O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) encerram suas campanhas neste sábado, 24 de outubro, com duas caminhadas e dois eventos em três estados estratégicos. As mobilizações ocorrem em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, antes da votação do segundo turno marcada para domingo, 25.
Itinerário de Lula: da orla de Copacabana à Avenida Paulista
Lula inicia a manhã carioca com concentração dos apoiadores às 9h no Posto 5 da Avenida Atlântica, em Copacabana. A caminhada parte às 10h, percorrendo a orla e reforçando a mensagem de unidade nacional.
Após o evento no Rio, o presidente segue para São Paulo, onde a concentração está prevista para as 14h, na Alameda Campinas, próximo à Avenida Paulista. A caminhada começa às 16h, encerrando a campanha de rua na capital paulista.
No percurso paulistano, Lula será acompanhado por figuras de destaque do governo e da base aliada, como o vice‑presidente Geraldo Alckmin (PSB) e ex‑ministros que ainda mantêm influência política.
- Geraldo Alckmin – vice‑presidente e candidato à reeleição;
- Fernando Haddad – ex‑ministro da Fazenda;
- Marina Silva – ex‑ministra do Meio Ambiente;
- Simone Tebet – ex‑ministra da Integração Nacional;
- Márcio França – ex‑governador de São Paulo.
Além desses nomes, parlamentares eleitos e lideranças regionais também participam, reforçando a presença do PL na maior cidade do país.
Flávio Bolsonaro: o “Bloco do 22” em Belo Horizonte e no Rio
O senador Flávio Bolsonaro abre a agenda em Belo Horizonte, às 9h, na Praça da Liberdade, na região da Savassi. O ato faz parte do “Bloco do 22”, movimento criado pelo deputado Nikolas Ferreira (PL‑MG) para mobilizar apoiadores em várias cidades.
À tarde, Flávio segue para o Rio de Janeiro, onde a segunda concentração ocorre às 14h na Praça do Ó, na Barra da Tijuca. O evento inclui uma carreata que deve terminar próximo ao condomínio onde o ex‑presidente Jair Bolsonaro residiu.
O “Bloco do 22” tem sido a principal estratégia de campanha de Flávio, reunindo milhares de simpatizantes em shows, discursos e manifestações de apoio ao candidato.
Importância estratégica dos três estados
São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro concentram aproximadamente 63,3 milhões de eleitores, representando cerca de 40 % do eleitorado nacional. Por isso, a escolha desses locais para os últimos atos de campanha não é aleatória.
São Paulo, como maior colégio eleitoral, oferece ao candidato a chance de alcançar um número expressivo de eleitores urbanos e industriais. Minas Gerais, tradicional “coração” das eleições, costuma decidir o resultado final, enquanto o Rio de Janeiro traz um eleitorado diversificado, com forte presença de classes média e baixa.
A presença simultânea de Lula e Flávio nesses estados evidencia a disputa acirrada por cada voto, sobretudo nas regiões metropolitanas, onde a mobilização de base tem maior impacto.
Regras eleitorais para o último dia de campanha
De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), caminhadas, carreatas e passeatas são permitidas até as 22h do sábado, 24. Essa janela inclui a distribuição de materiais gráficos, uso de carros de som e instalação de bandeiras em calçadas.
Os comícios, no entanto, tiveram seu prazo encerrado na quinta‑feira, 22, e não podem ser realizados a partir de então. No domingo, dia da votação, a lei autoriza apenas manifestações individuais e silenciosas, como camisetas, bonés, adesivos e bandeiras.
Qualquer aglomeração que constitua propaganda eleitoral no dia da eleição está proibida e pode acarretar penalidades previstas na legislação.
- Até 22h de sábado: caminhadas, carreatas, passeatas, distribuição de material e uso de carros de som;
- Encerramento dos comícios: quinta‑feira, 22 de outubro;
- Domingo, 25 de outubro: manifestações individuais (camisetas, bonés, adesivos, bandeiras);
- Proibição de propaganda coletiva no dia da votação.
Além da disputa presidencial entre Lula e Flávio Bolsonaro, eleitores de cinco estados e do Distrito Federal também vão às urnas para escolher governadores, reforçando a complexidade do pleito nacional.
Os últimos atos de campanha, portanto, não servem apenas para marcar a presença dos candidatos nos maiores centros eleitorais, mas também para consolidar alianças, mobilizar voluntários e garantir que a mensagem chegue ao maior número possível de eleitores antes do fechamento das urnas.








