A Expedição Katerre oferece uma imersão de cinco dias nas águas negras do Rio Negro, a partir de outubro de 2023, com partida em Novo Airão, a cerca de 200 km de Manaus. A proposta combina conforto de alto padrão, contato direto com a floresta amazônica e projetos de desenvolvimento local. O objetivo é transformar a viagem em uma experiência de aprendizado, respeito ambiental e apoio às comunidades ribeirinhas.
Um conceito de luxo consciente
O novo luxo não se mede pelo brilho das joias ou pela ostentação de marcas, mas pela capacidade de proporcionar momentos autênticos e sustentáveis. Na Expedição Katerre, cada detalhe foi pensado para reduzir impactos e gerar benefícios reais para quem vive à margem dos rios. A filosofia nasce da experiência do empresário paulistano Ruy Tone, que, após conhecer o Nkwichi Lodge em Moçambique, decidiu criar um modelo de turismo que fosse ao mesmo tempo exclusivo e socialmente responsável.
Os barcos da frota são construídos com materiais locais e projetados para operar com baixa emissão de poluentes. As cabines, embora compactas, contam com acabamento de alta qualidade, ventilação natural e isolamento térmico, garantindo conforto sem a necessidade de ar‑condicionado excessivo. Esse equilíbrio entre rusticidade e sofisticação cria o que a empresa chama de “rustique chic”.
Roteiros e paisagens inesquecíveis
Os itinerários partem de Novo Airão e seguem pelos principais atrativos do baixo e médio Rio Negro. Entre os pontos de parada, destaca‑se o arquipélago de Anavilhanas, o segundo maior conjunto de ilhas fluviais do mundo, onde a água escura forma reflexos dourados ao nascer do sol. Outra parada obrigatória é o Parque Nacional do Jaú, reserva de biodiversidade que abriga centenas de espécies de aves, mamíferos e peixes.
Durante a navegação, os passageiros têm a oportunidade de observar a fauna em seu habitat natural, como botos cor de rosa, macacos-prego e onças‑da‑floresta. Os guias locais, especialistas em biologia e cultura indígena, conduzem expedições a pé nas trilhas da selva, explicando o papel das plantas medicinais e das técnicas de pesca tradicional.
- Visita ao Santuário de Anavilhanas
- Passeio guiado pelo Parque Nacional do Jaú
- Observação de aves e mamíferos em ponto de observação flutuante
- Encontro com comunidades ribeirinhas para troca cultural
Compromisso com as comunidades ribeirinhas
Um dos pilares da Expedição Katerre é o apoio direto às populações que habitam as margens dos rios. Parte da receita das viagens é revertida para projetos de educação, saúde e geração de renda. Por exemplo, a empresa financia a construção de salas de aula equipadas com recursos digitais em aldeias que antes dependiam de escolas improvisadas.
Além disso, os turistas participam de oficinas de artesanato, aprendendo técnicas de tecelagem e cerâmica que são transmitidas de geração em geração. O resultado é a criação de uma cadeia de valor onde o visitante paga por uma experiência autêntica e, ao mesmo tempo, contribui para a preservação cultural e econômica da região.
Conforto a bordo e experiências gastronômicas
Os barcos da Expedição Katerre oferecem oito cabines refrigeradas, todas com banheiro privativo e vista panorâmica para o rio. As refeições são preparadas por chefs que utilizam ingredientes locais, como peixes frescos, frutas da mata e ervas amazônicas, sempre respeitando a identidade culinária da região. O cardápio varia diariamente, incorporando pratos típicos como tacacá, pato no tucupi e sobremesas à base de cupuaçu.
Para quem busca momentos de relaxamento, a embarcação dispõe de áreas de convivência ao ar livre, onde é possível ler, meditar ou simplesmente observar a névoa que se levanta sobre a água ao amanhecer. O ambiente é pensado para incentivar a desaceleração, permitindo que cada passageiro “viva” a Amazônia ao invés de apenas “visitar”.
Em resumo, a Expedição Katerre transforma uma viagem de luxo em um ato de responsabilidade social e ambiental, oferecendo aos viajantes a chance de se conectar profundamente com a maior floresta tropical do planeta enquanto contribuem para o bem‑estar das comunidades que a habitam.








