Lula tem vantagem sobre Flávio Bolsonaro na maior colônia eleitoral do Norte, segundo a pesquisa divulgada nesta sexta‑feira, 11 de setembro, entre os eleitores do estado do Pará. A sondagem indica que o presidente do PT possui 44,7% das intenções de voto, enquanto o senador do PL registra 37,2%. O levantamento foi realizado pela AtlasIntel, que utiliza margem de erro de três pontos percentuais.
Desempenho dos candidatos presidenciais
Os números revelam que Luiz Inácio Lula da Silva mantém a liderança, embora tenha registrado leve queda em relação à pesquisa anterior, publicada em agosto, quando alcançava 48,9% das preferências. Flávio Bolsonaro, por sua vez, consolidou a segunda posição com 37,2%, um resultado que ainda está dentro da margem de erro, mas demonstra a competitividade da disputa. A diferença entre os dois candidatos gira em torno de sete pontos percentuais, o que pode ser decisivo nas urnas.
Além dos dois principais, a pesquisa aponta que outros candidatos ainda ocupam percentuais modestos, mas que podem influenciar o resultado final ao atrair eleitores indecisos. Por exemplo, Augusto Cury, do Avante, registrou aumento significativo, passando de 2,5% para 9,2% nas últimas semanas, um salto que merece atenção dos analistas políticos. Esse crescimento pode refletir estratégias de campanha mais agressivas ou mudanças no perfil do eleitorado.
- Lula (PT): 44,7%
- Flávio Bolsonaro (PL): 37,2%
- Augusto Cury (Avante): 9,2%
É importante notar que a margem de erro de três pontos percentuais permite variações que podem inverter a ordem de colocação em cenários hipotéticos, sobretudo se houver mobilização de eleitores de última hora. Portanto, embora a liderança de Lula seja clara na pesquisa, o cenário ainda comporta reviravoltas até o dia da votação.
Candidatos aliados na disputa estadual
Na corrida para o governo do Pará, o candidato apoiado por Lula, Hana Ghassan, do MDB, aparece à frente das demais pretensões, consolidando a tendência de fortalecimento da base presidencial nas eleições estaduais. Helder Barbalho, também do MDB e aliado ao presidente, lidera a disputa pelo Senado, mantendo a tradição de apoio ao governo federal nas casas legislativas.
Esses resultados reforçam a estratégia de integração entre a candidatura presidencial e os candidatos locais, buscando criar uma rede de apoio que potencialize a presença do PT e de seus aliados no Norte. A sinergia entre as campanhas pode gerar efeitos de arrasto, beneficiando tanto o candidato à presidência quanto os concorrentes ao governo e ao Senado.
Entretanto, a dinâmica local ainda apresenta desafios, como a presença de lideranças regionais que podem atrair eleitores por meio de questões específicas, como desenvolvimento econômico, segurança pública e políticas de infraestrutura. Esses fatores podem alterar o panorama eleitoral, exigindo ajustes constantes nas estratégias de campanha.
Análise da variação nas intenções de voto
A diminuição de Lula de 48,9% para 44,7% pode ser atribuída a diversos fatores, entre eles a intensificação da campanha de Flávio Bolsonaro, que tem investido em mídia digital e visitas a municípios estratégicos. Além disso, o clima de desgaste político e as discussões sobre a economia nacional podem ter gerado dúvidas entre eleitores indecisos.
O salto de Augusto Cury, por outro lado, indica que candidatos fora do eixo tradicional podem ganhar espaço ao apresentar propostas diferenciadas ou ao explorar nichos de eleitores insatisfeitos com os grandes partidos. Essa ascensão pode ser impulsionada por campanhas nas redes sociais, debates televisivos e a presença de lideranças locais que endossam sua candidatura.
- Fatores que favorecem Lula: apoio de lideranças regionais, histórico de políticas sociais.
- Fatores que favorecem Flávio: campanha agressiva, foco em segurança pública.
- Fatores que impulsionam Augusto Cury: discurso inovador, presença digital forte.
Analistas apontam que a proximidade da margem de erro aumenta a importância de estratégias de mobilização de base, como o transporte de eleitores para as urnas e a intensificação do contato direto com o eleitorado nas últimas semanas de campanha. A capacidade de converter intenção em voto efetivo será determinante para o desfecho da disputa.
Metodologia da pesquisa
A AtlasIntel coletou 1.212 entrevistas pela internet entre os dias 5 e 10 de setembro, utilizando amostragem probabilística que garante representatividade dos eleitores do Pará. A margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos foi calculada com nível de confiança de 95%, padrão em pesquisas eleitorais no Brasil.
O protocolo de registro na Justiça Eleitoral está identificado pelos números PA-09626/2026 e BR-07955/2026, o que assegura a transparência e a legalidade do levantamento. A pesquisa também considerou fatores demográficos como idade, gênero, nível de escolaridade e região de residência, buscando refletir a diversidade do eleitorado paraense.
Entretanto, a coleta exclusivamente online pode excluir eleitores com acesso limitado à internet, o que representa uma limitação metodológica que deve ser considerada ao interpretar os resultados. Ainda assim, a AtlasIntel afirma que os ajustes estatísticos realizados mitigam esse viés, proporcionando uma visão confiável das tendências eleitorais no estado.








