Eliana Moreno, de 38 anos, perdeu a vida na noite de terça‑feira, 15 de maio, quando o helicóptero da NBC4 despencou em Chatsworth, bairro de Los Angeles, nos Estados Unidos. O acidente ocorreu enquanto a equipe cobria um choque entre ônibus e SUV, e resultou também na morte do piloto George Marciniw e de uma pessoa em solo.
A trajetória profissional de Eliana Moreno
Natural do Condado de Orange, na Califórnia, Eliana formou‑se em Jornalismo Televisivo e Ciência Política pela Chapman University, concluindo a graduação em 2010. No mesmo ano, ela ingressou na Angel City Air, empresa responsável pelo NewsChopper4, iniciando sua experiência em coberturas aéreas.
Ao longo da década seguinte, a jornalista consolidou seu nome nas emissoras do sul da Califórnia, destacando‑se nas transmissões ao vivo feitas a partir de helicópteros. Seu apelido, “Eli in the Heli”, passou a ser reconhecido pelos telespectadores que acompanhavam as imagens de trânsito, incêndios e eventos esportivos.
- 2010 – Ingresso na Angel City Air e início das coberturas aéreas.
- 2014 – Passagem pela Telemundo 52, ampliando a atuação em notícias regionais.
- 2018 – Contratação pela NBC Los Angeles, tornando‑se repórter oficial do NewsChopper4.
- 2023 – Parceria consolidada com o piloto George Marciniw nas coberturas conjuntas.
Além das reportagens de rotina, Eliana participou de coberturas especiais, como incêndios florestais no interior da Califórnia e grandes eventos esportivos, sempre demonstrando rapidez e precisão na transmissão de informações críticas.
O acidente que tirou a vida da repórter
Na tarde de 15 de maio, o helicóptero da NBC4 sobrevoava o cruzamento de um ônibus escolar e um SUV na avenida principal de Chatsworth, com o objetivo de registrar imagens para a edição da noite. Pouco antes das 19h, horário local, a aeronave perdeu altitude de forma abrupta e colidiu com uma área comercial, gerando um incêndio de grande intensidade.
Testemunhas relataram que o helicóptero emitiu um som incomum antes de cair, sugerindo uma falha mecânica ou uma colisão com algum obstáculo invisível ao piloto. O piloto George Marciniw, experiente em voos de cobertura jornalística, tentou manobrar a aeronave, mas não conseguiu evitar o desastre.
O impacto resultou em três óbitos confirmados: a própria Eliana Moreno, o piloto Marciniw e um pedestre que se encontrava no local. Além das fatalidades, quatro pessoas ficaram feridas, sendo duas encaminhadas a hospitais locais com ferimentos graves.
As autoridades do condado de Los Angeles abriram uma investigação para determinar as causas exatas do acidente. Equipes da NTSB (National Transportation Safety Board) e da FAA (Federal Aviation Administration) coletaram os destroços, analisaram os registros de voo e ouviram depoimentos de sobreviventes e testemunhas.
Repercussões e homenagens
A notícia da morte de Eliana foi transmitida ao vivo pela âncora Colleen Williams, da NBC4, que interrompeu a programação para comunicar o público sobre a tragédia. A emissora, assim como a Telemundo 52, emitiram notas de pesar, destacando a dedicação incansável da jornalista à cobertura em tempo real.
Colegas de trabalho, amigos e familiares elogiaram a ética profissional e a paixão de Eliana pela informação. Em suas redes sociais, o diretor de notícias da NBC4 descreveu‑a como “uma das vozes mais confiáveis da cobertura aérea da região, sempre pronta a colocar a verdade em primeiro plano”.
Nas horas seguintes ao acidente, centenas de mensagens de apoio foram postadas nas plataformas digitais, com usuários utilizando a hashtag #EliInTheHeli para homenagear a repórter. Vários veículos de imprensa publicaram matérias detalhando sua carreira, ressaltando sua contribuição para o jornalismo local.
Além das homenagens online, a comunidade jornalística organizou um memorial no estúdio da NBC4, onde colegas depositaram flores, notas e objetos simbólicos que representavam a trajetória de Eliana. A cerimônia contou com a presença de dirigentes da Chapman University, que lembraram a estudante brilhante que se formou em 2010.
O legado de Eliana Moreno permanece vivo nas gravações que ela deixou, nas reportagens que marcaram a história da cobertura aérea em Los Angeles e na inspiração que continua a gerar entre jovens jornalistas que sonham em seguir os passos de “Eli in the Heli”.








