Uma pesquisa realizada pelo instituto Datafolha, divulgada nesta sexta-feira, 11 de setembro de 2026, apontou o ex-prefeito Eduardo Paes como o candidato mais bem posicionado na corrida pelo governo do Rio de Janeiro. O levantamento revela que 43% dos eleitores entrevistados pretendem votar em Paes, consolidando sua liderança no cenário eleitoral. A pesquisa foi feita em todo o estado, abrangendo diversas regiões e perfis socioeconômicos.
Cenário atual da disputa
Os números colocam Eduardo Paes, do PSD, à frente da disputa, com quase metade dos entrevistados indicando preferência por ele. Em segundo lugar, Douglas Ruas, do PL, que tem vínculo direto com o presidente da Assembleia Legislativa e apoio do senador Flávio Bolsonaro, aparece com 25% das intenções de voto. O ex-governador Anthony Garotinho, filiado aos Republicanos, ocupa a terceira posição, com 10% das respostas.
Essa configuração reflete a dinâmica de campanha que se intensificou nas últimas semanas, com os candidatos investindo em mídia, visitas a municípios e debates. A presença de figuras nacionais, como Flávio Bolsonaro ao lado de Ruas, também tem influenciado a percepção dos eleitores, sobretudo nas áreas metropolitanas.
Evolução dos candidatos nas últimas semanas
Comparado ao levantamento anterior, divulgado em 21 de agosto, Eduardo Paes avançou de 41% para 43% das intenções de voto, ampliando sua margem de vantagem. Esse aumento pode estar associado à estratégia de reforçar a imagem de gestor experiente, destacando projetos concluídos durante sua gestão como prefeito da capital.
Douglas Ruas registrou um salto significativo, passando de 19% para 25% nas últimas semanas. O crescimento coincidiu com o início do horário eleitoral gratuito e a intensificação de encontros presenciais, além da associação com a bancada bolsonarista, que tem mobilizado eleitores conservadores.
Anthony Garotinho mostrou estabilidade, subindo apenas de 9% para 10%, apesar das controvérsias jurídicas que cercam sua candidatura. O registro indeferido pela Justiça Eleitoral na tarde do dia 11 não pareceu abalar completamente seu núcleo de apoio, que permanece fiel ao seu legado político.
Detalhes metodológicos da pesquisa
Foram entrevistadas 1.204 pessoas entre os dias 8 e 10 de setembro, em amostra representativa do eleitorado fluminense. A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais, com nível de confiança de 95%, o que garante a robustez dos resultados.
O levantamento foi registrado na Justiça Eleitoral sob o número RJ-09217/2026, assegurando a transparência e a legalidade do processo de coleta de dados. A metodologia incluiu entrevistas presenciais e por telefone, garantindo cobertura tanto de áreas urbanas quanto rurais.
- Eduardo Paes (PSD) – 43% das intenções de voto
- Douglas Ruas (PL) – 25% das intenções de voto
- Anthony Garotinho (Republicanos) – 10% das intenções de voto
Os demais candidatos que participaram da pesquisa ficaram abaixo da marca de 5%, indicando que ainda precisam ampliar sua visibilidade e consolidar propostas que atraiam eleitores indecisos.
Implicações para a campanha
Com a liderança consolidada, Eduardo Paes tem agora a oportunidade de transformar a vantagem em votos efetivos nas urnas. Seu desafio será manter a coesão da base e atrair eleitores que ainda estão indecisos, especialmente em regiões onde a concorrência ainda é forte.
Para Douglas Ruas, o crescimento recente sugere que a estratégia de alianças com lideranças nacionais pode estar rendendo frutos. O candidato deverá intensificar a presença em cidades do interior e reforçar a mensagem de continuidade das políticas de segurança pública.
Anthony Garotinho, apesar das dificuldades judiciais, ainda conta com um núcleo de apoio que pode ser decisivo em municípios onde sua figura ainda tem grande peso histórico. A decisão da Justiça Eleitoral poderá redefinir seu caminho, mas a base ainda demonstra lealdade.
Os próximos passos das campanhas incluirão debates televisivos, visitas a comunidades vulneráveis e a ampliação de propostas econômicas que atendam às demandas de desemprego e inflação. O cenário pode mudar rapidamente, sobretudo se surgirem novos escândalos ou alianças inesperadas.
Em síntese, a pesquisa Datafolha oferece um panorama claro do momento atual, mas também ressalta a volatilidade típica das eleições brasileiras, onde a opinião pública pode mudar de forma abrupta nas semanas que antecedem o voto.








