Uma pesquisa realizada pelo Datafolha, divulgada na última sexta-feira (11), mostrou que a maioria dos brasileiros já tem definição sobre em quem votar nas próximas eleições presidenciais. O levantamento, que contou com mais de dois mil entrevistas, aponta que 75% dos respondentes se consideram totalmente decididos, enquanto 25% ainda podem mudar de opinião. Os dados foram coletados entre os dias 8 e 10 de setembro, em todo o território nacional.
Perfil da decisão dos eleitores
O estudo entrevistou 2.002 pessoas com idade igual ou superior a 16 anos, seguindo a metodologia padrão do Datafolha. A margem de erro geral é de 2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%, o que garante a robustez dos resultados. O registro oficial da pesquisa no Tribunal Superior Eleitoral é BR-01833/2026.
Os entrevistados foram distribuídos de forma representativa entre as regiões, classes sociais e faixas etárias, permitindo uma visão abrangente do clima eleitoral. A maioria dos participantes, 75%, afirmou estar totalmente decidida quanto ao voto para presidente, indicando um cenário de consolidação de preferências.
Por outro lado, 25% dos eleitores ainda se declararam indecisos ou suscetíveis a mudar de escolha até o dia da votação. Esse grupo pode ser decisivo nas urnas, já que ainda não está alinhado a nenhum candidato específico.
Detalhamento por candidato
Os números detalhados por candidato revelam variações significativas nas margens de erro, dependendo do tamanho da amostra de cada segmento. A seguir, apresentamos os percentuais de intenção de voto, acompanhados da margem de erro respectiva:
- Lula – 45% (margem de erro de 3 pontos percentuais)
- Flávio Bolsonaro – 22% (margem de erro de 4 pontos percentuais)
- Augusto Cury – 9% (margem de erro de 14 pontos percentuais)
- Ronaldo Caiado – 8% (margem de erro de 11 pontos percentuais)
- Renan Santos – 7% (margem de erro de 9 pontos percentuais)
- Romeu Zema – 5% (margem de erro de 3 pontos percentuais)
É importante notar que as margens de erro mais amplas, como as de 14 e 11 pontos percentuais, correspondem a candidatos com menor número de entrevistados, o que pode influenciar a precisão dos resultados.
Além dos percentuais, a pesquisa também analisou a distribuição geográfica dos eleitores, destacando que o candidato Lula mantém forte liderança nas regiões Nordeste e Sudeste, enquanto Flávio Bolsonaro tem maior apoio nas áreas Sul e Centro-Oeste.
Motivações para o voto
Quando questionados sobre os motivos que os levaram a escolher determinado candidato, 64% dos entrevistados responderam que a decisão se baseou nas propostas apresentadas pelos presidenciáveis. Essa maioria demonstra que o discurso de programa ainda tem peso relevante na decisão do eleitorado.
Por outro lado, 28% afirmaram que seu voto foi motivado pela estratégia de impedir a eleição de outro candidato, um comportamento conhecido como voto de “rejeição”.
Os 7% que declararam desconhecer o motivo da escolha e os 1% que deram outra resposta completam o panorama de racionalidade eleitoral.
Esses dados foram organizados em uma lista que evidencia as principais razões:
- Propostas de governo – 64%
- Voto de rejeição a outro candidato – 28%
- Indecisão ou desconhecimento – 7%
- Outras motivações – 1%
A predominância das propostas indica que campanhas focadas em políticas públicas podem ter maior eficácia, enquanto a parcela que vota por rejeição pode ser influenciada por ataques e estratégias negativas.
Implicações para a campanha
Com 75% dos eleitores já decididos, os candidatos que lideram as intenções de voto têm maior margem para consolidar seu apoio e mobilizar a base. Para Lula, que lidera com 45%, o desafio será transformar essa vantagem em comparecimento efetivo nas urnas.
Flávio Bolsonaro, com 22% de intenção, ainda tem espaço para crescer, especialmente entre os indecisos que podem ser persuadidos por propostas de segurança e economia.
Os candidatos com menor apoio, como Augusto Cury e Ronaldo Caiado, enfrentam margens de erro elevadas, o que indica que pequenas variações na campanha podem gerar mudanças significativas nos números.
Os 25% de eleitores ainda indecisos são o principal alvo das estratégias de comunicação nas próximas semanas. Campanhas que enfatizem propostas concretas, debates claros e respostas a críticas podem conquistar parte desse público.
Além disso, a presença de um considerável número de eleitores que votam por rejeição sugere que ataques a adversários ainda podem influenciar o cenário, tornando a retórica negativa um elemento a ser monitorado.
Em resumo, a pesquisa do Datafolha oferece um panorama detalhado que pode orientar decisões estratégicas de campanha, destacando a importância de propostas claras, a necessidade de mobilizar a base decidida e a oportunidade de conquistar o eleitor ainda em dúvida.








