O cantor e compositor Oswaldo Montenegro lançou nesta sexta‑feira, 23 de outubro, o álbum “Serenata”, um trabalho intimista gravado apenas com voz e piano. A obra reúne reinterpretações de suas próprias composições e versões de clássicos de Chico Buarque e Dolores Duran, mostrando a versatilidade do artista aos 70 anos.
Um projeto de voz e piano
“Serenata” foi concebido como um disco minimalista, onde Montenegro acompanha a própria voz ao piano. A escolha do formato ressalta a intimidade das letras e a habilidade do artista como pianista. Cada faixa foi gravada em estúdio com acústica cuidadosa, permitindo que a emoção das canções se destaque sem arranjos excessivos.
O álbum traz quinze faixas, das quais a maioria são composições autorais que marcaram a trajetória de Montenegro. A produção foi assinada pelo próprio artista, que supervisionou cada detalhe, desde a afinação do piano até a mixagem final.
Releituras de grandes nomes da MPB
Entre as homenagens, Montenegro interpreta “Valsinha”, escrita por Chico Buarque em parceria com Vinicius de Moraes em 1971. A versão mantém a melodia original, mas ganha uma nova camada de sensibilidade ao ser acompanhada apenas por piano.
Outro destaque é “A noite do meu bem”, obra-prima da compositora Dolores Duran, lançada em 1959. Montenegro entrega uma interpretação reverente, trazendo à tona a poesia melancólica da canção.
Essas regravações inserem o álbum em um diálogo com a história da música popular brasileira, mostrando como Montenegro dialoga com seus contemporâneos e antecessores.
Novas parcerias e faixas inéditas
Além das versões de clássicos, “Serenata” inclui composições recentes e colaborações. A faixa “Luzes acesas” (2023) surge da parceria com Raimundo Fagner, trazendo uma energia contemporânea ao disco.
Outras músicas, como “A voz da tela” (1995) e “Estrela de neon” (1992), são regravadas para o novo contexto intimista, revelando novas nuances nas letras já conhecidas.
O single “Como se estivesse fora”, lançado em 16 de outubro, antecedeu o álbum e apresenta a colaboração de Montenegro com o falecido cantor Mongol, reforçando a conexão do artista com sua própria história.
- Lua e flor (1984)
- Agonia (Mongol, 1980)
- A voz da tela (1995)
- Estrela de neon (1992)
- Luzes acesas (2023)
- Rasura (1999)
Essas faixas compõem uma seleção que atravessa quatro décadas da carreira de Montenegro, demonstrando a consistência criativa do artista.
Com “Serenata”, Oswaldo Montenegro reforça seu compromisso com a música autoral e a tradição da MPB, ao mesmo tempo em que oferece ao público uma experiência auditiva mais próxima e pessoal.








