Joyce Moreno apresenta seu mais recente disco na sexta‑feira, 30 de outubro, em lançamento nacional e internacional. O lançamento acontece simultaneamente nas plataformas digitais, nas lojas físicas de São Paulo e no catálogo da gravadora inglesa Far Out Recordings. A obra traz nove faixas que mesclam samba, jazz e influências afro‑soul, reforçando a presença da artista no cenário musical contemporâneo.
O contexto da nova obra
Depois de quase três décadas de parceria com a Far Out Recordings, a cantora e violonista decide retomar o espírito da chamada “hard bossa” que marcou seu álbum de estreia em 1999. O novo projeto surge em um momento de renovação artística, quando a música brasileira ganha mais espaço nas playlists globais.
O disco foi gravado no Rio de Janeiro, cidade que sempre inspirou a sonoridade de Joyce. A produção ficou a cargo da própria artista, ao lado do baterista e companheiro de vida, Tutty Moreno, que também co‑produz todas as faixas.
Além da produção, a obra conta com a participação de familiares: a filha Ana Martins integra o coro em algumas músicas, enquanto os netos Miguel Martins e Tom Andrade acrescentam vozes infantis que trazem leveza ao conjunto.
As faixas e colaborações
O álbum abre com um afro‑samba de tonalidade grave que define o clima da gravação. Em seguida, surge um samba‑jazz que mistura esperança e melancolia, com letras que convidam o ouvinte a respirar fundo e seguir adiante.
Entre as nove músicas, destacam‑se duas regravações que conectam o passado ao presente. A primeira é uma nova versão de “Aldeia de Ogum”, originalmente lançada em 1980, agora enriquecida com arranjos de sopro assinados por Nailor Proveta. A segunda é a interpretação de “Beija‑me”, clássico de 1939, que ganha nova vida com a orquestração de metais e ritmo contagiante.
Um tributo ao guitarrista Toninho Horta aparece na forma de um instrumental intitulado “Chovendo na Horta (For my brother Toninho)”, onde o próprio Horta participa da gravação, reforçando o laço entre gerações de músicos brasileiros.
- Afro‑samba de abertura
- Samba‑jazz de esperança
- Regravação de “Aldeia de Ogum”
- Homenagem a Toninho Horta
- Versão de “Beija‑me”
- Balada melancólica “Saudade”
- Final instrumental “4:08” com trompete de José Arimatéa
A faixa final, cantada em inglês, encerra o disco com um toque de trompete que reforça a fusão entre o jazz europeu e a batida brasileira.
A produção e o legado
A equipe musical inclui Jorge Helder nos baixos acústico e elétrico, Lula Galvão no violão e guitarra, e Marcos Nimrichter nos teclados Fender Rhodes. Cada músico traz sua identidade, mas todos seguem a liderança de Joyce, que mantém o violão como elemento central.
O álbum foi disponibilizado em formatos físico e digital, incluindo vinil LP e CD, atendendo aos colecionadores que valorizam o som analógico. A edição em vinil destaca a arte da capa, fotografada por Elisa Maciel, que captura a essência da artista em um cenário intimista.
Ao analisar o conjunto, percebe‑se que a obra não busca apenas reproduzir estilos antigos, mas sim reinterpretá‑los com frescor. O resultado é um disco que equilibra groove, melodia e poesia, confirmando Joyce Moreno como uma das maiores guardiãs da bossa contemporânea.
Com este lançamento, a cantora reafirma seu papel de ponte entre o Brasil e o público internacional, mostrando que a música brasileira continua relevante e inovadora, mesmo após décadas de carreira.








