Uma pesquisa realizada pelo Datafolha e divulgada nesta sexta‑feira, 11 de setembro de 2024, revelou que Michelle Bolsonaro (PL) continua na frente das intenções de voto para o Senado do Distrito Federal. O levantamento, que entrevistou 910 eleitores do DF, mostrou que a ex‑primeira‑dama mantém a preferência dos eleitores apesar das controvérsias familiares. Os resultados apontam para um cenário competitivo nas eleições de 2024, onde dois senadores serão eleitos em cada unidade da federação.
Cenário atual da corrida senatorial no Distrito Federal
O Datafolha registrou 21% das intenções de voto para Michelle Bolsonaro, ligeiramente acima dos 19% observados em agosto. Esse aumento reflete a retomada da campanha após o pedido de desculpas público de Flávio Bolsonaro, que acalmou tensões internas ao partido. Embora Michelle não esteja presente nas ruas, ela tem investido em produção de vídeos para aliados e apoiadores, reforçando sua presença digital.
Ao lado de Michelle, a ex‑jogadora de vôlei Leila do Vôlei (PDT) aparece em segundo lugar, com 18% das intenções de voto. Leila tem se destacado por uma campanha baseada em visitas a comunidades e forte atuação nas redes sociais, o que lhe garante visibilidade entre eleitores jovens.
A deputada federal Bia Kicis (PL) ocupa a terceira posição, com 15% das intenções. Sua trajetória no Congresso e seu posicionamento conservador atraem eleitores que buscam continuidade nas políticas de direita.
Erika Kokay (PT) fecha o quarto lugar, com 14% das intenções, mantendo uma base sólida entre eleitores de esquerda que valorizam sua experiência legislativa. O desembargador aposentado Sebastião Coelho (Novo) aparece com 2%, indicando que ainda há espaço para candidatos menos conhecidos.
Outros nomes, como Ronaldo Fonseca (PSD) e o professor Guilherme Amorim (UP), também registram 2% cada, enquanto os demais candidatos permanecem abaixo de 1%.
Os eleitores indecisos, brancos e nulos somam 11% do total, queda em relação aos 16% registrados no levantamento anterior, e 9% dos entrevistados não souberam ou não quiseram responder.
Detalhes dos candidatos e suas porcentagens
Segue abaixo a distribuição detalhada das intenções de voto, conforme a pesquisa:
- Michelle Bolsonaro (PL): 21%
- Leila do Vôlei (PDT): 18%
- Bia Kicis (PL): 15%
- Erika Kokay (PT): 14%
- Sebastião Coelho (Novo): 2%
- Ronaldo Fonseca (PSD): 2%
- Guilherme Amorim (UP): 2%
Além dos números acima, a pesquisa indica que 11% dos eleitores se declararam em branco ou nulo, enquanto 9% não souberam ou não quiseram responder. Essa margem de indecisão pode ser decisiva nas próximas semanas de campanha.
É importante notar que a margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. Portanto, pequenas variações nos resultados são esperadas à medida que a campanha avança.
Análise dos fatores que influenciam a preferência dos eleitores
Um dos principais fatores que favorecem Michelle Bolsonaro é a base de apoio consolidada entre eleitores que ainda defendem o legado do ex‑presidente Jair Bolsonaro, atualmente em regime domiciliar. O apoio familiar, embora tenha sido abalado por conflitos internos, foi restabelecido após a reconciliação pública.
Por outro lado, a ausência de campanha de rua pode ser compensada por uma estratégia digital intensiva, que inclui vídeos de apoio, transmissões ao vivo e interação direta nas redes sociais. Essa abordagem tem sido eficaz para alcançar eleitores que passam a maior parte do tempo online.
Leila do Vôlei ganha destaque ao representar a mulher no esporte e na política, atraindo eleitores que valorizam a representatividade feminina. Sua campanha tem investido em visitas a escolas e projetos sociais, reforçando a imagem de proximidade com a comunidade.
Bia Kicis, com sua trajetória parlamentar, mantém uma base fiel entre conservadores que buscam continuidade nas políticas de segurança e valores tradicionais. Seu discurso focado em combate à criminalidade tem ressoado em bairros que enfrentam altos índices de violência.
Erika Kokay, por sua vez, capitaliza a insatisfação de eleitores de esquerda com a atual conjuntura política, oferecendo propostas de justiça social e defesa dos direitos humanos. Seu histórico de atuação em comissões de direitos humanos fortalece sua credibilidade entre esse segmento.
Os candidatos com menor percentual, como Sebastião Coelho, Ronaldo Fonseca e Guilherme Amorim, ainda precisam ampliar sua visibilidade. Estratégias como alianças regionais e participação em debates podem ser cruciais para melhorar sua performance.
Além dos perfis individuais, fatores externos como a situação jurídica do ex‑presidente Bolsonaro, a economia nacional e a agenda de segurança pública têm impactado as preferências dos eleitores do DF. A percepção de estabilidade ou crise pode mudar rapidamente o cenário eleitoral.
Por fim, a dinâmica dos dois votos – primeiro e segundo – revela que, embora Michelle tenha 34% como primeira escolha, Bia Kicis lidera o segundo voto com 21%. Essa divisão indica que muitos eleitores estão dispostos a distribuir seu apoio entre candidatos de mesma orientação ideológica, buscando equilibrar representação no Senado.








