A pesquisa AtlasIntel divulgada neste sábado, 24 de outubro, aponta que Lorenzo Pazolini e Ricardo Ferraço estão empatados no segundo turno da disputa pelo governo do Espírito Santo. Com 51,2% dos votos válidos, Pazolini lidera por estreita margem de 2,4 pontos percentuais, dentro da margem de erro de 2 pontos. Os resultados indicam uma corrida acirrada nas últimas semanas antes da eleição.
Distribuição geral dos votos
No cenário geral, Pazolini acumula 49,8% das intenções de voto, enquanto Ferraço registra 47,4%. A diferença de 2,4 pontos percentuais permanece constante tanto nos votos válidos quanto nos totais, reforçando a proximidade entre os candidatos.
Os eleitores indecisos ainda representam 1,5% do universo pesquisado, e 1,3% apontam voto branco ou nulo. Embora esses percentuais pareçam pequenos, eles podem ser decisivos em uma disputa tão equilibrada.
Com uma amostra de 1.865 eleitores, a pesquisa tem margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%, o que garante robustez ao levantamento.
Análises demográficas e regionais
Os cruzamentos demográficos revelam diferenças marcantes entre homens e mulheres. Entre os homens, Pazolini lidera com 56,8% contra 38,1% de Ferraço. Já entre as mulheres, a situação se inverte: Ferraço obtém 54,8% e Pazolini 40,9%.
Essas disparidades sugerem que a campanha precisará ajustar suas mensagens para atender a públicos distintos, considerando questões de gênero e prioridades específicas.
Geograficamente, a Grande Vitória apresenta um quadro misto. Em alguns bairros, Pazolini supera Ferraço, enquanto em outros o rival mantém vantagem. As cidades de Cachoeiro de Itapemirim, interior da Grande Vitória, São Mateus e Colatina também exibem variações relevantes.
- Cachoeiro de Itapemirim: ligeira vantagem para Ferraço.
- Interior da Grande Vitória: Pazolini à frente em setores residenciais.
- São Mateus: disputa quase igual, com leve inclinação para Ferraço.
- Colatina: Pazolini lidera em áreas de classe média.
É importante notar que as bases dessas subdivisões são menores que a amostra total, exigindo cautela na interpretação dos números.
Quando a renda é considerada, o cenário também se divide. Nos grupos de renda mais baixa, Ferraço apresenta desempenho superior, enquanto Pazolini ganha terreno nas faixas de renda intermediária e alta.
Entre os eleitores evangélicos, Pazolini obtém percentual maior que Ferraço, reforçando sua força nesse segmento religioso. Já entre os católicos, a disputa se mostra mais equilibrada, sem um claro favorito.
Outros grupos, como pessoas sem religião ou de outras crenças, também foram analisados, mas novamente com bases menores, o que limita a confiabilidade dos resultados específicos.
Implicações para o segundo turno
O cruzamento da intenção de voto no segundo turno com o candidato escolhido na primeira fase revela que ambos os finalistas mantêm parcelas expressivas de seus eleitores originais. Isso indica lealdade partidária e a dificuldade de atrair eleitores dos candidatos eliminados.
Entretanto, os votos dos candidatos derrotados tendem a se redistribuir de forma diferente entre Pazolini e Ferraço, dependendo do perfil socioeconômico e regional dos eleitores.
Para o segundo turno, a estratégia de campanha precisará focar nos eleitores indecisos, nos brancos e nulos, bem como nos eleitores dos partidos que não avançaram. Cada ponto pode ser decisivo.
A margem de erro de 2 pontos percentuais significa que, teoricamente, Ferraço ainda pode ultrapassar Pazolini se houver variações nas últimas medições ou se a mobilização de eleitores mudar nos próximos dias.
Os analistas apontam que a campanha de Pazolini deve reforçar sua presença nas áreas de renda alta e entre os evangélicos, enquanto Ferraço precisa consolidar seu apoio nas regiões de menor renda e entre as mulheres.
Além disso, a presença de candidatos de menor expressão nas urnas pode gerar um efeito de “coração partido”, que pode beneficiar o candidato que conseguir absorver melhor esses eleitores.
Em resumo, a pesquisa AtlasIntel pinta um quadro de competição extremamente equilibrada, onde fatores como gênero, renda, religião e localização geográfica podem definir o vencedor.
Os próximos dias serão decisivos para a definição de estratégias, debates e mobilizações de base, que deverão ser intensificados até a data da votação.
Com a eleição marcada para o final de outubro, a corrida está longe de ser decidida, e a população capixaba ainda tem a palavra final.








