Uma pesquisa divulgada neste sábado (24) mostrou que, na véspera da votação, Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva estão praticamente empatados nos votos válidos para o segundo turno da eleição presidencial de 2026. A enquete, realizada pela Quaest, apontou 51% para o senador do PL e 49% para o presidente do PT, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.
Contexto da pesquisa
O estudo foi comissionado pelos veículos Globo e O Globo e entrevistou 3.702 eleitores com idade mínima de 16 anos, entre os dias 23 e 24 de outubro. A margem de erro de 2 pontos percentuais significa que a diferença entre os candidatos pode ser menor ou maior, mas ainda dentro de um intervalo estatístico confiável.
O segundo turno das eleições presidenciais está marcado para domingo, 25 de outubro, das 8h às 17h, horário de Brasília. Para ser eleito, o candidato precisa obter mais da metade dos votos válidos, ou seja, 50% mais um voto.
Detalhes metodológicos
A Quaest utilizou o modelo “likely voter”, que considera apenas eleitores com maior probabilidade de comparecer às urnas. Esse modelo exclui votos em branco, nulos, abstenções e eleitores indecisos ao calcular os votos válidos.
Além disso, a pesquisa registrou a rejeição dos candidatos: 49% para Flávio Bolsonaro e 47% para Lula, indicando que a maioria dos entrevistados tem uma avaliação negativa dos concorrentes.
- Entrevistados: 3.702 eleitores
- Período de coleta: 23 a 24 de outubro
- Margem de erro: ±2 pontos percentuais
- Nível de confiança: 95%
- Modelo: likely voter
Os resultados também mostraram que 92% dos eleitores que declararam preferência consideram sua escolha definitiva, enquanto 8% ainda podem mudar de opinião até o dia da votação.
Análise dos resultados e implicações
Quando comparados com a pesquisa anterior, os números de Flávio Bolsonaro caíram de 54% para 51%, enquanto o apoio a Lula permaneceu estável em 37%. Essa leve retração pode ser atribuída a fatores como a divulgação de propostas de governo, debates recentes e a mobilização de bases eleitorais.
A diferença de apenas dois pontos percentuais dentro da margem de erro indica um empate técnico, o que sugere que a corrida será decidida por pequenos movimentos de campanha nos próximos dias. Estratégias de mobilização nas redes sociais, visitas a regiões chave e alianças políticas podem ser decisivas.
É importante notar que a pesquisa inclui também uma avaliação espontânea, na qual os entrevistados nomeiam seus candidatos favoritos sem receber a lista previamente. Nessa modalidade, 51% apontaram Flávio Bolsonaro como favorito, enquanto 37% escolheram Lula, refletindo a mesma tendência observada nas respostas guiadas.
Além dos números, a pesquisa traz informações sobre o perfil dos eleitores que pretendem comparecer às urnas. Eleitores de classes econômicas mais altas e residentes em áreas urbanas tendem a favorecer Flávio Bolsonaro, enquanto os trabalhadores formais e moradores de regiões rurais mostram maior inclinação para Lula.
O cenário descrito pela Quaest reforça a importância do voto válido, que exclui brancos, nulos e abstenções. Para vencer, um candidato deve superar a barreira dos 50% mais um voto, o que torna cada ponto percentual crucial.
Os analistas políticos apontam que a proximidade dos resultados pode intensificar a cobertura midiática e gerar maior engajamento nas redes sociais, com debates acirrados sobre políticas públicas, economia e segurança. Esse clima de disputa pode, por sua vez, influenciar eleitores indecisos que ainda não definiram sua escolha.
Em síntese, a pesquisa Quaest oferece um retrato detalhado da corrida presidencial, destacando a competitividade entre Flávio Bolsonaro e Lula e apontando para um segundo turno que pode ser decidido nos últimos momentos de campanha. O eleitorado ainda tem tempo para mudar de opinião, e as estratégias de ambos os candidatos serão decisivas para alcançar a maioria dos votos válidos.








