Na noite de 11 de setembro de 2026, o DJ Alok subiu ao palco do Rock in Rio, em Rio de Janeiro, para apresentar um show que misturou pop eletrônico brasileiro, funk carioca e a energia do K‑pop. A apresentação, que fez parte da primeira edição do festival dedicada ao pop coreano, contou com a presença de artistas internacionais e uma produção visual impressionante.
Colaboração com o K‑pop: o feat com Twice
Alok estreou um novo feat com o grupo sul‑coreano Twice, trazendo a sonoridade vibrante do K‑pop para a pista de dança brasileira. A faixa, lançada poucos dias antes do festival, já circulava nas playlists e gerava expectativa entre os fãs de ambos os estilos. Durante o show, o DJ reproduziu o hit ao lado de imagens dos integrantes do grupo, criando um momento de troca cultural inesperado.
A parceria foi anunciada como parte de um esforço maior de Alok para expandir sua presença no mercado asiático, ao mesmo tempo em que reforça sua identidade como artista global. Em entrevista ao G1, ele destacou que a colaboração demonstra que “a música não tem fronteiras” e que a mistura de ritmos pode gerar novas experiências para o público.
Show visual: drones, dança e tecnologia
Um dos pontos altos da performance foi o uso de 1.500 drones que desenharam no céu imagens de um androide gigante e de uma nave espacial, sincronizados com a batida das músicas. O espetáculo de luzes, lasers e projeções transformou o estádio em um verdadeiro canvas digital, atraindo a atenção de milhares de espectadores que registraram o momento em seus celulares.
O projeto visual contou ainda com a participação de quase cinquenta bailarinos coreografados pelo coletivo italiano Urban Theory. Os dançarinos, vestidos com trajes pretos e máscaras futuristas, executaram coreografias complexas que se integravam aos beats eletrônicos, reforçando o tema “Keep Art Human”.
- 45 bailarinos coreografados por Urban Theory
- 1500 drones formando figuras 3D no céu
- Painéis de LED e projeções interativas
Além da dança, o cantor Zeeba subiu ao palco para cantar o hit “Hear Me Now”, enquanto Alok apresentava a versão acústica de “Ocean” e “Never Let Me Go” ao lado de seus dois filhos, que participaram do momento segurando microfones de brinquedo.
Conexão com as raízes: funk carioca e raves
Alok não esqueceu de suas origens brasileiras ao incluir um medley de funk carioca, com “Rap da Felicidade” e “Nova Geração”. O trecho trouxe a energia das ruas do Rio para o festival, fazendo a plateia cantar junto e dançar ao ritmo contagiante do funk. A combinação de funk com eletrônica reforçou a proposta do DJ de criar um som “free spirit”, livre de rótulos e subgêneros.
Na sequência, o artista apresentou o projeto “Rave the World”, que celebra a cultura das raves e dos festivais de música eletrônica que marcaram sua infância. Alok, filho de criadores da Universo Paralello, destacou a importância desses eventos para a formação de sua identidade musical.
Repercussão do público e próximos passos
A plateia, estimada em 100 mil pessoas, recebeu o show com entusiasmo, elogiando a inovação visual e a mistura de estilos. Embora alguns fãs tenham pedido mais close-ups de Alok nos telões, a maioria destacou que a experiência foi única e inesquecível. O DJ também recebeu mensagens de apoio nas redes sociais, onde milhares de usuários compartilharam vídeos dos drones e das coreografias.
Alok retornará ao festival no dia 12 de setembro, desta vez no palco New Dance Order, para apresentar o projeto “Rave the World” e reforçar sua conexão com a cena eletrônica underground. Ele prometeu trazer mais surpresas, incluindo novas colaborações com artistas de K‑pop e mais momentos interativos com o público.
Com a apresentação no Rock in Rio 2026, Alok demonstra que a música eletrônica brasileira pode dialogar com tendências globais sem perder sua essência. O show reforça a ideia de que a arte, quando combinada com tecnologia e criatividade, tem o poder de transcender fronteiras e unir diferentes culturas em um único ritmo.








