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Vice‑presidente Alckmin vota em São Paulo e denuncia agressões a apoiadores de Lula

Na tarde de domingo, 25 de outubro, o vice‑presidente da República, Geraldo Alckmin, compareceu ao Colégio Santo Américo, no bairro Jardim Colombo, para exercer o direito ao voto. O ato ocorreu na zona oeste da capital paulista, dentro de um ambiente que reuniu diversas lideranças do centro‑esquerda. A presença de figuras como Fernando Haddad, Simone Tebet, Marina Silva e Tabata Amaral marcou o momento como um símbolo de unidade partidária.

A presença de lideranças no ato de votação

Alckmin chegou ao local acompanhado da esposa, Lu Alckmin, e de personalidades políticas de destaque. Entre os presentes estavam o ex‑ministro da Educação Fernando Haddad, a ex‑governadora Simone Tebet, a ambientalista Marina Silva e o deputado federal Tabata Amaral. Também esteve presente o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reforçando a ideia de um bloco coeso em torno da candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva.

O encontro foi registrado por câmeras de TV e por fotógrafos de imprensa, que capturaram momentos de confraternização e de troca de cumprimentos. Cada líder aproveitou a oportunidade para conversar brevemente com eleitores que aguardavam na fila, reforçando a mensagem de mobilização nas ruas e nas redes sociais.

Violência contra apoiadores de Lula nas vésperas

Ao deixar a seção eleitoral, Alckmin aproveitou a entrevista coletiva para denunciar episódios de agressão ocorridos na véspera do segundo turno. Ele citou duas ocorrências que, segundo ele, representam um padrão de intimidação contra militantes da campanha lula‑ista.

  • Na noite de sábado, a vereadora Iara Pimentel (PT) foi agredida durante uma carreata de apoio a Lula em Montes Claros, Minas Gerais. Os agressores vestiam roupas amarelas, carregavam uma bandeira do Brasil e o número 22, símbolos associados à campanha de Flávio Bolsonaro (PL).
  • Também no sábado, o engenheiro ambiental Marcelo de Oliveira Rocha sofreu espancamento após se retirar de um ato político em Santos, litoral de São Paulo.

Alckmin ressaltou que tais fatos não podem ser encarados como incidentes isolados, mas como sinais de um clima de intolerância que ameaça a democracia. Ele pediu que as autoridades investiguem os casos com rigor e que a justiça seja aplicada de forma exemplar.

Visões de Alckmin sobre a democracia e a juventude

Durante a entrevista, o vice‑presidente fez uma analogia entre o atual momento eleitoral e o movimento das Diretas Já, na década de 1980. Ele destacou o papel histórico de figuras como o ex‑governador Franco Montoro, que mobilizou a população em defesa da democracia.

Alckmin também celebrou o Dia Nacional da Juventude, ocorrido no mesmo domingo, elogiando a participação ativa dos jovens nas manifestações políticas. Segundo ele, a energia dos jovens foi decisiva para transformar avenidas como a Paulista em palcos de expressão cidadã.

O político enfatizou que a democracia permite que o povo seja ouvido, ao contrário das ditaduras, onde o poder se concentra nas mãos de poucos. “Nas ditaduras, quem manda são os poderosos, os milionários. Na democracia, o diálogo prevalece e quem ouve mais erra menos”, afirmou.

Perspectivas para o segundo turno

Alckmin declarou confiança no resultado do segundo turno, apontando para a ampla mobilização nas ruas e nas redes sociais. Ele agradeceu as manifestações de carinho recebidas ao longo da campanha e afirmou que nunca havia visto, em décadas de vida pública em São Paulo, uma mobilização tão intensa quanto a realizada na Avenida Paulista no sábado passado.

O vice‑presidente fez um balanço positivo do atual governo, citando avanços nos indicadores de renda, emprego, economia, educação, saúde e proteção ambiental. Ele ressaltou que, apesar dos desafios, o país tem avançado em múltiplas frentes.

Por fim, Alckmin garantiu que aguardará o resultado das urnas com humildade e confiança, reforçando a necessidade de respeito ao processo eleitoral e ao voto popular. “Independentemente do desfecho, a democracia será preservada”, concluiu.

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