No domingo, 25 de outubro de 2026, a votação dos brasileiros no exterior registrou a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva sobre Flávio Bolsonaro na cidade de Xangai, China. O resultado foi divulgado pelos boletins de urna do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e confirma a tendência de apoio ao petista nas comunidades expatriadas. A contagem preliminar mostrou que Lula recebeu 502 votos, enquanto Flávio Bolsonaro obteve 267.
Crescimento da participação brasileira no exterior
O número de eleitores brasileiros aptos a votar fora do país atingiu 918,9 mil, um aumento de 31,8% em relação ao pleito de 2022. Esse salto representa o maior contingente de eleitores no exterior desde a primeira eleição direta para presidente, realizada em 1989. Apesar do crescimento absoluto, a taxa de comparecimento ficou abaixo dos níveis observados nas duas eleições anteriores.
Em 2022, 301.509 eleitores participaram da primeira rodada, correspondendo a 43,83% dos aptos. Já em 2026, as projeções apontam para uma participação ligeiramente menor, refletindo fatores como a distância geográfica, a complexidade burocrática e a falta de campanhas de mobilização específicas.
- 918,9 mil eleitores aptos em 2026
- Aumento de 31,8% comparado a 2022
- Maior contingente desde 1989
As urnas foram instaladas em 186 cidades de mais de cem países, permitindo que brasileiros de diferentes continentes exercessem seu direito ao voto. Na China, a seção eleitoral de Xangai concentrou cerca de 800 eleitores registrados, dos quais 769 já tinham emitido seu voto até o fechamento da apuração preliminar.
Comparativo com as eleições de 2022
O desempenho de Lula na China reproduz o padrão observado em 2022, quando o candidato venceu Jair Bolsonaro com 279 votos (53,65%) contra 241 (46,35%). No entanto, a diferença percentual aumentou significativamente em 2026, passando de 7,3 pontos para 30,56 pontos. Essa ampliação pode ser atribuída ao reforço da campanha nas redes sociais e ao apoio de organizações de brasileiros no exterior.
Flávio Bolsonaro, por sua vez, registrou um aumento absoluto de votos, passando de 203 no primeiro turno de 2026 para 267 no segundo. Mesmo assim, a proporção de votos diminuiu, indicando que a base de apoio do candidato não cresceu na mesma proporção que a de Lula.
Os dados também revelam que, no conjunto das urnas internacionais, Lula lidera com 47,17% dos votos, enquanto Flávio Bolsonaro detém 34,72% nas seções já divulgadas. O restante dos votos está distribuído entre outros candidatos que ainda não foram oficialmente contabilizados nas urnas do exterior.
Impactos e perspectivas para o segundo turno
O resultado preliminar da China reforça a vantagem de Lula no cenário internacional e pode influenciar a percepção dos eleitores dentro do Brasil. A vitória em um país com forte presença econômica e diplomática como a China traz um sinal positivo para a campanha petista, que tem buscado fortalecer laços comerciais e de investimento.
Especialistas apontam que a mobilização dos brasileiros no exterior costuma refletir tendências de voto interno, embora não seja um indicador definitivo. A participação de comunidades expatriadas tem crescido, mas ainda representa uma parcela menor do eleitorado total, que ultrapassa 100 milhões de eleitores.
O TSE deve divulgar o resultado consolidado da eleição apenas após as 17h (horário de Brasília), quando a votação no território nacional for encerrada. Até lá, os boletins de urna de outras cidades continuam sendo atualizados, e os números podem sofrer ajustes.
Enquanto isso, os partidos continuam a investir em comunicação digital para alcançar eleitores que ainda não compareceram às urnas. Estratégias como mensagens de WhatsApp, transmissões ao vivo e grupos de apoio em plataformas como Telegram têm sido utilizadas para lembrar os eleitores da importância de exercer o voto.
Em síntese, a vitória de Lula na China demonstra a consolidação de uma base de apoio sólida entre os brasileiros que vivem no exterior, ao mesmo tempo em que destaca a necessidade de maior engajamento de Flávio Bolsonaro para reduzir a diferença de votos nas próximas seções.








