Uma pesquisa realizada pelo BTG/Nexus revelou, nesta terça‑feira, 8 de setembro, que Flávio Bolsonaro tem grande vantagem sobre Luiz Inácio Lula da Silva entre eleitores evangélicos. O levantamento, que entrevistou 2.002 eleitores por telefone, traz dados que podem redefinir estratégias para a disputa presidencial. Os resultados mostram contrastes marcantes entre diferentes grupos religiosos e o panorama geral da corrida.
Desempenho no primeiro turno
No primeiro turno, Flávio Bolsonaro aparece com 45% das intenções de voto entre os evangélicos, enquanto Lula registra apenas 27%. Essa diferença de 18 pontos percentuais evidencia a força da base religiosa conservadora ao redor do senador. No conjunto da amostra, porém, Lula lidera com 39% contra 35% de Flávio, indicando que a maioria dos eleitores não pertence ao segmento evangélico.
Outros candidatos ocupam posições bem menores. Augusto Cury, do Avante, alcança 9% das intenções, seguido por Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão), ambos com 4%. Zema, do Novo, registra 1%, e os demais candidatos somam 2%.
- Flávio Bolsonaro – 45% (evangélicos) / 35% (geral)
- Lula – 27% (evangélicos) / 39% (geral)
- Augusto Cury – 9% (geral)
- Ronaldo Caiado – 4% (geral)
- Renan Santos – 4% (geral)
Cenário no segundo turno
Quando a simulação considera um confronto direto entre os dois principais candidatos, a vantagem de Flávio entre os evangélicos aumenta ainda mais. Ele chega a 58% das preferências, enquanto Lula registra 31%, resultando em um abismo de 27 pontos percentuais. Essa disparidade reforça a importância do voto religioso em um eventual segundo turno.
No total dos entrevistados, a disputa se torna praticamente equilibrada: Flávio registra 46% e Lula 45%, com 8% de eleitores optando por branco ou nulo e 1% sem resposta. A diferença de um ponto está dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais, o que indica um empate técnico.
Comparativo por religião
Além dos evangélicos, a pesquisa detalha o comportamento de outros grupos religiosos. Entre os católicos, Lula lidera com 43% contra 34% de Flávio. No segmento que reúne outras religiões, o presidente obtém 47% enquanto o senador fica com 27%.
Os eleitores que se declaram sem religião apresentam a maior vantagem para Lula: 47% a 21% para Flávio. Esses números demonstram que a força de Flávio está concentrada quase que exclusivamente no eleitorado evangélico, enquanto Lula mantém apoio mais amplo entre católicos, outras religiões e não‑crentes.
- Católicos – Lula 43% / Flávio 34%
- Outras religiões – Lula 47% / Flávio 27%
- Sem religião – Lula 47% / Flávio 21%
Implicações políticas e estratégicas
Os resultados sugerem que a campanha de Flávio Bolsonaro deve focar na manutenção e ampliação de sua base evangélica, investindo em mensagens que ressoem com valores conservadores. Ao mesmo tempo, será crucial buscar apoio em outros segmentos para reduzir a dependência de um único grupo.
Lula, por sua vez, pode explorar sua vantagem entre católicos, outras religiões e eleitores sem afiliação religiosa, reforçando a narrativa de inclusão social e diversidade. Estratégias de alianças com lideranças evangélicas moderadas podem ser decisivas para reduzir a diferença no segundo turno.
O cenário ainda está sujeito a variações, já que a margem de erro permite pequenas flutuações nos números. Contudo, a consistência dos dados indica que a polarização religiosa está se tornando um fator determinante na corrida presidencial.
Em termos de comunicação digital, o uso de conteúdo segmentado, como vídeos e mensagens específicas para cada grupo religioso, pode aumentar a eficácia das campanhas. A análise de dados de redes sociais também pode identificar micro‑influenciadores dentro das comunidades evangélicas.
Por fim, a pesquisa reforça a necessidade de monitorar continuamente a opinião pública, especialmente em períodos críticos como a proximidade das eleições. A capacidade de ajustar estratégias rapidamente pode ser o diferencial entre vitória e derrota.








