Na véspera da segunda votação que decidirá quem será o presidente da República em 2026, apoiadores de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de Flávio Bolsonaro (PL) foram às ruas de 15 capitais brasileiras. O movimento ocorreu neste sábado, 24 de outubro, e foi marcado por passeatas, caravanas e concentrados nos principais centros urbanos. As manifestações foram organizadas pelos próprios candidatos como forma de fechar a campanha e energizar seus eleitores.
Cenário político e importância do último dia de campanha
O segundo turno das eleições presidenciais de 2026 chegou ao seu ponto crítico, com as pesquisas indicando uma disputa acirrada entre o ex-presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro. Nesse contexto, o último dia de campanha assume papel estratégico, pois permite que cada candidato reforce sua mensagem, mobilize a base e tente conquistar eleitores indecisos.
Para Lula, o discurso enfatizou a continuidade dos programas sociais, a defesa da democracia e a necessidade de união nacional. Já Flávio Bolsonaro apostou em uma retórica de segurança pública, combate à corrupção e renovação política, prometendo acelerar reformas econômicas. Ambos os líderes fizeram visitas a cidades-chave para demonstrar presença e afinidade com os eleitores locais.
Especialistas apontam que a presença física dos candidatos e de seus apoiadores nas ruas pode influenciar a percepção dos eleitores, sobretudo em regiões onde o voto ainda não está consolidado. Além disso, a cobertura midiática das manifestações tende a ampliar o alcance das mensagens, gerando repercussão nas redes sociais.
Principais capitais onde a mobilização ganhou força
As três maiores concentrações de manifestantes aconteceram em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, cidades escolhidas pelos candidatos para fechar a campanha. Em São Paulo, milhares de simpatizantes de Lula marcharam pela Avenida Paulista, enquanto apoiadores de Flávio Bolsonaro ocuparam a região da Sé com uma carreata que contou com bandeiras e faixas.
No Rio de Janeiro, o centro da cidade foi palco de duas manifestações paralelas: o bloco pró-Lula percorreu a Praça XV, enquanto o grupo pró-Bolsonaro reuniu-se na Avenida Presidente Vargas, ambos com forte apoio de lideranças locais.
Belo Horizonte viu uma concentração semelhante, com a Praça da Liberdade recebendo uma passeata de Lula e a Avenida Afonso Pena sendo ocupada por apoiadores de Flávio. Em todas as cidades, a presença de veículos oficiais, microfones e painéis de som garantiu grande visibilidade.
- São Paulo (SP)
- Rio de Janeiro (RJ)
- Belo Horizonte (MG)
- Florianópolis (SC)
- Porto Alegre (RS)
- Goiânia (GO)
- Campinas (SP)
- Curitiba (PR)
- Recife (PE)
- Salvador (BA)
- Manaus (AM)
- Fortaleza (CE)
- Belém (PA)
- São Luís (MA)
- Vitória (ES)
Além das capitais citadas, outras 12 cidades registraram atos de apoio, como Florianópolis, onde grupos de ambos os lados dividiram o centro da cidade, e Porto Alegre, onde a presença de carros alegóricos e cantos de campanha marcou o clima de disputa.
Em Campinas, a manhã foi dominada por um grande bloco de apoiadores de Lula, que carregavam faixas com slogans de justiça social. Na mesma cidade, o grupo pró-Flávio organizou uma carreata que percorreu a Avenida Campinas, mostrando a diversidade de estratégias adotadas pelos dois lados.
Repercussões nas redes e expectativas para o segundo turno
As manifestações foram amplamente divulgadas nas redes sociais, com vídeos ao vivo, stories e tweets que alcançaram milhões de visualizações. Hashtags como #Lula2026, #BolsonaroJr e #DiaDaDecisão dominaram o Twitter, enquanto o Instagram registrou um volume recorde de publicações relacionadas aos atos de rua.
Analistas de comunicação ressaltam que o engajamento digital pode transformar a percepção pública, principalmente entre eleitores jovens que consomem informação principalmente online. A cobertura jornalística também destacou a coexistência pacífica entre os dois grupos, apesar de alguns confrontos menores em pontos de maior tensão.
Pesquisas de opinião realizadas após os atos indicam uma leve movimentação de eleitores indecisos em direção a Lula, mas também mostram que o apoio a Flávio Bolsonaro permanece sólido em regiões do interior e em estados do Norte. A disputa ainda depende de fatores como a taxa de comparecimento às urnas e a efetividade das estratégias de mobilização nas últimas horas antes da votação.
O que esperar nas urnas e possíveis cenários
Com as manifestações concluídas, o foco volta para as urnas. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reforçou a segurança nas 15 capitais onde houve concentração de público, instalando equipes de observadores e ampliando a presença de fiscais.
Especialistas apontam três cenários possíveis: vitória de Lula com ampliação dos programas sociais, vitória de Flávio Bolsonaro com foco em reformas econômicas e segurança, ou um resultado muito apertado que pode gerar pedidos de recontagem ou contestação judicial.
Independentemente do resultado, o último dia de campanha mostrou que a polarização política no Brasil permanece acentuada, mas que a participação cidadã continua alta. Os próximos dias serão decisivos para definir o futuro do país, e a expectativa é de que a população vá às urnas em grande número, buscando exercer seu direito ao voto de forma consciente.








