A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu nesta quarta‑feira, 16 de setembro, a circulação da chamada “caneta emagrecedora” T36, fabricada no Paraguai. A medida foi publicada no Diário Oficial da União e impede a importação, o armazenamento, a distribuição, a comercialização, a propaganda e o uso do produto em território nacional. A decisão baseia‑se na ausência de registro sanitário que comprove a segurança e a eficácia do medicamento.
Motivos da proibição e contexto regulatório
Segundo a Anvisa, o dispositivo T36 contém tirzepatida, um peptídeo ainda em fase de avaliação em diversos países. Como o produto não possui registro no Brasil, ele não passou pelos rigorosos processos de análise de qualidade, eficácia e segurança exigidos pelo órgão. Sem essa avaliação, não há garantias de que o medicamento não cause efeitos adversos graves ou interações perigosas.
A agência já havia tomado providências contra sites que vendiam medicamentos de GLP‑1 sem registro. Em 8 de setembro, o portal “www.gopharma.shop” foi alvo de restrição por comercializar substâncias como tirzepatida e a ainda não registrada retatrutida. Essa ação demonstra a estratégia da Anvisa em coibir a importação clandestina de fármacos que podem representar risco à saúde pública.
Impacto nos consumidores e nas redes de comércio digital
Os consumidores que adquiriram a caneta emagrecedora por meio de anúncios em redes sociais ou sites estrangeiros podem estar em situação vulnerável. A falta de controle de qualidade significa que a dosagem pode ser imprecisa, a formulação pode conter impurezas e a eficácia pode ser inexistente. Além disso, a publicidade enganosa pode induzir pacientes a abandonar tratamentos médicos comprovados.
Para combater essa prática, a Anvisa reforçou que a venda de medicamentos é exclusiva de farmácias e drogarias devidamente regularizadas, seja em estabelecimentos físicos ou em plataformas digitais oficiais. Qualquer pessoa física ou jurídica que ofereça ou divulgue produtos sem registro pode ser alvo de fiscalização e penalidades previstas em lei.
Como identificar se um medicamento está autorizado
O órgão disponibiliza a ferramenta “Consultas Anvisa”, onde é possível verificar o status sanitário de qualquer produto. Basta inserir o nome comercial ou o número do CNPJ da empresa fabricante. Se o resultado indicar “ativo” ou “válido”, o medicamento está autorizado; se aparecer “inativo” ou “inválido”, o uso é proibido.
Essa verificação simples pode evitar que pacientes consumam substâncias não testadas, reduzindo o risco de efeitos colaterais graves, como hipoglicemia, pancreatite ou reações alérgicas. A orientação da Anvisa enfatiza que a saúde não deve ser comprometida por promessas de perda de peso rápida e sem acompanhamento médico.
- Não compre medicamentos sem registro;
- Confira sempre o status na página oficial da Anvisa;
- Desconfie de ofertas que prometem resultados milagrosos em poucos dias;
- Procure orientação de profissionais de saúde antes de iniciar qualquer tratamento.
Em resumo, a proibição da caneta emagrecedora T36 reflete a necessidade de proteger a população de produtos não regulamentados que podem colocar a vida em risco. A Anvisa continua vigilante e alerta os consumidores a adotarem postura crítica frente a anúncios que surgem nas redes digitais.
Os especialistas recomendam que, ao buscar auxílio para controle de peso, o paciente priorize intervenções comprovadas, como mudanças alimentares, prática regular de exercícios e, quando indicado, medicamentos aprovados após estudos clínicos robustos. Essa abordagem reduz a chance de complicações e favorece resultados sustentáveis a longo prazo.








