Rosela, estudante de 22 anos do Peru, aprendeu português em oito meses para participar do Rock in Rio, o maior festival de música da América Latina. Ela chegou ao Rio de Janeiro na sexta‑feira, 11 de setembro de 2024, acompanhada da mãe e de uma amiga. O trio desembarcou na Cidade do Rock, onde a programação especial de K‑pop já reunia milhares de fãs.
A jornada de aprendizado de Rosela
Motivada pela paixão pelo K‑pop, Rosela decidiu investir tempo e esforço para dominar o idioma antes da viagem. Ela utilizou aplicativos de ensino, aulas particulares e sessões de conversação online com brasileiros. Cada dia de estudo incluía vocabulário de música, frases de convivência e prática de pronúncia.
O processo de aprendizagem também foi reforçado por imersão cultural. Rosela assistia a séries brasileiras, ouvia podcasts de música e participava de grupos de estudo no WhatsApp. Essa rotina disciplinada lhe permitiu alcançar um nível intermediário que facilitou a comunicação no festival.
Além do idioma, Rosela preparou um roteiro detalhado da viagem. Ela pesquisou pontos turísticos, opções de transporte e locais de alimentação que aceitavam pagamento em reais. Essa organização ajudou a reduzir a ansiedade de estar em um país estrangeiro.
Chegada ao festival e a primeira experiência
Ao chegar à fila da Cidade do Rock, Rosela percebeu a energia contagiante dos fãs que esperavam para entrar nas áreas dedicadas ao K‑pop. O clima era de expectativa, com bandeiras coloridas, luzes neon e músicas tocando ao fundo.
Rosela, vestindo uma camiseta com a bandeira do Peru e o rosto de Felix, integrante do Stray Kids, destacou-se na multidão. Ela usou a oportunidade para praticar o português com outros fãs, trocando cumprimentos e compartilhando histórias de como descobriu o grupo.
Durante a primeira noite, Rosela e suas companheiras foram ao palco principal, onde o Stray Kids se apresentou. Ela descreveu a sensação de cantar junto, gritar frases em português e sentir a vibração da plateia.
- Itens que Rosela levou: bandeira do Peru, camiseta do Stray Kids, caderno de anotações, carregador portátil e protetor solar.
- Aplicativos usados no aprendizado: Duolingo, Babbel, Tandem e YouTube.
- Atividades de integração: encontros de fãs, workshops de dança e sessões de fotos.
Conexões culturais e descobertas no Rio
Além do festival, Rosela aproveitou a estadia para visitar o Cristo Redentor, um dos cartões‑postais mais famosos do Brasil. Lá, ela encontrou turistas de várias nacionalidades, incluindo argentinos, colombianos e americanos.
Ao conversar com esses viajantes, Rosela praticou ainda mais o português, mas também compartilhou palavras em espanhol e quechua, criando uma troca cultural rica. Ela descreveu a sensação de ver o Rio de cima, com a baía brilhando ao sol.
Na zona sul, o grupo se hospedou em Copacabana, onde desfrutou de caminhadas à beira‑mar, experimentou açaí e aprendeu a dizer “obrigado” e “por favor” com naturalidade. Cada refeição virou uma aula prática de etiqueta e vocabulário.
Rosela também participou de um painel sobre música latina, onde discutiu a influência do K‑pop na América Latina. Ela destacou como a língua e a cultura se entrelaçam, criando pontes entre países distantes.
O impacto da experiência para o futuro
Ao final da viagem, Rosela sentiu que seu esforço havia valido a pena. Ela não apenas assistiu a shows inesquecíveis, mas também desenvolveu habilidades linguísticas que abrirão portas acadêmicas e profissionais.
Como estudante prestes a ingressar na universidade, Rosela pretende continuar estudando português e talvez cursar relações internacionais. Ela acredita que a fluência no idioma será um diferencial competitivo no mercado de trabalho.
Além disso, Rosela compartilhou sua história nas redes sociais, inspirando outros jovens latino‑americanos a aprender novos idiomas para viver experiências culturais. Seu relato gerou mais de 50 mil visualizações e centenas de comentários de apoio.
Em resumo, a jornada de Rosela demonstra que a combinação de paixão, disciplina e curiosidade pode transformar um sonho em realidade. Seu exemplo serve de convite para que mais pessoas cruzem fronteiras, aprendam novas línguas e descubram a riqueza das trocas culturais.








