).
Em cenários de segundo turno, a pesquisa avaliou cinco duelos possíveis. O confronto mais provável, Lula contra Flávio, mostra Lula com vantagem de 55% a 45%. Nos demais confrontos, Lula mantém a maioria, embora a disputa contra Ronaldo Caiado registre um cenário mais apertado, com 52% a 48%.
Os eleitores que atualmente apoiam outros candidatos foram questionados sobre quem escolheriam caso sua opção principal mudasse. Entre os indecisos, 34% apontaram Flávio como segunda escolha, enquanto 28% prefeririam Ronaldo Caiado.
Impacto das decisões do STF e percepções dos eleitores
Um bloco especial da pesquisa dedicou-se à avaliação do Supremo Tribunal Federal. Mais da metade dos entrevistados (52%) consideram que as decisões recentes do STF têm influenciado a corrida presidencial. Dentre eles, 31% acreditam que o tribunal tem beneficiado Lula, enquanto 21% acham que tem prejudicado Flávio Bolsonaro.
Quanto à criação de um Código de Ética e Conduta para os ministros, 63% dos participantes apoiam a iniciativa, indicando preocupação com a transparência da Corte. A suspeita envolvendo o caso Banco Master foi reconhecida por 47% dos eleitores, que apontam que a situação pode afetar a imagem dos ministros.
A pesquisa também mediu a aprovação dos ministros em relação ao seu envolvimento em empresas privadas e recebimento de pagamentos por palestras. Cerca de 38% dos respondentes consideram que essas práticas são inadequadas e podem comprometer a imparcialidade do STF.
Além da esfera presidencial, a pesquisa avaliou a administração do governador Tarcísio (Republicanos), que completou três anos e oito meses de mandato. A aprovação geral do governo estadual ficou em 44%, enquanto 38% dos entrevistados se declararam indecisos.
No Senado, 15 candidatos foram testados, incluindo nomes de destaque como Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB). A avaliação dos eleitores sobre os senadores reflete um cenário de ceticismo, com rejeição média de 34%.
- André do Prado (PL)
- Dra. Eliana Ferreira (PSTU)
- Ednelson Cesaretti (PCO)
- Geraldo Rufino (Podemos)
- Guilherme Derrite (PP)
- Guto Schiavetto (Missão)
- Maíra de Souza (UP)
- Marcio Alves (UP)
- Marina Silva (Rede)
- Petter Maahs (PCB)
- Salles (Novo)
- Simone Tebet (PSB)
- Soninha Francine (Cidadania)
- Weller Gonçalves (PSTU)
- William Teixeira (Agir)
Os eleitores foram ainda questionados sobre a possibilidade de mudança de voto para o Senado, caso seus candidatos preferidos não fossem eleitos. Aproximadamente 29% declararam que migrariam para candidatos de centro ou centro‑direita, enquanto 22% optariam por figuras de esquerda.
Em síntese, a pesquisa Datafolha indica que Lula mantém posição de liderança no cenário paulistano, mas a disputa com Flávio Bolsonaro ainda apresenta margem para reviravoltas, sobretudo em função das percepções sobre o STF e a aprovação dos governadores. Os próximos meses de campanha deverão intensificar o debate sobre ética institucional e a influência das decisões judiciais nas eleições.








