A empresa brasileira GoHacking atuará como coordenadora técnica da competição de cibersegurança Centenela Digital I, que será realizada no dia 5 de novembro de 2024 em Quito, capital do Equador. O evento, organizado pelo Exército do Equador em parceria com a Junta Interamericana de Defesa, reúne equipes de diversos países latino‑americanos para enfrentar desafios de segurança digital.
Contexto e objetivos da Centinela Digital I
O Centinela Digital I surge como resposta à crescente necessidade de cooperação entre nações para enfrentar ameaças cibernéticas que ultrapassam fronteiras. A iniciativa tem como metas principais:
- Estimular o intercâmbio de conhecimentos técnicos entre profissionais de segurança da informação.
- Fortalecer a capacidade de resposta das Forças Armadas latino‑americanas diante de ataques digitais.
- Promover a criação de uma cultura de prontidão cibernética na região.
Além disso, o evento busca demonstrar que a defesa cibernética não pode ser tratada de forma isolada, exigindo esforços coordenados entre governos, setor privado e academia.
A participação da GoHacking como coordenadora técnica
Após ter atuado no Exercício Guardião Cibernético 8.0, organizado pelo Exército brasileiro, a GoHacking foi convidada para coordenar tecnicamente a competição equatoriana. Junior Santos, CFO e sócio da empresa, destacou a importância dessa experiência para ampliar a atuação internacional da companhia.
Como coordenadora técnica, a GoHacking será responsável por:
- Definir os cenários de ataque e defesa que compõem os desafios do Capture the Flag (CTF).
- Garantir a integridade e a imparcialidade do ambiente de competição.
- Fornecer suporte técnico às equipes participantes durante todo o evento.
Essas atribuições permitem que a empresa compartilhe boas práticas, metodologias avançadas e ferramentas de ponta com os demais países envolvidos.
Formato da competição e programação de conferências
A Centinela Digital I adota o formato Capture the Flag (CTF), no qual equipes competem para resolver desafios que simulam situações reais de vulnerabilidades, exploração de sistemas e análise forense. Cada desafio é pontuado de acordo com sua complexidade e o tempo de resolução.
Além do CTF, a programação inclui um ciclo de conferências especializadas, abordando temas como:
- Estratégias de defesa em redes críticas.
- Inteligência de ameaças cibernéticas na América Latina.
- Impactos de conflitos geopolíticos na segurança digital.
- Desenvolvimento de políticas públicas para resiliência cibernética.
Os palestrantes contarão com a participação de especialistas militares, acadêmicos e representantes de empresas de tecnologia, criando um ambiente rico para debates e aprendizado.
Importância da cooperação internacional em cibersegurança
Os recentes conflitos entre Rússia e Ucrânia, bem como as tensões entre Israel e Irã, evidenciaram como ataques digitais podem comprometer infraestruturas críticas e serviços essenciais em múltiplas nações simultaneamente. Esses episódios reforçam a necessidade de preparação pré‑via, treinamento constante e colaboração transfronteiriça.
Junior Santos enfatiza que a América Latina ainda está em uma fase reativa diante das ameaças cibernéticas. Ele afirma que “a defesa de um país começa muito antes de um ataque, com a preparação das instituições e o treinamento de profissionais”.
Ao reunir participantes de países como Equador, Colômbia, Peru, Chile e Brasil, a Centinela Digital I cria um espaço para que estratégias de mitigação sejam testadas em conjunto, facilitando a criação de protocolos comuns e a padronização de respostas.
Entre os benefícios esperados, destacam‑se:
- Troca de experiências práticas entre equipes de defesa cibernética.
- Identificação de vulnerabilidades recorrentes em sistemas governamentais.
- Desenvolvimento de soluções colaborativas que podem ser adotadas por múltiplas nações.
Essa abordagem colaborativa é vista como essencial para enfrentar ameaças cada vez mais sofisticadas, que utilizam técnicas avançadas de engenharia social, ransomware e ataques de negação de serviço distribuídos (DDoS).
Perspectivas futuras e legado do evento
Com a conclusão da Centinela Digital I, os organizadores pretendem criar um calendário permanente de exercícios regionais, incorporando lições aprendidas e expandindo a participação para outras nações da OEA. O objetivo é transformar o evento em um ponto de referência anual para a ciberdefesa latino‑americana.
Para a GoHacking, a experiência representa um marco estratégico, permitindo que a empresa consolide sua reputação como líder em serviços de segurança da informação e amplie sua rede de parceiros internacionais.
Ao final da competição, os resultados serão compilados em um relatório técnico que será compartilhado com as Forças Armadas participantes, autoridades governamentais e instituições acadêmicas, contribuindo para a construção de políticas de segurança mais robustas.
Em síntese, a Centinela Digital I demonstra que, diante de um cenário global cada vez mais volátil, a união de esforços entre países, empresas e especialistas é a melhor defesa contra ameaças que não reconhecem fronteiras.








