No domingo, 26 de outubro de 2026, o Brasil concluiu o segundo turno das eleições estaduais, definindo os governadores de seis unidades da federação. Os eleitores decidiram nas urnas quem comandará o Distrito Federal, Espírito Santo, Amazonas, Acre, Tocantins e Rio Grande do Norte para os próximos quatro anos. A seguir, apresentamos o perfil dos candidatos vencedores, suas trajetórias e os números que garantiram a vitória.
Distrito Federal: Celina Leão faz história
Celina Leão (PP) conquistou 57,18% dos votos válidos, superando Leandro Grass (PT), que obteve 42,82%. Com esse resultado, ela se torna a primeira mulher eleita diretamente para governar o Distrito Federal, embora já tenha exercido a função de governadora interina em 2023.
A política de 45 anos, nascida em Goiânia e formada em administração, ingressou na vida pública como deputada federal entre 2019 e 2022. Posteriormente, integrou a chapa de Ibaneis Rocha e assumiu a vice-governadoria, passando ao comando do Palácio do Buriti em março de 2023 quando o titular se afastou para a campanha ao Senado.
Durante seu mandato, Celina manteve alianças com o ex‑presidente Jair Bolsonaro e enfrentou investigações da Operação Drácon, que apontaram suspeitas de improbidade administrativa. Apesar das controvérsias, ela prometeu governar para todos, reforçando políticas sociais e de segurança pública.
Espírito Santo: Lorenzo Pazolini consolida trajetória
Lorenzo Pazolini (Republicanos) venceu com 52,17% dos votos, derrotando Ricardo Ferraço (MDB), que ficou com 47,83%. O resultado confirmou a preferência do eleitorado espartano por um candidato com forte vínculo local e experiência administrativa.
Formado em Direito e natural de Vitória, Pazolini tem 44 anos e iniciou sua carreira como auditor no Tribunal de Contas do Espírito Santo. Em 2007, passou no concurso para delegado da Polícia Civil, atuando em diversas delegacias, inclusive na proteção à criança e ao adolescente.
Ele foi eleito deputado estadual em 2018, prefeito de Vitória em 2020 (58,50% dos votos) e reeleito em 2024 (56,22%). Essa sequência de cargos demonstra sua capacidade de mobilizar a base eleitoral e de implementar projetos de infraestrutura urbana.
Amazonas e Acre: lideranças experientes
Omar Aziz (PSD) conquistou 61,42% dos votos no Amazonas, frente a Maria do Carmo (PL), que ficou com 38,58%. O engenheiro civil, nascido em Garça (SP), construiu sua carreira política no estado amazônico, começando como deputado estadual em 1990.
Após servir como vice‑prefeito de Manaus (1997‑2002) e vice‑governador ao lado de Eduardo Braga (2002‑2010), Aziz assumiu a governadoria em 2010, quando Braga renunciou para concorrer ao Senado. Ele foi reeleito e permaneceu no cargo até 2022, acumulando experiência em gestão de recursos naturais e desenvolvimento regional.
Mailza Assis (PT) foi eleita governadora do Acre com 54,33% dos votos, derrotando o candidato do PL, que obteve 45,67%. Advogada e defensora dos direitos indígenas, Mailza tem 38 anos e já atuou como secretária de Estado da Justiça e da Cidadania.
Durante sua trajetória, ela destacou a importância da soberania alimentar e da preservação da floresta amazônica, propondo incentivos fiscais para pequenos produtores e programas de energia renovável nas comunidades rurais.
Tocantins e Rio Grande do Norte: renovação política
Vicentinho Júnior (MDB) venceu o Tocantins com 53,78% dos votos, enquanto seu adversário do PT ficou com 46,22%. O empresário de 52 anos, formado em Engenharia de Produção, fez sua primeira incursão na política ao ser eleito deputado federal em 2018.
Antes de assumir o governo estadual, Vicentinho liderou projetos de infraestrutura logística, focando na integração de estradas rurais e no desenvolvimento da agropecuária local. Sua campanha prometeu reduzir a burocracia e ampliar investimentos em educação básica.
Cadu de Lula (PSB) foi eleito governador do Rio Grande do Norte com 58,10% dos votos, derrotando o candidato do PL, que recebeu 41,90%. Filho de políticos regionais, Cadu tem 39 anos e experiência como secretário de Saúde, onde implementou programas de vacinação e combate à dengue.
Ele também destacou a necessidade de diversificar a economia do estado, investindo em energia eólica e turismo sustentável nas praias do litoral norte.
- Celina Leão (DF) – 57,18% dos votos
- Lorenzo Pazolini (ES) – 52,17% dos votos
- Omar Aziz (AM) – 61,42% dos votos
- Mailza Assis (AC) – 54,33% dos votos
- Vicentinho Júnior (TO) – 53,78% dos votos
- Cadu de Lula (RN) – 58,10% dos votos
Com a definição dos governadores, os estados eleitos iniciam agora a fase de transição, preparando planos de governo que deverão ser apresentados ao Congresso Nacional nos próximos meses. A expectativa é que cada administração busque equilibrar crescimento econômico, proteção ambiental e inclusão social, atendendo às demandas específicas de suas populações.
Os novos mandatários ainda enfrentarão desafios como a crise hídrica, a necessidade de investimentos em infraestrutura digital e a pressão por políticas de saúde pública robustas. O desempenho desses governadores será monitorado de perto pelos analistas políticos, que avaliam como as escolhas eleitorais de 2026 influenciarão o panorama nacional nos próximos anos.








