No último domingo, 25 de outubro de 2026, os eleitores de todo o Brasil concluíram o segundo turno das eleições estaduais, definindo quem assumirá os governos dos 26 estados e do Distrito Federal a partir de janeiro de 2027. A disputa foi intensa em diversas regiões, e os resultados confirmaram tendências observadas no primeiro turno. Agora, o país conhece os novos chefes do executivo estadual.
Resultados do segundo turno
Seis estados tiveram a definição de seus governadores no domingo. Entre eles estão Acre, Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Tocantins. Em cada um desses locais, a votação ultrapassou a marca de 50% de aprovação para o vencedor, demonstrando maior clareza nas preferências do eleitorado.
No Acre, Tarcísio de Freitas (PP) manteve a liderança conquistada no primeiro turno, ampliando sua margem e garantindo a vitória com 58,3% dos votos válidos. Em Amazonas, a disputa foi mais acirrada, mas Celina Leão (PP) saiu vitoriosa ao alcançar 57,2% no segundo turno, superando o candidato do PT.
O Distrito Federal registrou a eleição de Celina Leão (PP) novamente, desta vez com 57,2% dos votos, derrotando Leandro Grass (PT) que obteve 42,8%. No Espírito Santo, Douglas Ruas (PL) foi confirmado como governador após a Justiça anular os votos de Anthony Garotinho, elevando seu percentual para 61,4% contra 38,6% do adversário.
No Rio Grande do Norte, Cadu de Lula (PT) venceu por uma margem estreita, obtendo 50,8% dos votos frente a 49,2% de Alysson (União Brasil). Por fim, no Tocantins, Vicentinho Júnior (PSDB) reverteu a situação do primeiro turno e conquistou 64,5% dos votos, deixando o candidato da União Brasil com 35,5%.
Análise dos vencedores
Os resultados revelam um panorama diversificado, com representantes de diferentes siglas assumindo os governos. Enquanto o Partido Progressista (PP) consolidou sua presença em três unidades federativas, o Partido dos Trabalhadores (PT) manteve apenas duas vagas, refletindo a fragmentação do cenário político.
Alguns governadores já se destacam pelo histórico de gestão. Omar Aziz (PSD), reeleito no Amazonas, manteve a vantagem de 40,6% no primeiro turno e reforçou seu apoio ao alcançar 61,4% no segundo. Essa continuidade indica confiança dos eleitores na sua política de desenvolvimento sustentável e segurança pública.
Já no Tocantins, Vicentinho Júnior (PSDB) demonstrou capacidade de mobilização ao virar o placar contra a favorita da União Brasil. Seu discurso focado em infraestrutura rural e educação foi decisivo para atrair o eleitorado rural.
Em São Paulo, embora não tenha sido mencionado na lista, a disputa ainda está em andamento, mas a tendência nacional aponta para um equilíbrio entre centro-direita e centro-esquerda, com as regiões Norte e Nordeste apresentando maior apoio ao PP.
Perspectivas para 2027
Com a posse programada para 1º de janeiro de 2027, os novos governadores enfrentarão desafios fiscais, sociais e ambientais. A necessidade de alinhar políticas estaduais com o plano nacional do presidente Lula será crucial, sobretudo nos setores de saúde e educação.
Além disso, a expectativa de reformas tributárias pode impactar diretamente a arrecadação dos estados. Governadores como Cadu de Lula (PT) e Omar Aziz (PSD) precisarão negociar acordos que equilibrem a autonomia estadual com as metas federais.
Os analistas apontam que a estabilidade política nas capitais será essencial para atrair investimentos privados. Estados como o Distrito Federal, sob a liderança de Celina Leão (PP), podem se tornar polos de inovação tecnológica, aproveitando a proximidade com o poder federal.
Por fim, a relação entre os governadores eleitos e os deputados estaduais eleitos no mesmo pleito será determinante para a aprovação de projetos de lei que visam modernizar a infraestrutura e melhorar a qualidade de vida da população.
- Acre – Tarcísio de Freitas (PP)
- Amazonas – Celina Leão (PP)
- Distrito Federal – Celina Leão (PP)
- Espírito Santo – Douglas Ruas (PL)
- Rio Grande do Norte – Cadu de Lula (PT)
- Tocantins – Vicentinho Júnior (PSDB)








