No domingo, 26 de outubro de 2026, quatro dos sete candidatos apoiados por Flávio Bolsonaro foram eleitos governadores nas urnas brasileiras. As vitórias ocorreram em estados espalhados pelo país, reforçando a presença do grupo nas gestões estaduais. O resultado destaca a dinâmica eleitoral entre os apoiadores do presidente da República e do ex‑governador do Rio de Janeiro.
Resultados no Norte e Centro‑Oeste
No Acre, a disputa ficou entre duas lideranças vinculadas ao mesmo bloco político. Mailza Assis, do Partido Progressista (PP), obteve 66,21% dos votos válidos, derrotando Alan Rick, do Republicanos, que ficou com 33,79%.
Já no Distrito Federal, a candidata Celina Leão, também do PP, conquistou 57,18% dos votos, superando Leandro Grass, do PT, que recebeu 42,82%.
Em Amazonas, a situação foi diferente: a professora Maria do Carmo, do Partido Liberal (PL), não conseguiu ultrapassar Omar Aziz, do PSD, aliado ao presidente Lula, que garantiu 61,42% dos votos válidos. Maria do Carmo ficou com apenas 38,58%.
Desempenho no Sudeste e Sul
No Espírito Santo, Lorenzo Pazolini, representante dos Republicanos, venceu com 52,17% dos votos válidos, deixando Ricardo Ferraço, do MDB, com 47,83%.
No Tocantins, Vicentinho Júnior, do PSDB, alcançou 64,52% dos votos, enquanto a professora Dorinha, do União, ficou com 35,48%.
Esses resultados demonstram a capacidade de mobilização dos candidatos alinhados a Flávio Bolsonaro, mesmo diante de adversários de diferentes partidos e ideologias.
Análise do impacto político
As eleições de 2026 revelam um cenário complexo nas alianças partidárias. Enquanto quatro aliados de Flávio Bolsonaro foram eleitos, três ainda permanecem fora do poder, incluindo o caso do Amazonas, onde o candidato pró‑Lula venceu.
Essa divisão evidencia a competitividade entre os dois grandes blocos: o grupo de apoio ao presidente da República e o segmento liderado por Flávio Bolsonaro, que busca consolidar influência nas capitais estaduais.
Os resultados também podem influenciar a estratégia de campanha para o segundo turno da presidência, já que governadores eleitos têm papel crucial na articulação de apoio e na mobilização de eleitores.
Além disso, a presença de candidatos de partidos tradicionais como PP, PSDB, Republicanos e PL indica que a coalizão de Flávio Bolsonaro não se limita a um único partido, mas abrange uma rede diversificada de lideranças regionais.
Os analistas políticos apontam que a vitória de Lorenzo Pazolini no Espírito Santo pode servir de exemplo para futuras disputas em estados com eleitorado mais heterogêneo. Seu discurso focado em segurança pública e desenvolvimento econômico ressoou com uma parcela significativa da população.
Em Tocantins, Vicentinho Júnior utilizou sua experiência como senador para construir uma narrativa de continuidade e estabilidade, o que foi bem recebido pelos eleitores que buscam projetos de infraestrutura.
Já no Distrito Federal, Celina Leão destacou políticas de habitação e mobilidade urbana, temas que têm grande relevância na capital federal, contribuindo para sua vitória sobre o candidato do PT.
- Acre – Mailza Assis (PP) 66,21% vs. Alan Rick (Republicanos) 33,79%
- Distrito Federal – Celina Leão (PP) 57,18% vs. Leandro Grass (PT) 42,82%
- Espírito Santo – Lorenzo Pazolini (Republicanos) 52,17% vs. Ricardo Ferraço (MDB) 47,83%
- Tocantins – Vicentinho Júnior (PSDB) 64,52% vs. Professora Dorinha (União) 35,48%
Por outro lado, a derrota em Amazonas sinaliza que a aliança de Flávio Bolsonaro ainda enfrenta resistência em regiões onde o presidente Lula mantém forte base de apoio. Omar Aziz, do PSD, consolidou sua posição ao obter mais de 60% dos votos.
Essa disparidade entre os resultados estaduais pode influenciar a negociação de cargos e recursos federais, já que governadores eleitos tendem a buscar acordos que beneficiem seus estados.
Em síntese, as eleições de 2026 reforçam a importância das lideranças regionais e a necessidade de alianças estratégicas para alcançar o poder executivo tanto nos estados quanto na esfera nacional.
Os próximos meses serão decisivos para observar como esses novos governadores irão se posicionar em relação ao governo federal e quais serão as implicações para o segundo turno presidencial.








