Na manhã deste domingo, 25 de outubro, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Luiz Edson Fachin, compareceu à Escola Classe da 214 Sul, em Brasília, para exercer o seu direito de voto no segundo turno das eleições. Em discurso breve, ele destacou a necessidade de paz e tranquilidade para que o país possa enfrentar os desafios que se avizinham. O ministro também reforçou a importância de respeitar o resultado das urnas.
Voto de Fachin e mensagem de serenidade
Ao chegar à seção eleitoral às 11h09, Fachin registrou seu voto de forma tranquila, demonstrando que a classe política também cumpre as regras estabelecidas pela Constituição. Ele ressaltou que, com o encerramento da votação, cabe aos candidatos eleitos assumir a responsabilidade de conduzir o Brasil pelos caminhos da estabilidade. “Precisamos de paz e tranquilidade”, afirmou, indicando que o clima de respeito ao processo democrático é essencial para a governabilidade.
O presidente do STF ainda apontou que o momento pós-eleitoral exige cooperação entre os poderes da República, sobretudo entre o Executivo, o Legislativo e o Judiciário. Segundo ele, a harmonia institucional é o alicerce que permite a implementação de políticas públicas eficazes. Essa visão reforça a necessidade de um ambiente político menos conflituoso, favorecendo a solução de questões estruturais como saúde, educação e segurança.
Agradecimentos aos profissionais da Justiça Eleitoral
Fachin dedicou parte de sua fala a reconhecer o trabalho incansável dos agentes que garantem a lisura do pleito. Ele elogiou a atuação da Justiça Eleitoral, descrevendo-a como “fiel à sua tradição” e capaz de conduzir o processo de maneira adequada, segura e transparente. Essa valorização tem como objetivo incentivar a continuidade de boas práticas nos próximos ciclos eleitorais.
Para deixar claro quem foram os protagonistas desse esforço, o ministro enumerou os principais grupos envolvidos:
- Presidentes e presidentas de mesa, responsáveis pela organização das seções;
- Juízes e juízas eleitorais, que supervisionam o cumprimento das normas;
- Mesários e voluntários, que garantem o funcionamento das urnas;
- Equipe de tecnologia, que assegura a integridade dos dados eletrônicos.
Ao destacar cada um desses atores, Fachin reforçou a ideia de que a democracia depende da participação de milhares de cidadãos comprometidos com a legalidade. Ele ainda agradeceu aos profissionais que, apesar das adversidades, mantiveram o serviço em funcionamento em todo o território nacional.
Importância da participação popular
O presidente do STF fez questão de salientar que a presença nas urnas reflete a soberania popular, um dos pilares da Constituição. Ele apontou que o comparecimento de eleitores idosos, jovens e de primeira viagem demonstra a vitalidade do processo democrático brasileiro. Cada voto, segundo Fachin, é um ato de cidadania que legitima os representantes eleitos.
Em especial, o ministro mencionou a importância dos jovens, que trazem novas perspectivas e renovam o debate político. Ele incentivou essa parcela da população a continuar exercendo o direito de voto nas próximas eleições, ressaltando que a juventude é um motor de transformação social. Da mesma forma, ele reconheceu o papel dos idosos, que carregam a experiência de décadas de participação eleitoral.
Ao enfatizar esses grupos, Fachin reforçou a mensagem de que a democracia só se fortalece quando todos os segmentos da sociedade se fazem presentes nas urnas. Essa inclusão amplia a representatividade e garante que as políticas públicas atendam a demandas diversificadas.
Reflexões sobre a democracia e o futuro do país
Fachin lembrou que as eleições periódicas, íntegras, seguras, transparentes e auditáveis são o motor da democracia. Ele reiterou que o respeito ao resultado das urnas é fundamental para a estabilidade institucional e para a confiança da população nas instituições. Essa postura é um convite à pacificação política, essencial para o avanço de reformas estruturais.
O ministro ainda destacou que, ao término do segundo turno, os eleitos assumirão seus deveres constitucionais, enfrentando desafios como a recuperação econômica, a crise ambiental e a necessidade de investimentos em infraestrutura. Ele alertou que a colaboração entre os poderes será decisiva para superar esses obstáculos.
Por fim, Fachin concluiu que o Brasil está em um momento crucial, onde a união de esforços entre governo, sociedade civil e poder judiciário pode transformar adversidades em oportunidades. Seu apelo por paz, tranquilidade e respeito ao voto ecoa como um chamado à responsabilidade coletiva, essencial para consolidar a democracia no país.








