Na última terça‑feira, dia 15 de junho, a Casa da Mulher Guarulhense I – Vila Camargos recebeu a oficina “Look Bolsa Praia e Mar”, que ensinou a confecção de bolsas de praia. O evento, gratuito e aberto a todas as interessadas, teve duração de duas horas e contou com a presença de mais de vinte participantes.
Na sequência, a mesma atividade será repetida na Casa da Mulher Guarulhense V – Recreio São Jorge, na quinta‑feira (17), às 14h, proporcionando outra oportunidade de aprendizado e empreendedorismo para as mulheres da região.
A oficina e seu formato
A dinâmica da aula foi planejada para ser prática e didática. Cada assistida recebeu um molde já recortado, o que eliminou a necessidade de habilidades avançadas em corte de tecido. Em seguida, as instrutoras mostraram passo a passo como montar a estrutura da bolsa, costurando as partes principais e inserindo o forro.
Além da montagem, foram abordados temas essenciais para quem deseja transformar a produção artesanal em negócio. As participantes aprenderam sobre precificação, acabamento e formas de customizar a peça usando materiais simples, como fios náuticos, botões, cordões e pedras de bijuteria.
- Escolha do tecido: opções leves e resistentes ao sol.
- Definição do preço: cálculo de custos + margem de lucro.
- Acabamento: reforço de alças e aplicação de detalhes.
- Marketing: fotos atraentes e divulgação nas redes.
Todo o conteúdo foi apresentado em linguagem acessível, permitindo que até quem nunca havia segurado uma agulha conseguisse acompanhar.
Benefícios para as participantes
A Subsecretaria de Políticas para as Mulheres, responsável pela iniciativa, destaca quatro pilares que norteiam a proposta: acolhimento, bem‑estar, geração de renda e empoderamento. Cada um desses aspectos foi percebido nas reações das assistidas, que relataram sentir‑se mais confiantes e motivadas.
O aspecto econômico foi enfatizado ao mostrar que a bolsa de praia pode ser vendida a preços competitivos, especialmente quando customizada com itens artesanais. A possibilidade de combinar a produção com outras atividades, como crochê ou bordado, amplia o leque de produtos oferecidos.
Além do aspecto financeiro, a oficina promoveu a troca de experiências entre as mulheres. Conversas informais surgiram durante os intervalos, gerando novas amizades e redes de apoio que podem se transformar em parcerias de negócio.
Histórias de sucesso e perspectivas
Um dos destaques da sessão foi a história de Dalva de Jesus Soeiro, moradora do Macedo, que tem 70 anos e já comercializa toalhinhas e bainhas de crochê. Dalva elogiou a qualidade das professoras e afirmou que a oficina lhe deu “um dinheirinho a mais” ao possibilitar a produção de bolsas de praia.
Ela explicou que pretende praticar em casa, aperfeiçoar a técnica e, em seguida, vender as bolsas nos mercados locais e nas redes sociais. Dalva acredita que, ao combinar crochê e bolsas, poderá criar kits diferenciados que atrairão clientes que buscam produtos exclusivos.
Outras participantes também manifestaram interesse em montar pequenos estoques para vender em feiras comunitárias. A expectativa é que, ao final de alguns meses, um número considerável de assistidas tenha convertido a atividade em fonte de renda complementar.
A Subsecretaria de Políticas para as Mulheres, que integra a Secretaria de Direitos Humanos de Guarulhos, planeja expandir o programa para outras regiões da cidade, incluindo bairros como Pimentas, Haroldo Veloso e Vila Galvão. A meta é alcançar, até o final do ano, mais de 300 mulheres em oficinas semelhantes.
Com a continuidade das ações, a administração municipal espera fortalecer a economia local, reduzir a vulnerabilidade econômica das mulheres e promover o empreendedorismo feminino como ferramenta de transformação social.








