Na noite desta quinta‑feira (22), o instituto Datafolja divulgou a penúltima pesquisa de intenção de voto para o segundo turno das eleições presidenciais de 2026, que terá como protagonistas Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O levantamento foi realizado entre os dias 20 e 22 de outubro, com entrevistas a eleitores de todo o país. A pesquisa foi encomendada pelos veículos Globo e Folha de S.Paulo, reforçando a importância do cenário político nacional.
Contexto da disputa presidencial em 2026
O segundo turno da corrida presidencial de 2026 se aproxima rapidamente, e a polarização entre os candidatos tem se mantido intensa. Flávio Bolsonaro, senador e filho do ex‑presidente Jair Bolsonaro, representa a ala conservadora do Partido Liberal (PL). Já Luiz Inácio Lula da Silva, presidente em exercício, busca a reeleição pelo Partido dos Trabalhadores (PT), sustentado por uma base progressista.
Ambos os candidatos têm aproveitado diferentes estratégias de campanha para consolidar apoio. Enquanto Lula investe em visitas a estados-chave e em alianças com lideranças regionais, Flávio aposta em discursos de segurança pública e em redes sociais para mobilizar eleitores jovens. Essa dinâmica reflete a complexidade do eleitorado brasileiro, que varia significativamente de região para região.
Detalhes das pesquisas Datafolha e Quaest
O Datafolha entrevistou 2.154 eleitores com idade a partir de 16 anos, aplicando uma margem de erro de dois pontos percentuais e um nível de confiança de 95%. Os resultados apontam um empate técnico entre os dois candidatos, com Flávio Bolsonaro alcançando 47% e Lula 45%.
Já a Quaest, que divulgou sua própria sondagem na quarta‑feira (21), entrevistou o mesmo número de respondentes (2.154) em um período ligeiramente anterior, entre 17 e 20 de outubro. Os números da Quaest mostraram Flávio com 45% e Lula com 44%, também indicando um empate técnico.
- Datafolha (22/10): Flávio Bolsonaro – 47%; Lula – 45%.
- Quaest (21/10): Flávio Bolsonaro – 45%; Lula – 44%.
Ambas as pesquisas compartilham a mesma margem de erro (±2 pontos) e nível de confiança (95%), o que reforça a proximidade dos resultados. Os registros oficiais foram arquivados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os códigos BR‑09709/2026 (Datafolha) e BR‑08535/2026 (Quaest).
Próximas sondagens e expectativas para o segundo turno
Para a véspera do segundo turno, duas novas pesquisas serão divulgadas simultaneamente. A Quaest planeja entrevistar 3.702 eleitores nos dias 23 e 24 de outubro, mantendo a mesma margem de erro e nível de confiança. Simultaneamente, o Datafolha realizará um levantamento com 4.050 entrevistados, também entre 23 e 24 de outubro, seguindo os mesmos parâmetros estatísticos.
Essas duas últimas sondagens são consideradas cruciais, pois podem indicar tendências de voto de última hora e possíveis mudanças de posicionamento entre eleitores indecisos. Analistas políticos destacam que fatores como debates televisivos, anúncios de políticas públicas e eventos externos (por exemplo, crises econômicas) podem influenciar significativamente os números finais.
- Datafolha (23‑24/10): 4.050 entrevistados, margem de erro ±2%, confiança 95% (registro BR‑09540/2026).
- Quaest (23‑24/10): 3.702 entrevistados, margem de erro ±2%, confiança 95% (registro BR‑09158/2026).
Além das pesquisas, a campanha de ambos os candidatos tem se intensificado nas redes sociais, com anúncios segmentados e transmissões ao vivo para engajar diferentes faixas etárias. A presença de influenciadores digitais, especialmente nas plataformas TikTok e Instagram, tem sido uma estratégia comum para alcançar eleitores mais jovens, que tradicionalmente apresentam maior volatilidade de voto.
Implicações para o cenário político brasileiro
Um empate técnico nas últimas sondagens sugere que o resultado do segundo turno ainda está longe de ser definido. Essa situação pode levar os partidos a intensificar negociações de alianças, buscando apoio de lideranças regionais e de partidos menores que ainda não declararam apoio definitivo.
Além disso, a proximidade dos números pode gerar maior mobilização da sociedade civil, com organizações não‑governamentais e movimentos sociais intensificando campanhas de conscientização sobre a importância do voto. O clima de incerteza também pode estimular a participação de eleitores que, até então, estavam desmotivados ou indecisos.
Por fim, a imprensa tem desempenhado um papel fundamental ao analisar e divulgar os resultados das pesquisas, contribuindo para a formação de opinião pública. O acompanhamento próximo das últimas sondagens permitirá que analistas e cidadãos compreendam melhor as tendências eleitorais e se preparem para o desfecho da disputa presidencial.








